Thursday, 30 September 2010

Fabaceae - Chamaecrista pilosa var. luxurians (Benth.) H. S. Irwin & Barneby


Folha composta, folíolos oblongos, flores pequenas, cálice lanceolado (f. 1)

Planta decumbente, filotaxia alterna, dística (f. 2)

Folíolos mucronados (f. 2)
Leguminosae, Casealpinioideae, Cassieae, Cassinieae, Chamaecrista Moench, seção Chamaecrista, Série Prostatae Benth. (Irwin; Barneby 1982).

No Brasil ocorrem 256 espécies das quais 207 são endemicas (Souza; Bertoluzzi 2015).

De acordo com Irwin & Barneby (1982:706) a série Prostratae  é caracterizada por apresentar plantas muito difusa, subarbustiva, prostrada, exceto Chamaecrista tenuisepala que é eretapecíolo com glândula delgadamente estipitada, 2-9 pares de folíolos na maioria, exceto Ch. tricopoda mais de 22 (26) pares, pedúnculo exatamente axilar, sépalas agudas ou acuminadas, flores principalemente pequenas, a maior pétala 3.5-11, em duas espécies, até 17-20 mm. Distribuídas através dos tropicos nas Américas, estendendo até o norte da Argentina e adversamente até a Florida. Todos os representantes no Brasil. 

Esta série é  constituída por sete espécies: Chamaecrista cordistipula (Mart.) H.S.Irwin & BarnebyChkunthiana  (Schltdl. & Cham.) H. S. Irwin & Barneby,  Chpilosa (L.) Greene, Chserpens (L.) Greene, Chsupplex (Mart. ex Benth.) Britton & Rose ex Britton & KillipChtenuisepala (Benth.) H.S. Irwin & Barneby e Chtricopoda (Benth.) Britton & Rose ex Britton & Killip

1. Planta lenhosa erecta.......................................................Chtenuisepala
1. Planta pouco lenhosa prostrada
    2. Folha com 11-26 pares de folíolos.................................Chtricopoda
    2. Folha com menos de 11 pares de folíolos
        3. Estípulas lanceoladas ou ovada
            4. Androceu 10 estames ..................................................Ch. serpens
            4. Androceu 5 estames.......................................................Chpilosa
        3. Estípulas cordiformis
                5. Planta com 3 pares de folíolos............................Chkunthiana
                5. Planta com mais de 3 pares de folíolos
                    6. Androceu 3-5 estames...................................Chsupplex
                    6. Androceu 10 estames..................................Chcordistipula

Chamaecrista pilosa  (L.) Greene var. luxurians (Benth.) H.S.Irwin & Barneby, Mem. New York Bot. Gard. 25(2): 720. 1982.

Erva anual, 42-50 cm, densamente ramificada, ramos com indumento híspido a densamente híspido. Estípulas 6-8  × 2-2,5 mm, lanceoladas. Folhas com 8-10 pares de juga; pecíolo 1-3 mm compr., 2-4 nectários estipitados; folíolos 10-15 × 2,5-3,5 mm, oblongos, membranáceos, ápice arredondado, mucronado, base assimétrica, margem ciliada, glabros; nervação palmada. Flores 5-7 mm compr.; bractéolas 2-3 × 0,2-0,4 mm, aciculares; pedicelo 24-28 mm compr.; sépalas 3-5 × 0,5-1 mm, lanceoladas, homomórficas, verde-claras; pétalas 4-5 ×2-3 mm, obovais, heteromórficas, amarelas; estames 5, com 3-4 mm compr.; ovário 3-4 mm compr., velutino; estilete 2-3 mm compr., curvo. Legume 40-42 × 4-5 mm, linear, escassamente tomentoso, amarronzado; pedicelo frutífero 28-33 mm compr. Sementes 2, 1-2,3  × 1,2-1,5 mm, trapezóides, faveoladas, esbranquiçadas.

