sábado, 19 de novembro de 2011

Fabaceae - Chamaecrista setosa (Vogel) H.S. Irwin & Barneby

Filotaxia alterna-espiralada, folíolos oval-oblongos (f. 1)
Ramo glutinoso om tricoma glandular  (f. 2)
Ramo glutinoso (f. 3)
Tricomas vináceos (f. 4)
Pecíolo glutinoso (f. 5)
Leguminosae -Caesalpinioideae - Cassineae - Chamaecrista -Seção Absus - subseção Absus - Serie Setosae -Chamaecrista setosa (Vogel) H.S. Irwin & Barneby Chamaecrista setosa var. setosa (Irwin; Barneby 1982).

No Brasil ocorrem 256 espécies das quais 207 são endêmicas (Souza e Bortoluzzi 2015).

Chamaecrista Moench.

Árvores, arbustos, ervas ou subarbustos, ramos cilíndricos, inerme, glabro ou indumento tector ou glandular. Estípulas laterais, basifixas. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folhas paripinadas, bi-tetra-hexa-plurifolioladas, nectário presente no pecíolo ou raques, glândula côncava, estipitada ou séssil. Inflorescências terminais ou axilares, cimosas ou racemos. Flores monoclinas, hipóginas, zigomorfas, diclamídeas, pediceladas, bractéolas 2; cálice dialissépalo, sépalas 5, heteromorfas; corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas heteromorfas, amarelas; androceu homo ou heteromorfo, estames 5-10, anteras com sutura lateral, lanceoladas. Legumes multiespérmicos, plano-compressos, lineares, valvas coriáceas com deiscências elásticas. Sementes com testa lisa, castanho ou enegrecido, hilo basal.

Chamaecrista setosa (Vogel) H.S. Irwin & Barneby, Memoirs of The New York Botanical Garden 35: 650. 1982.


Folíolos com face superior híspida, face inferior pubescente a velutina, inflorescência com (15) 20-62 cm compr...............C. setosa (Scalon 2003).

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Minas Gerais, Brasil.

Referência

-Irwin, H.S. e Barneby, R.C.1982. Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 720.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Queiroz, R.T. & Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36: 725-736.

-Mendes, T.P., Souza, A.O. & Silva, M.J. (2020) Molecular phylogeny and diversification timing of the Chamaecrista sect. Absus subsect.Absus ser. Paniculatae, a newly circumscribed and predominantly endemic of the Cerrado Biome group. Phytotaxa 446 (3): 159–182.

-Rando, J.G.; Cota, M.M.T.; Conceição, A.S.; Barbosa, A.R.; Barros, T.L.A. 2020. Chamaecrista in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB28073>. Accessed on: 25 Apr. 2021

-Scalon, Viviane Renata. 2003. Flora do Distrito Federal, Brasil: Chamaecrista Moench Seção Absus (Collad.) H. S. Irwin & Barneby (Caesalpiniaceae), São Paulo, Universidade de São Paulo - USP, Dissertação de Mestrado em Ciências na Área de Botânica, 83 pp.

-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 08 Mar. 2015
-Vogel. 1837. Generis Cassiae Synopsis 51.

-Zeferino L.C.; Queiroz, R.T.; Rando J.G.; Cota, M.M; T., Fantini, I.F.; Caetano, A.P.; Fortuna, A.P. 2019. O gênero Chamaecrista (Leguminosae: Caesalpinioideae) no Parque Estadual do Rio Preto, São Gonçalo do Rio Preto, Minas Gerais, Brasil. Rodriguésia [Internet]. [cited 2021 Apr 22] 5



Exsicatas

Herbário P



Fabaceae - Bauhinia mollis (Bong.) D. Dietr. - pata de vaca -

Flores axilares, botões clavados (f. 1)
Filotaxia alterna dística, folha composta unifoliolada, lobada, com nectário na base, cálice reflexo (f. 2)
Flor zigomorfa, pétalas longo-unguiculada, alvas, gineceu estipitado com estigma plano (f. 03)

Leguminosae, Cercidoideae, Bauhinia, sect. Pauletia, serie Aculeatae, 150 -160 spp (Vaz; Tozzi 2005; Lewis et al 2005).

No Brasil ocorrem 57 espécies das quais 37 são endêmicas (Vaz 2015).


Bauhinia L.

