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Thursday, 12 March 2015

Seção Absus


B. Seção Absus (Colladon) Irwin & Barneby
Chamaecrista sect. Absus (Colladon) Irwin e Barneby, Brittonia 31(1): 155. 1979. Cassia sect.. Absus DeCandolle ex Colladon, 1816. ­Sp. Typica: C. hispida Colladon = Chamaecrista hispidula (Vahl) Irwin e Barneby
Inflorescência presente nos ramos frondosos do mesmo ano, terminal racemo simples ou terminal racemo-paniculado, ou por redução do ramo axilar racemoso, o eixo primário de cada racemo desenvolvido e vários floridos, se reduzido (raramente) 1 flor, com pubescência viscoide-setosa; androceu 10 estames, diminutamente ovado ou falcadamente hemi-lanceolada, oculto por uma hetermorfia, pétala envolta ou convoluta interposta entre ela e a obliquamente o  estilete exserto, os filamentos todos menor que a metade do comprimento de sua antera, esta ciliada ao longo da sutura lateral e deiscente na parte apical, na antese da flor; estilete cilíndrico, nem dilatado nem curvo distalmente; o estigma muito pequeno com cavidade simetricamente terminal. - Ervas perenes, com raiz principal ou xilopódio, ou subarbusto, estes raramente subarborescentes, um (Subsect. Otophyllum) arbustivo mas anual; filotaxia principalmente alterna espiralada sempre, se o caule herbáceo; pubescência comumente composta parcialmente por setas ou sétulas glandulosas, estas, às vezes, reduzidas a suas bases bulbosas ou a pontos resinosos, na folhagem ou inflorescência (ou em ambos) em consequência mais ou menos viscoso, mas os tricomas glandulares especializados são ausentes na subseção Baseophyllum e Adenophyllum; glândulas peciolares ausentes, exceto em 4 espécies da subsect. Adenophyllum, Baseophyllum e Otophyllum; x = 14. - spp. 167, Neotropical.

Chave para subseção da seção Absus

1. Glândulas peciolares presente, séssil, escutelada e depressa, situada entre os pares de folíolos abaixo do primeiro par de folíolos, ou (quando pecíolo suprimido) entre o proximal (ou apenas) par de folíolos; seta glandular 0, mas o legume as vezes glutinoso
2. Arbusto, ou subarbusto com um xilopódio; folíolos 1-4 pares, todos normalmente folíaceo; pedúnculo exatamente axilar; pétalas secas amarelas ou laranjas.
 3. Folíolos margem plana, fortemente assimétrico na base, palmadamente 3-7-nervuras a partir do       pulvinulo; eixo da inflorescência portando com glândulas estuteladas (como na seção Apoucouita) .................................Ba. Subsect. Baseophyllum
3. Folíolos margem revoluta, subsimétrico na base, 3 nervuras a partir do pulvino; eixo da inflorescência sem glândula. Brasil 2 spp.........................................................Bb. Subsect. Adenophyllum
2. Ervas anuais (às vezes de duração de tempo e altura longos); folíolos 10-20 pares, o proximal 1-3    pares modificado em lâminas sésseis deltoide-reniforme semelhantes a brácteas florais ou estípula;     pedúnculo adnado ao internó-caule. Os folíolos aparecendo supra-axilares (como na seção           Chamaecrista ser. Chamaecrista); pétalas secas esbranquiçadas..................................................   Bc. subsect. Otophyllum

1. Glândula peciolar ausente, seta glandular presente, pelo menos sobre a inflorescência ou sobre o ovário (legume) ou, se falta seta, a folhagem e inflorescência verruculosa-glandular ou pontos resiferos, viscóides quando fresco; largamente espalhado na América Tropical N. e Sul, fracamente penetrando as regiões de clima subropical. 166 spp........ Bd. Subsect. Absus

Wednesday, 4 March 2015

Fabaceae - Swartzia apetala Raddi

 Flores monoclamídeas, cálice rompendo irregularmente, estames heteromórficos (f. 1)
 Frutos amarelo, estipitado, semente preta com arilo branco (f. 2)
 Sementes elípticas, monocromadas, castanhas, testa lisa (f. 3)
Hilo basal, elíptico (f. 4)

Leguminosae - Papilionoideae - Swartzieae – Swartzia Schreb. 140 (ca. 200 para Torke 2007)

No Brasil ocorrem 111 espécies das quais 62 são endêmicas (Mansano et al. 2015)

Swartzia apetala Raddi, Mem. Mat. Fis. Soc. ital. Sci. Moderna 18(2): 398. 1820.