Chamaecrista pilosa var. luxurians distingue-se das demais por ser uma decumbente, com flores pequenas (5-7 mm de comprimento) e possuir apenas cinco estames. Assemelha-se a C. serpens var. serpens por ambas apresentarem folhas com cerca de oito pares de folíolos e flores pequenas. Entretanto, C. pilosa var. luxurians  pode ser diferenciada de  C. serpens var. serpens pelas seguintes características: erva decumbente (vs. erva prostrada em C. serpens var. serpens), cinco estames (vs. 10 estames) e fruto linear (vs. fruto linear-oblongo). Este táxon foi registrado nos Estados do Tocantins, Goiás, Maranhão, Bahia, Ceará (Irwin & Barneby (1982). 

Na área de estudo apresenta distribuição restrita, desenvolvendo-se em solos arenosos e formando pequenas populações. Chamaecrista pilosa var. luxurianus está sendo citada pela primeira vez para o estado do Rio Grande do Norte.

Distribuídas em vegetação de caatinga. (Queiroz e Loiola 2009)

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz



Referências

-Irwin, H.S. e Barneby, R.C.1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 720.
-Queiroz, R.T.; Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36(4): 725-736, 3 fig
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015

Artigos
http://www.ibot.sp.gov.br/publicacoes/hoehnea/vol36/36(4)t11.pdf
http://rubens-plantasdobrasil.blogspot.com.br/2012/09/1982-american-cassinae-synoptical_11.html

Exsicatas

Search in NYBG Virtual Herbariumhttp://sweetgum.nybg.org/vh/specimen_list.php?QueryName=BasicQuery&QueryPage=http%3A%2F%2Fsciweb.nybg.org%2Fscience2%2Fvii2.asp&Restriction=NybRecordType+%3D+%27Specimen%27&StartAt=1&any=SummaryData|AdmWebMetadata&QueryOption=any&Submit=Search&QueryTerms=Chamaecrista+pilosa+luxurians


Tuesday, 28 September 2010

Fabaceae - Chamaecrista barbata (Nees & Mart.) H.S.Irwin & Barneby

Botão ovado, flor pedicelada, cálice com sépalas oblongas, pétalas unguiculadas, obovadas (f. 1)

Fruto legume, linear, plano, indumento híspido (f. 2)
Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae, Chamaecrista Moench, seção absus serie absoideae (Irwin; Barneby 1982).

No Brasil ocorrem 256 espécies, das quais 207 são endêmicas (Souza & Bortoluzzi 2015).

Chamaecrista barbata (Nees & Mart.) H.S. Irwin & Barneby, Memoirs of The New York Botanical Garden 35: 660. 1982.

Basinônimo: Cassia barbata Nees & Mart., Acta Physico-medica Academiae Caesareae Leopoldino-Carolinae Naturae Curiosorum Exhibentia Ephemerides sive Observationes Historias et Experimenta 12(1): 32. 1824. 

Subarbusto ereto, tênue, com cerca de 1,40 m de altura; ramo lenhoso, tênue, cilíndrico, híspido e tricomas glandulares. Estípula linear, persistente. Folhas compostas, paripinada, bijuga; folíolos ovado-lanceolado, basais menores que os apicais, ápice arredondado, agudo-mucronado, margem inteira, base arredondada, face adaxial e abaxial com indumento, membranáceo, pecíolo 3 vezes maior que o comprimento da raque, com tricomas glandulares. Inflorescência terminal, racemo laxo. Bráctea linear, aguda. Botão ovado. Flor pedicelada, pequena, monoica; cálice 5, sépalas livres, oblongas, verdes; corola 5, pétalas unguiculadas, livres, amarelas, obovadas com uma cuculada; androceu 10, estames livres, anteras oblongas; gineceu 1, ovário pluriovulado, serício. Fruto legume, linear, plano, valvas membranáceas. 

Comentário

Espécie com ramos tênues.

fotos: Domingos Cardoso

Referências

-Irwin, H.S.; Barneby, R.C. 1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 720.
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015

Exsicatas



Monday, 20 September 2010

Fabaceae - Chamaecrista supplex (Mart. ex Benth.) Britton & Rose ex Britton & Killip


Flor pequena, amarela, pétalas unguiculadas, obovadas, estames curtos, anteras sutura longitudinais, poro apical, ovário velutino (f. 1)
Planta subarbustiva, procumbente, filotaxia alterna, dística (f. 2)
Folhas compostas, paripinadas, folíolos oblongos, margem ciliada, estípula cordiforme (f. 3)
Caule prostrado, vermelho, piloso, estípula cordiforme estriada, flor pequena, amarela, sépalas isomórficas (f. 4)
Folhas pequenas (f. 5)
Estípulas 2, fruto linear, plano, piloso (f. 6)
Raque 1,5 maior que o comprimento do pecíolo (f. 7)
Hábito prostrado (f. 8)



Leguminosae, Casealpinioideae, Cassieae, Cassinieae, Chamaecrista, Moench, seção Chamaecrista Série Prostatae Benth. (Irwin; Barneby 1982).