Arbusto ou árvore, tronco cilíndrico ou estriado; ramos inermes ou armados. Estípulas basifixas, caducas. Filotaxia alterna-dística. Folha unifoliolada, bilobada, nervação actinódroma, ápice bilobado, margem inteira, base rotunda, cordada, bicolor, coriácea, peciolada. Inflorescência terminal ou axilar, cimosa ou racemosa. Flores pediceladas, hipanto presente, zigomorfas, dialipétalas, pentâmeras, monóclinas, hipóginas; cálice dialissépalo, às vezes sépalas unidas; corola dialipétala, alva, amarela, vermelha, rosa, vinho; androceu 1-5-10-estames, homodínamos ou heterodínamo, anteras elípticas, rimosas; gineceu simples, ovário estipitado, unicarpelar, unilocular, pluriovulado, estilete presente, estigma plano. Fruto legume típico, linear, plano, valvas lignosas. Sementes, ovadas, obovadas a oblongas, testa dura, lisa.


Bauhinia mollis (Bong.) D. Dietr., Synopsis Plantarum 2: 1475. 1840.


Arbusto ca 50 cm alt.; ramo cilíndrico, cinéreo-tomentuloso, armado, acúleos retos. Filotaxia alterna, dística. Estípulas 2, basefixa, lanceolada. Folha unifoliolada, 1/4 bilobada, nervação 8, palmada, lobos elípticos, ápice dos lobos rotundos, margem inteira, base cordada, face adaxial e abaxial glabra, coriácea, pedicelo breve, cinéreo-tomentoso. Inflorescência axilar, cimosa; botões clavados, bractéolas 2, lanceoladas. Flor breve-pedicelada, hipógina, zigomorfa, monoclina; cálice gamossépalo, espatáceo; corola 5, pétalas alvas, oblanceolada; androceu com estames livres, estames longos, anteras homomórficas, rimosas; ovário estipitado, oblongo, estilete longo, estigma plano. Fruto legume típico, estipitado, linear, plano.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Nioaque-Mato Grosso do Sul - Brasil.

Referência

-Alves, F.M., & Sartori, Â.L.B. 2009. Caesalpinioideae (Leguminosae) de um remanescente de Chaco em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul, Brasil. Rodriguésia, 60(3), 531-550. https://dx.doi.org/10.1590/2175-7860200960305


-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens

-Lewis G.P. 1987. Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.


-Vaz, A.M.S.F. 2015. Bauhinia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB25634>.

-Vaz, A.M.S.F.; Tozzi, A.M.G.A.  2005. Sinopse de Bauhinia sect. Pauletia (Cav.) DC. (Leguminosae: Caesalpinioideae: Cercideae) no Brasil1. Revista Brasil. Botanica 28(3): 477-491.

-Vaz, A.M.S.F. Bauhinia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de -Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 19 Abr. 2015Vaz, A.M.S.F. 2020. Bauhinia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB27794>. Accessed on: 24 Apr. 2021
Herbário Reflora

Fabaceae - Bauhinia rufa (Bong.) Steud.

Flor pedicelada, hipanto longo, tubuloso, sépalas longas, verdes (f. 1)
Flor com androceu contendo filetes livres e rosas (f. 2)
Inflorescência pseudorracemo (f. 3)

Leguminosae, Cercidoideae, Bauhinia, ser.  Cansenia. 150 -160 spp. (Vaz & Tozzi 2005; Lewis et al 2005).

No Brasil ocorrem 57 espécies das quais 37 são endêmicas (Vaz 2015).

Bauhinia L.

Arbusto ou árvore, tronco cilíndrico ou estriado; ramos inermes ou armados. Estípulas basifixas, caducas. Filotaxia alterna-dística. Folha unifoliolada, bilobada, nervação actinódroma, ápice bilobado, margem inteira, base rotunda, cordada, bicolor, coriácea, peciolada. Inflorescência terminal ou axilar, cimosa ou racemosa. Flores pediceladas, hipanto presente, zigomorfas, dialipétalas, pentâmeras, monóclinas, hipóginas; cálice dialissépalo, às vezes sépalas unidas; corola dialipétala, alva, amarela, vermelha, rosa, vinho; androceu 1-5-10-estames, homodínamos ou heterodínamo, anteras elípticas, rimosas; gineceu simples, ovário estipitado, unicarpelar, unilocular, pluriovulado, estilete presente, estigma plano. Fruto legume típico, linear, plano, valvas lignosas. Sementes, ovadas, obovadas a oblongas, testa dura, lisa.