Planta arbustiva, caule cilíndrico, inermes, glabros. Folhas compostas, imparipinadas, 3 pares de juga, opostas, raque não alada ; folíolos 7-11, oblongos, elípticos, ápice cuspidado, margem inteira, base cuneada, arredondada, coriaceae, estipelas 2 por par de folíolos. Inflorescência axilar; racemo laxo; pedicelo longo; botões globoides; cálice verde, rompendo-se irregularmente, corola ausente; androceu n, polistêmone, livres, estames heteromórficos, 2 funcionais e n estaminódios; gineceu 1, ovário estipitado, glabro, incurvado, verde, bem desenvolvido. Fruto legume, estipitado, valvas amarelas. Semente elíptica, monocromada, castanha, testa lisa, arilo branco, hilo elíptico..

Bentham (1862) em seu tratamento na flora Brasiliensis separou esse gênero em categoria de série são elas: Serie unifoiliolatae, Pteropodae, Tounatae, Tounateoideae, Orthostyler, Stenantherae e Cyathocalycinae. S. apetala estava inserida na serie Tounatae que se caracteriza por apresentar folhas numerosas, pecíolo comumente cilíndrico, ou em espécies 3 anteriores. Estilete breve, obtuso, uncinado inflexo.

Mansano & Lima (2007) ao estudarem este grupo para o Rio de Janeiro encontraram duas espécies onde a pétala é ausente: Swartzia apetala var. apetala e S. apetala var. glabra e S. pilifera, onde as primeiras apresentam ovário glabro e a segunda ovário lanoso.

Nome popular: Arruda mirim
Fotografias: Flores:  Lucas de Almeida Silva - Espírito Santo
fruto: Rubens Teixeira de Queiroz - Capela - Sergipe

Referências

-Bentham, G. 1870.  Flora Brasiliensis 15(2): 30.
-Mansano, V. de & Lima, J.R. 2007.O gênero Swartzia Schreb. (Leguminosae, Papilionoideae) no estado do Rio de Janeiro. Rodriguésia 58 (2): 469-483. 2007
-Mansano, V.F.; Pinto, R.B.; Torke, B.M. 2015. Swartzia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 
-Torke, B. M. 2007. New combinations and specieslevel synonyms in Swartzia (Fabaceae: Papilionoideae). Novon 17: 110-119.

Exsicatas

Tuesday, 10 February 2015

Fabaceae - Inga blanchetiana Benth.

 Inflorescência espiga, cálice e corola verdes, estames brancos (f. 1)
Folíolo ovado-lanceolado, botões (f. 2)
Filetes longos (f. 3)
 Ramos e folhas jovens apresentando indumento rufo, inflorescência axilar (f. 4)
 Folhas composta 4 pares de folíolos, ovado-oblongo (f. 5)
Filetos longos unidos num tubo na base (f. 6)
Botões e flores com corola de tubo longo, pubescente (f. 7)

Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Inga Mill. Serie: Vulpinae Benth. 300 spp. (Lewis et al. 2005).
No Brasil são encontradas 131 espécies das quais 51 são endêmicas (Garcia e Fernandes 2015).

Vulpinae Benth. 
Ramos, folhas e inflorescência frequentemente piloso-hispido ou denso vilosa. Pecíolos alados ou nu. Glândulas pequenas, longas ou raro curto estipitado. Espiga curta, densa, pedunculada. Brácteas caducas. Cálice e corola hirsuta. Legume plano, denso viloso, margens elevadas (Bentham 1876).

Inga blanchetiana Benth., Transactions of the Linnean Society of London 30(3): 624. 1875.

Árvore com 15 metros de altura; ramos pouco difusos, cilíndrico, densamente coberto por indumento hirsuto. Estípulas caducas. Folhas compostas, paripinada, 4 pares de jugas; folíolos 8, ovados-lanceolados, ápice acuminado, margem inteira, base arredondada, face adaxial e abaxial hirsutas, com glândula na ráquis entre os folíolos, com indumento hispido, rufo, ráquis alada. Inflorescência axilar, espiga curtas. Flores curto estipitada, monoica, verdes; cálice sinsépalo, lacínios 5, triangulares, corola simpétala, tubo longo, verdes, pubescentes; estames unidos na base, filetes longos brancos, gineceu com ovário pubescente. Frutos bagas, planas, pubescente, castanhas,  longas e rugosos. Sementes não observadas.

Esta espécie é facilmente reconhecida pela presença de denso, hirsuto e rufo, flores bem tubulosas.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz - Campus I - UFPB.

Plantas comuns nos remanescentes de mata atlântica na Paraíba

Nome popular: Ingá caixão, ingá meirim e ingá peludo (Silva et al. 2004)

Referencias:


-Bentham, G. 1876. Inga blanchetiana. Flora Brasiliensis 15(3): 490.
-Garcia, F.C.P.; Fernandes, J.M. Inga in Lista de espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 23 fev. 2015.
-Silva, M.F. de, Souza, L.A. G. de amp; Carreira, L.M. de M. 2004.  Nomes populares das Leguminosas do Brasil. Manaus. Edua. 
-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.