No Brasil ocorrem 256 espécies das quais 207 são endemicas (Souza; Bertoluzzi 2015)

De acordo com Irwin & Barneby (1982:706) a série Prostratae  é caracterizada por apresentar plantas muito difusa, subarbustiva, prostrada, exceto Chamaecrista tenuisepala que é eretapecíolo com glândula delgadamente estipitada, 2-9 pares de folíolos na maioria, exceto Ch. tricopoda mais de 22 (26) pares, pedúnculo exatamente axilar, sépalas agudas ou acuminadas, flores principalemente pequenas, a maior pétala 3.5-11, em duas espécies, até 17-20 mm. Distribuídas através dos tropicos nas Américas, estendendo até o norte da Argentina e adversamente até a Florida. Todos os representantes no Brasil. 

Esta série é  constituída por sete espécies: Chamaecrista cordistipula (Mart.) H.S.Irwin & BarnebyChkunthiana  (Schltdl. & Cham.) H. S. Irwin & Barneby,  Chpilosa (L.) Greene, Chserpens (L.) Greene, Chsupplex (Mart. ex Benth.) Britton & Rose ex Britton & KillipChtenuisepala (Benth.) H.S. Irwin & Barneby e Chtricopoda (Benth.) Britton & Rose ex Britton & Killip

1. Planta lenhosa erecta.......................................................Chtenuisepala
1. Planta pouco lenhosa prostrada
    2. Folha com 11-26 pares de folíolos.................................Chtricopoda
    2. Folha com menos de 11 pares de folíolos
        3. Estípulas lanceoladas ou ovada
            4. Androceu 10 estames ..................................................Ch. serpens
            4. Androceu 5 estames.......................................................Chpilosa
        3. Estípulas cordiformis
                5. Planta com 3 pares de folíolos............................Chkunthiana
                5. Planta com mais de 3 pares de folíolos
                    6. Androceu 3-5 estames...................................Chsupplex
                    6. Androceu 10 estames..................................Chcordistipula

Chamaecrista supplex (Mart. ex Benth.) Britton & Rose ex Britton & Killip, Ann. New York Acad. Sci. 35: 185. 1936.

Erva prostrada, anual, 5-9 cm, densamente ramificada. Indumento hirsuto nos ramos, folhas, pedicelos, sépalas e frutos. Estípulas 2-4 × 1,5-2 mm, cordiformes. Folhas com 4-5 pares de folíolos; pecíolo 2-4 mm compr., 1 nectário estipitado; folíolos 4-6 × 1,2 mm, oblongos, membranáceos, ápice agudo, base assimétrica, margem ciliada; nervação palmadodimidiada. Flores isoladas, 4-5 mm compr., axilares; bractéolas 1-1,5 × 0,1-0,3 mm, lanceoladas; pedicelo 5-7 mm compr.; sépalas 4-5 × 1-1,5 mm, lanceoladas, heteromórficas, esverdeadas; pétalas 3-4 × 1-3 mm, obovais, heteromórficas, amarelas; estames 5, com 1,5-2 × 0,5-0,8 mm; ovário 1,5-2 mm compr., viloso; estilete 2-3 mm compr., curvo. Legume 10-12 × 2-3 mm, linear-oblongo, hirsuto, amarronzado; pedicelo frutífero 5-7 mm compr. Sementes 1,2-1,5 × 1-2 mm, quadradas, esbranquiçadas.


Comentários


Chamaecrista supplex caracteriza-se por apresentar flores pequenas (4-5 mm comprimento) e cinco estames. Outra característica marcante desta espécie são os frutos hirsutos, que geralmente ficam em contato com o solo (Queiroz e Loiola 2009).

Amplamente distribuído na caatinga.