Bauhinia rufa (Bong.) Steud., Nomenclator Botanicus. Editio secunda 1(1–2): 192. 1840.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Itirapina, São Paulo, Brasil


Referências

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens

-Lewis G.P. 1987. Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

 -Vaz, A.M.S.F.; Tozzi, A.M.G.A.  2005. Sinopse de Bauhinia sect. Pauletia (Cav.) DC. (Leguminosae: Caesalpinioideae: Cercideae) no Brasil1. Revista Brasil. Botanica 28(3): 477-491.


-Vaz, A.M.S.F. Bauhinia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de -Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 19 Abr. 2015Vaz, A.M.S.F. 2020. Bauhinia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB27794>. Accessed on: 24 Apr. 2021


Exsicatas

Herbário P

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fabaceae - Bauhinia brevipes Vogel

Racemo terminal, flor zigomorfa, monoclina, hipógina, pétalas estreito-elíptica, androceu 10 estames, livres, anteras rimosas, lineares (f. 1)
Ramos inerme, com filotaxia alterna-dística (f. 2)
Arbusto (f. 3)
Flor dialipétala, pentâmera, diplostêmone (f. 4)
Botões clavados, estriados (f. 5)
Folíolos bilobados, lineares (f. 6)
Flor zigomorfa (f. 7)
Estigma plano, verde (f. 8)

Leguminosae, Cercidoideae, Bauhinia L. 1753. - ser.  Cansenia. 150 - 160 espécies. (Vaz & Tozzi 2005; Lewis et al 2005).

No Brasil ocorrem 57 espécies das quais 37 são endêmicas (Vaz 2015).

Bauhinia L.

Arbusto ou árvore, tronco cilíndrico ou estriado; ramos inermes ou armados. Estípulas basifixas, caducas. Filotaxia alterna-dística. Folha unifoliolada, bilobada, nervação actinódroma, ápice bilobado, margem inteira, base rotunda, cordada, bicolor, coriácea, peciolada. Inflorescência terminal ou axilar, cimosa ou racemosa. Flores pediceladas, hipanto presente, zigomorfas, dialipétalas, pentâmeras, monóclinas, hipóginas; cálice dialissépalo, às vezes sépalas unidas; corola dialipétala, alva, amarela, vermelha, rosa, vinho; androceu 1-5-10-estames, homodínamos ou heterodínamo, anteras elípticas, rimosas; gineceu simples, ovário estipitado, unicarpelar, unilocular, pluriovulado, estilete presente, estigma plano. Fruto legume típico, linear, plano, valvas lignosas. Sementes, ovadas, obovadas a oblongas, testa dura, lisa.

Bauhinia brevipes Vogel, Linnaea 13: 307. 1839.

Coluna estaminal internamente tomentosa  em toda sua  extensão sem solução de continuidade com o indumento da região apical do hipanto ou apenas irregularmente esparso-pilosa a rufovilosa, hirsuta até  velutino-tomentosa nos bordos. Face inferior da folha vilosa a hirsútula..................................... B. brevipes (Vaz; Tozzi 2003).

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, UNEMAT, Nova Chavantina, Mato Grosso, Brasil.

Referências

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015. https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Lewis, G.P. 1987. Legumes of Bahia. 1–369. Royal Botanic Gardens, Kew.

-Vaz, A.M.S.F. Bauhinia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de -Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 19 Abr. 2015Vaz, A.M.S.F. 2020. Bauhinia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB27794>. 

-Vaz, A.M.S.F. 2015. Bauhinia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/

Exsicatas


Herbários Reflora

Fabaceae - Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud - mororó, pata de vaca -

Visitante floral, , anteras rimosas, oblongas, polém branco (f. 1)
Frutos oblongos, arqueados (f. 2)
 Pétalas brancas, oblongo-obovado (f. 3)
 Filetes arqueados (f. 4)
 Sépalas reflexas (f. 5)
Folha composta unifoliolada (f. 6)
 Nectário, nervuras impressas (f. 7)
Nervuras expressa face abaxial (f. 8) 
Legume (f. 9)  
 Visitantes florais ( f. 10)
 Botão clavado (f. 11)
 Estigma plano (f. 12)
Corte do caule da planta (f. 13)
Androceu dialistêmone (f. 14)
Valva do legume lignosa elástica (f. 15)
Visitantes florais (f. 16)
Botão estriado (f. 17)
Hábito arbóreo (f. 18)
Hábito arbóreo (f. 19)
Legumes estipitados (f. 20)
Valvas pubescentes (f. 21)
Legume linear (f. 22)
Sementes oblongas, com hilo basal, funículo proeminente em v (f. 23)

 Leguminosae, Cercidoideae, Bauhinia  L., Sect. Pauletia, ser.  Cansenia Wunderlin, K. Larsen e S.S. Larsen  150 -160 espécies (Vaz e Tozzi 2005; Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 57 espécies das quais 35 são endêmicas (Vaz 2015).