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Serrinha do Canto, Serrinha dos Pintos, Rio Grande do Norte, Brasil.



Referências


-Irwin, H.S. & Barneby, R.C.1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 675.
Queiroz, R.T.; Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36(4): 725-736, 3 fig
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015



Exsicatas


Friday, 17 September 2010

Fabaceae - Chamaecista nictitans (L.) Moench.

 Ramo cilíndrico, híspido, botão ovado, híspido, flores amarelas, pétalas unguiculadas, estames oblongos (f. 1)
 Estípula lanceolada, pecíolo e raque alada (f. 2)
 Nectário séssil, concavo (f. 3)
 Flor subséssil, sépalas ovadas (f. 4)
 Pecíolo curto (f. 5)
 Botão ovado, híspido (f. 6)
 Folíolos oblongos, ápice agudo-mucronado, nervura primaria submarginal (f. 7)
Folha aberta, 2 glândulas na no pecíolo, estípula lanceolada (f. 8).

Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassinieae, Chamaecrista Moench, sect. Chamaecrista (Irwin e Barneby 1982).

Chamaecrista nictitans (L.) Moench subsp. patellaria (Colladon) var. ramosa (vogel) H.S. Irwin & Barneby, Memoirs of The New York Botanical Garden 35: 818. 1982.
Basiônimo: Cassia patellaria var. ramosa Vogel, Generis Cassiae Synopsis 66. 1837. 

Planta subarbustiva, ereta, cerca de 50 cm de altura; ramo cilíndrico, verde, inerme, indumento híspido. Estípula lanceolada, persistente, membranácea. Folha composta, paripinada, folíolos oblongos, ápice acuminado-mucronado, margem inteira, base assimétrica, nervura primaria submarginal, raque longa mais de 10 vezes o comprimento do pecíolo, raque e pecíolo híspido, nectário 2, no pecíolo e na base da raque, glândula séssil, côncava ou plana. Inflorescência axilar, cimosa. Bráctea lanceolada; bractéolas 2. Botão ovado, híspido. Flor pequena, subséssil monoica; cálice 5, livre, sépala isomorfa, ovada, dorsalmente híspida; corola 5, pétalas unguiculadas, amarelas, obovadas, cuculada; androceu 10, estames com filetes curtos, anteras oblongas, as vezes vermelhas, antera abrindo por sutura lateral; gineceu 1, ovário séssil, serício, pluriovulado, estilete glabro, curto, curvado, estigma puntiforme. Fruto legume típico, linear, plano, híspido, valvas 2, membranácea, castanha quando madura.

Comentário

Está espécie é extremamente polimórfica com várias subespécies e variedades. Esta variedade é facilmente reconhecida por apresentar nervura principal submarginal.

Na Paraíba é encontrada no Campus I e em seu entorno da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa. 

Comentário

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Campus I, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Referência

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Thursday, 16 September 2010

Fabaceae - Chamaecrista hispidula (Vahl.) Irwin & Barneby

Flor amarela, estames oblongos, estigma longo curvado (f. 1)
Frutos legume, oblongo, plano, hispido (f. 2)
Botão ovado, folhas bijuga, pecíolo longo (f. 3)
Flor com visitante (f. 4)

Pétala obovada, unguiculada (f. 5)
Racemo laxo (f. 6)
 Botão ovado (f. 7)
 Flor pedicelado (f. 8)
 Sépalas ovado-oblongo (f. 9)
 Pétalas unguiculadas (f. 10)
 Pétalas obovada (f. 11)
 Ramos com indumento glandulares (f. 12)
 Flor zigomorfa (f. 13)
 
Valvas elásticas, sementes obovada, preta (f. 14)
 Estilete curvado (f. 15)
 Sépala ovado-oblongo com tricomas (f. 16)
Verticilos reprodutivo, antera oblonga (f. 17)
 Anteras com deiscência poricida (f. 18)
 Ovário oblongo, filete longo, curvado, glabro (f. 19)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassinieae, Chamaecrista Moench, Seção Absus, Subseção Absus, xxxi Serie Absoideae (Irwin e Barneby 1982).

 Espécie tipica da seção AbsusChamaecrista hispidula (Vahl.) Irwin e Barneby



De acordo com Irwin e Barneby (1982) temos 6 seções, entre estas a maior em diversidade de espécies é  Chamaecrista seção Absus. Aqui, fizemos uma tradução, no entanto por não dominar o inglês, aconselho a consultar sempre a obra original que pode ser obtida em pdf neste mesmo blogger. clicando na barra de gênero em Cassia será possível obter os dois volumes.

B. Seção Absus (Colladon) Irwin; Barneby
Chamaecrista sect. Absus (Colladon) Irwin e Barneby, Brittonia 31(1): 155. 1979. Cassia sect. Absus DeCandolle ex Colladon, 1816. ­Sp. Typica: Chispida Colladon = Chamaecrista hispidula (Vahl) Irwin e Barneby
"Inflorescência presente nos ramos frondosos do mesmo ano, terminal racemo simples ou terminal racemo-paniculado, ou por redução do ramo axilar racemoso, o eixo primário de cada racemo desenvolvido e vários floridos, se reduzido (raramente) 1 flor, com pubescência viscoide-setosa; androceu 10 estames, diminutamente ovado ou falcadamente hemi-lanceolada, oculto por uma hetermorfia, pétala envolta ou convoluta interposta entre ela e a obliquamente o  estilete exserto, os filamentos todos menor que a metade do comprimento de sua antera, esta ciliada ao longo da sutura lateral e deiscente na parte apical, na antese da flor; estilete cilíndrico, nem dilatado nem curvo distalmente; o estigma muito pequeno com cavidade simetricamente terminal. - Ervas perenes, com raiz principal ou xilopódio, ou subarbusto, estes raramente subarborescentes, um (Subsect. Otophyllum) arbustivo mas anual; filotaxia principalmente alterna espiralada sempre, se o caule herbáceo; pubescência comumente composta parcialmente por setas ou sétulas glandulosas, estas, às vezes, reduzidas a suas bases bulbosas ou a pontos resinosos, na folhagem ou inflorescência (ou em ambos) em consequência mais ou menos viscoso, mas os tricomas glandulares especializados são ausentes na subseção Baseophyllum e Adenophyllum; glândulas peciolares ausentes, exceto em 4 espécies da subsect. Adenophyllum, Baseophyllum e Otophyllum; x = 14. - spp. 167, Neotropical".

Chave para subseção da seção Absus (Irwin e Barneby 1982)

1. Glândulas peciolares presente, séssil, escutelada e depressa, situada entre os pares de folíolos abaixo do primeiro par de folíolos, ou (quando pecíolo suprimido) entre o proximal (ou apenas) par de folíolos; seta glandular 0, mas o legume as vezes glutinoso
2. Arbusto, ou subarbusto com um xilopódio; folíolos 1-4 pares, todos normalmente folíaceo; pedúnculo exatamente axilar; pétalas secas amarelas ou laranjas.
 3. Folíolos margem plana, fortemente assimétrico na base, palmadamente 3-7-nervuras a partir do       pulvinulo; eixo da inflorescência portando com glândulas estuteladas (como na seção Apoucouita) .................................Ba. Subsect. Baseophyllum
3. Folíolos margem revoluta, subsimétrico na base, 3 nervuras a partir do pulvino; eixo da inflorescência sem glândula. Brasil 2 spp.........................................................Bb. Subsect. Adenophyllum
2. Ervas anuais (às vezes de duração de tempo e altura longos); folíolos 10-20 pares, o proximal 1-3    pares modificado em lâminas sésseis deltoide-reniforme semelhantes a brácteas florais ou estípula;     pedúnculo adnado ao internó-caule. Os folíolos aparecendo supra-axilares (como na seção           Chamaecrista ser. Chamaecrista); pétalas secas esbranquiçadas..................................................   Bc. subsect. Otophyllum

Serie Absoideae Benth. Folha bijuga, membranácea, frequentemente folhas jovens com menos pubescência em ambas faces, curtas ou longas, raro ( em Ch. barbata) maior, obtusa ou (em Ch. paucijuga) aguda. Espécies arbustiva, ou arbustiva (Bentham 1870:131) Em Bentham (1870) tinham 18 espécies, Irwin e Barneby (1982) reordenaram as espécies e em seu tratamento são encontradas 24 taxa ver  IB. 1982: 660.