Bauhinia L.

Arbusto ou árvore, tronco cilíndrico ou estriado; ramos inermes ou armados. Estípulas basifixas, caducas. Filotaxia alterna-dística. Folha unifoliolada, bilobada, nervação actinódroma, ápice bilobado, margem inteira, base rotunda, cordada, bicolor, coriácea, peciolada. Inflorescência terminal ou axilar, cimosa ou racemosa. Flores pediceladas, hipanto presente, zigomorfas, dialipétalas, pentâmeras, monóclinas, hipóginas; cálice dialissépalo, às vezes sépalas unidas; corola dialipétala, alva, amarela, vermelha, rosa, vinho; androceu 1-5-10-estames, homodínamos ou heterodínamo, anteras elípticas, rimosas; gineceu simples, ovário estipitado, unicarpelar, unilocular, pluriovulado, estilete presente, estigma plano. Fruto legume típico, linear, plano, valvas lignosas. Sementes, ovadas, obovadas a oblongas, testa dura, lisa.


Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud., Nomenclator Botanicus. Editio secunda 1: 191. 1840.

Basiônimo: Pauletia cheilantha Bong.


Árvore com cerca de 5 m de altura, copa aberta, caule angulado, estriado, casca fibrosa; ramo jovem tomentoso, cilíndrico, estriado, inerme. Estípula caduca. Folhas composta, unifoliolada, bilobada, lobos oblongos, ápice redondo, margem inteira, base cordada, face adaxial glabra e abaxial tomentosa, coriáceo, nervuras expressa na face abaxial, pecíolo curto com puvínulo na base do limbo. Inflorescência terminal, racemo laxo. Botão clavado, estriado, verde-limão. Flor grande, estipitada, monoica. Hipanto presente. Cálice 5, livres, oblongo; corola 5, pétalas unguiculadas, brancas, oblongo-obovado; androceu 10, filetes longos, arqueado, anteras oblongas, dorsefixa, rimosa; gineceu 1, estipitado, ovário oblongo, filete longo, estigma plano. Fruto legume estipitado, oblongo, plano, tomentoso, valvas lenhosas. Semente oblongas, monocromada, lisa, testa dura, hilo basal, puntiforme.

Comentário
Folhas quando maceradas liberam um cheiro forte, tipico de mororó.

Espécie amplamente distribuída na Caatinga.

Na Paraíba ocorre no Cariri nos municípios e São José dos Cordeiros e Cabaceiras.

Nome popular: Mororó, pata de vaca.

Potencialidade: Madeira, forragem, alimento para abelhas

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Sitio de Chico Raimundo, Serrinha do Canto, Serrinha dos Pintos, Rio Grande do Norte - Brasil

Diagnose

Referências

-Andrade-Lima, D. de. 1989. Plantas das caatingas. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências,.243p.

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens

-Lewis G.P. 1987. Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Maia-Silva, C.; Silva, C. I.; Hrncir M.; Queiroz, R. T. de; Imperatrizfonseca, V. L. Guia de Plantas Visitadas por Abelhas. 1ª ed. Fortaleza: Editora Fundação, 2012. 191 p.

-Nascimento, J.B.S., A.L.S. Sales, e E.B. Souza. 2020. “Potencial de uso de leguminosas emuma área de mata atlântica na APA da bica do Ipu, Ceará.” Em Agricultura e desenvolvimento tecnológico no semiárido Publisher: Proex uva, por UVA, 215-230. Sobral: Proex-UVA. 

-Pereira, L.B.S, Agra, M.F. e Queiroz, R.T. “Bauhinia cheilantha Mororó”. Em Plantas para o Futuro: Região Nordeste , por Lídio Coradin, 832-838. Brasília: M.M.A., 2018.

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de S
antana. 467p.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.