Chamaecrista multiseta, Ch. egleri, Ch. longicuspis, Ch. paraunana, Ch. barbata, Ch. rugosa, Ch. belemii, Ch. salvatoris, Ch. acosmifolia, Ch. andersonii, Ch. juruensis, Ch. brevicalys, Ch. zygophylloides, Ch. suzana, Ch. jacobinae, Ch. chapadae, Ch. viscosa, Ch. campestris, Ch. hispidula, Ch. amiciella, Ch. carobinha, Ch. punctulata, Ch. roncadoensis, Ch. fagonioides e Ch. fodinarum.

Chamaecrista hispidula (Vahl) H.S.Irwin & Barneby, Mem. New York Bot. Gard. 35: 661. 1982.
BasiônimoCassia hispidula Vahl, Eclogae Americanae 3: 10. 1807.

Erva decumbente, bianual, 0,3-0,5 m. Indumento híspido-glanduloso nos ramos, pecíolo, pedicelo, sépalas e frutos. Estípulas 1,5-2  × 0,2-0,5 mm, aciculares. Folhas com 2 pares de folíolos; pecíolo 17-33 mm compr., nectários ausentes; folíolos 12-30 × 9-23 mm, obovais a orbiculares, membranáceos, ápice arredondado, base cuneada, margem ciliada; nervação pinada. Inflorescências em racemos terminais, constituídas por 5-14 flores. Flores 8-20 mm compr.; bractéolas 1-1,5 × 0,1-0,4 mm aciculares; pedicelo 14-20 mm compr.; sépalas 12-15 × 3-5 mm, lanceoladas, heteromórficas, verde-claras, podendo apresentar ainda a porção central vinácea, com tricomas na face dorsal; pétalas 14-22  × 7-12 mm, oblongas, heteromórficas, amarelas; estames 10, 6-8 mm; ovário 4-5 mm compr., velutino; estilete 15-16 mm compr., curvo. Legume 33-47 × 5-9 mm, linearoblongo, híspido, amarronzado; pedicelo frutífero 14-22 mm compr. Sementes 3-4 × 1-2 mm, trapezóides, faveoladas, enegrecidas.

Comentário

Chamaecrista hispidula é um táxon facilmente reconhecido por apresentar tricomas híspidos glandulosos especialmente nas porções vegetativas (caule e ramos) e reprodutivas (pedicelo e sépalas); pedicelos longos (14-20 mm de comprimento); inflorescência terminal, constituída por flores grandes, quando comparada com as demais espécies. Foi citada para o Brasil por Bentham (1870) nas Regiões Sudeste (Espírito Santo e Minas Gerais); Centro-Oeste (Goiás) e Nordeste (Piauí, Ceará e Bahia). De acordo com Lewis (1987) esta espécie ocorre geralmente em ambientes de restinga e solos arenosos.
Na Paraíba ocorre na zona litorânea, coletada em Jacumã no Conde e Rio Tinto.
Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Tabatinga, Conde, Paraíba, Brasil.

Referências

-Bentham, G.B. 1870. Flora brasiliensis 15(2): 131.

-Irwin, H.S. & Barneby, R.C.1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 661. 1982.

-Queiroz, R.T.; Loiola, M.I.B. 2009 Chamaecrista Moench no entorno do Parque das Dunas de Natal. Hoehnea 36(4): 725-736

Exsicatas



Wednesday, 15 September 2010

Fabaceae - Chamaecrista calycioides (Collad.) Greene

Folha composta paripinada, folíolos variegados, margem ciliada (f. 1) 
 Flores axilares, pedicelo curto (f. 2)
 Ramo arqueado (f. 3)
 Fruto oblongo (f. 4)
Anteras isomorfas (f. 5)
Valvas elásticas, vilosas (f. 6)
Vários frutos (f. 7)
   Hábito subarbustivo (f. 8)

Pétalas obovadas (f. 9)







Leguminosae, Caesalpioioideae, Cassieae, Cassineae, Chamaecrista Moench, seção Caliciopsis Irwin e Barneby. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 256 espécies, das quais 207 são endêmicas (Souza e Bortoluzzi 2015)

Seção Caliciopsis Irwin & Barneby seção intermediária entre Sect. Chamaecrista e Sect. Xerocalyx com sépalas semelhantes a de Sect. Xerocalyx, com estrias paralelas multinérveas, estas sépalas subiguais (nunca insigniter gradualmente imbricada). Número de cromossomos (x=8, nunca 7) Sp. típica: C. calycioides.

Semelhante em morfologia e cariótipo aos membros herbáceos a Seção Chamaecrista  e próximo a venação estriada das estípulas da seção Xerocalyx, mas diferindo a partir desta última nas sépalas que são desiguais, e número de folíolos que é plurijuga e não 2 pares de juga como em Xerocalyx.

Seção Caliciopsis Irwin; Barneby é constituída por duas espécies: Chamaecrista calycioides e C. duckeana (A. Fernandes e P. Bezerra) Irwin e Barneby

Chamaecrista calycioides (DC. ex Collad.) Greene  var. calycioides, Pittonia 4: 32. 1899.

Subarbusto decumbente, anual, 18-22 cm, densamente ramificada. Indumento hirsuto a seríceo nos ramos, estípulas, folhas, sépalas e frutos. Estípulas 2-4 × 1-2 mm, lanceoladas. Folhas com 9-12 pares de folíolos; pecíolo 2-5 mm compr.; 1-2 nectários estipitados; folíolos 8-12 × 1,5-2 mm, lanceolados, membranáceos, ápice acuminado, base assimétrica, margem ciliada, nervação palmado-dimidiada. Flores isoladas, 7-14 mm compr., axilares; bractéolas 1-5 × 0,4-1,1 mm, lanceoladas a ovais; pedicelo 2-7 mm compr.; sépalas 5-7 × 1,3-3 mm, lanceoladas, homomórficas, verdes; pétalas 6-8  × 2-6 mm, obovais, heteromórficas, amarelas; estames 10, 5-6 mm compr.; ovário 4-5 mm compr., híspido; estilete 4-6 mm compr., curvo. Legume 25-30  × 3-4 mm, elíptico, linear, híspido, marrom; pedicelo frutífero 2-7 mm compr. Sementes 1,8-2 × 0,8-1 mm, trapezóides, pontuadas, castanhas.

Comentários

Chamaecrista calycioides é uma espécie facilmente reconhecida por ser uma erva decumbente, com folhas constituídas por 9-12 pares de folíolos, estípulas lanceoladas e flores isoladas. Diferencia-se das demais espécies estudadas especialmente por apresentar pedicelos florais e frutíferos muito curtos (2-5mm e 2-7 mm de comprimento, respectivamente).Irwin & Barneby (1982) com base no número de estames, largura dos folíolos e tamanho do fruto  reconheceram para esta espécie duas variedades: C. calycioides var. calycioides com folíolos relativamente largos, 8-10 estames e fruto linear e, C. calycioides var. lentiformis H.S.Irwin & Barneby que apresenta folíolos estreitos, 3-5 estames e fruto oblongo. Na área de estudo foi encontrada a primeira variedade, que geralmente forma amplas populações e sua ocorrênciaestá associada à outra espécie do gênero, C. serpens (L.) Greene var. serpens. De acordo com Irwin & Barneby (1982) este

táxon foi registrado no México, Guiana Francesa, Venezuela, Brasil (Pará, Roraima, Rio Grande do Norte, Bahia, Goiás e São Paulo), Paraguai e Argentina, geralmente associada aos ambientes de savana e campos, frequentemente em solos arenosos e altitudes abaixo de 600 m. No Rio Grande do Norte, esta espécie tem uma ampla distribuição ocorrendo desde o litoral (Natal) ao interior (região do Seridó), desenvolvendo-se em locais abertos (Queiroz e Loiola 2009).

Na Paraíba é encontrada no domínio da Caatinga nas áreas arenosas, principalmente nas intermediações e nos inselbergues. Coletado em Cabaceiras - PB

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz - Serrinha do Canto, Serrinha dos Pintos, Rio Grande do Norte, Brasil.


Referências


-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens
-Queiroz, R.T. e Loiola, M.I.B. 2009. Chamaecrista Moench no entorno do Parque das Dunas de Natal.  Hoehnea 36(4): 725-736 
http://www.ibot.sp.gov.br/publicacoes/hoehnea/vol36/36(4)t11.pdf
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

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