Rede de catálogos polínicos online. disponível em: < http://chaves.rcpol.org.br/ >. acesso em: 2/4/2021

-Souto, F.S.; Quaresma, A.A.; Araruna, A.B.; Queiroz, R.T. e Pereira, M.S. 2019. “Estudo Taxonômico das subfamílias Cercidoideae e Detarioideae (Leguminosae) no parque ecológico engenheiro ávidos, sertão paraibano.” Pesquisa e Ensino em Ciências Exatas e da Natureza 1: 68-75.

 -Vaz, A.M.S.F.; Tozzi, A.M.G.A.  2005. Sinopse de Bauhinia sect. Pauletia (Cav.) DC. (Leguminosae: Caesalpinioideae: Cercideae) no Brasil1. Revista Brasil. Botanica 28(3): 477-491.

-Vaz, A.M.S.F. Bauhinia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de -Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 19 Abr. 2015Vaz, A.M.S.F. 2020. Bauhinia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB27794>. Accessed on: 24 Apr. 2021

Exsicatas

Herbários MO, P

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fabaceae - Bauhinia ungulata L. - mororó -

Androceu dialistêmone (f. 1)
Folha bilobada, nervação actinódroma (f. 2)
Inflorescência terminal tipo racemo (f. 3)
Botões clavados, pétalas lineares, alvas (f. 4)
Ramos (f. 5)
Filetes longos, alvos, ovário estipitado, estilete longo, estigma plano (f. 6)
Flor zigomorfa (f. 7)
Filotaxia alterna, dística (f. 8)
Flor zigomorfa, pétalas unguiculadas, linear (f. 9)
Racemos terminais (f. 10)
Pétalas lineares (f. 11)
Pseudorracemo (f. 12)
Folha unifoliolada, bilobada (f. 13)
Filotaxia alterna dística (f. 14)
Estames dialistêmones (f. 15)

Leguminosae, Cercidoideae, Bauhinia - ser.  Cansenia. 150 -160 espécies (Vaz & Tozzi 2005; Lewis et al. 2005).
No Brasil ocorrem 57 espécies das quais 37 são endêmicas (Vaz 2015).

Bauhinia L.

Arbusto ou árvore, tronco cilíndrico ou estriado; ramos inermes ou armados. Estípulas basifixas, caducas. Filotaxia alterna-dística. Folha unifoliolada, bilobada, nervação actinódroma, ápice bilobado, margem inteira, base rotunda, cordada, bicolor, coriácea, peciolada. Inflorescência terminal ou axilar, cimosa ou racemosa. Flores pediceladas, hipanto presente, zigomorfas, dialipétalas, pentâmeras, monóclinas, hipóginas; cálice dialissépalo, às vezes sépalas unidas; corola dialipétala, alva, amarela, vermelha, rosa, vinho; androceu 1-5-10-estames, homodínamos ou heterodínamo, anteras elípticas, rimosas; gineceu simples, ovário estipitado, unicarpelar, unilocular, pluriovulado, estilete presente, estigma plano. Fruto legume típico, linear, plano, valvas lignosas. Sementes, ovadas, obovadas a oblongas, testa dura, lisa.


Bauhinia ungulata L., Species Plantarum 1: 374. 1753.

 Face inferior da folha pubescente a tomentela; estípulas, quando presentes, ovado-lanceoladas,
oblanceo-ladas a falcado-oblonga, coluna estaminal com bordos fimbriados e tufos de tricomas alternados; pétalas linear-lanceoladas..................................................................................  B. ungulata



Referências

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens
-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Nascimento, J.B.S., A.L.S. Sales, e E.B. Souza. 2020. “Potencial de uso de leguminosas emuma área de mata atlântica na APA da bica do Ipu, Ceará.” Em Agricultura e desenvolvimento tecnológico no semiárido Publisher: Proex uva, por UVA, 215-230. Sobral: Proex-UVA. 

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Souto, F.S.; Quaresma, A.A.; Araruna, A.B.; Queiroz, R.T. e Pereira, M.S. 2019. “Estudo Taxonômico das subfamílias Cercidoideae e Detarioideae (Leguminosae) no parque ecológico engenheiro ávidos, sertão paraibano.” Pesquisa e Ensino em Ciências Exatas e da Natureza 1: 68-75.

 -Vaz, A.M.S.F.; Tozzi, A.M.G.A.  2005. Sinopse de Bauhinia sect. Pauletia (Cav.) DC. (Leguminosae: Caesalpinioideae: Cercideae) no Brasil1. Revista Brasil. Botanica 28(3): 477-491.

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