Exsicatas: 
http://www.tropicos.org/Name/13006134
http://science.mnhn.fr/institution/mnhn/collection/p/item/p01818404

Obra princeps.

http://www.biodiversitylibrary.org/page/566742#page/384/mode/1up

Monday, 19 January 2015

Fabaceae - Tachigali densiflora (Benth.) L.F. Gomes da Silva & H.C. Lima

Inflorescência panícula (f.1)
Árvore de grande porte com copa ampla (f.2)
Destaque da planta entre a vegetação (f.3)
(f.4)
(f.5)
Detalhe do ramo e da estipula lobada, hirsuto-rufescens (f.6)
 Detalhe do caule lenticelado, cilíndrico(f.7)
Detalhe do Fruto (f.8)
Leguminosae, Caesalpinoideae, Caesalpinieae, Tachigali Aubl. Hist. Pl. Guiane. 1: 372, pl. 143, f. 1. 1775.
No Brasil ocorrem cerca de 58 espécies, destas 25 são nativas  (Lima 2015)

Tachigali densiflora (Benth.) L.F. Gomes da Silva & H.C. Lima, Rodriguésia 58(2): 399. 2007.

Basionym: Sclerolobium densiflorum Benth. 

 Árvore com 15 metros de altura; caule liso, lenticelado, cinza, copa densa, verde-escuro (f. 7); ramos estriados, rufo-tomentoso. Estípulas lobadas, rufas (f. 6). Folhas compostas, paripinadas, 3 pares de jugas, folíolos opostos, elípticos, base assimétrica, ápice acuminado, discolores, face superior glabra, brilhantes (viridescente), nervação expressa na face inferior. Inflorescência terminal, panícula de espigas. Flores sésseis, pequenas, cremes, sépalas,  pétalas e estiletes creme, anteras, rimosas, douradas. Fruto 4-10 x 1,5-3 cm, elíptico-oblongo, tipo sâmara (f.8). Sementes planas, 1,2 cm compr.

Planta com crescimento rápido, com  grandes populações na mata do Buraquinho e nos fragmentos do campus da UFPB.
Dispersão do fruto pelo vento (anemocórica)
Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz

Referencias

-Gomes da Silva, L.F. e Lima, A.C. 2007. Mudanças Nomenclaturais no gênero Tachigali aubl. (Leguminosae – Caesalpinioideae) no Brasil, Rodriguésia 58(2): 399.

-Lima, H.C. de Tachigali in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 

Exsicatas
http://sonneratphoto.mnhn.fr/2011/06/03/2/P03641916.jpg

Friday, 19 December 2014

Fabaceae - Hymenaea rubriflora Ducke

 Inflorescência em panícula
 Sépalas verdes e pétalas brancas

 Botões


 Gineceu com ovário vermelho
Fruto câmara
 População margeando o lajedo da Salambaia
Leguminosae, Detarieae, Hymenaea L. 14 spp. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 15 espécies das quais 10 são nativas (Lima e Pinto 2015).

Hymenaea rubriflora Ducke, Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 51: 457. 1953. Tipo: Brasil, Pernambuco, Lima, A. (Isótipo: RB Imagem!)

Árvore cerca de 16 m  de altura; caule cilíndrico, liso, cinza; copa bem aberta. Estípulas 2, intrapeciolares. Folhas compostas, bifoliolada, folíolos glabros, oblongos ou obovados, falcado, ápice levemente cuspidado, margem inteira, base assimétrica, glabra, coriácea. Inflorescência terminais, panícula, corimbosa. Botões obovados. Flores pediceladas, monoicas, bancas, grandes; sépalas 5, imbricadas, ovadas, concavas, caducas, verdes com variação vinácea; pétalas 5, brancas, imbricadas, ovadas, concavas, crassas; androceu 10 estames, filetes longos, anteras elípticas, dorsifixas, rimosas; gineceu estipitado, ovário plano, vermelho, estilete longo e estigma globoso. Fruto câmara, oblongo, glabro, com endocarpo farináceo, indeiscente. Sementes, marrom, elípticas e testa dura.

Nome popular: Jatobá.

Espécie encontrada nos diversos fragmentos de Mata Atlântica do estado da Paraíba.
Na Caatinga está presente apenas nos arredores dos grandes inselbergues do interior da Paraíba, principalmente no Cariri, onde são encontradas grandes populações.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz - Fazenda Salambaia - Cabaceiras - PB - BR.

Referências


-Lima, H.C. de; Pinto, R.B. Hymenaea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 24 Mar. 2015
-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

Exsicatas


Tuesday, 25 November 2014

Pollen grain morphology of Fabaceae in the Special Protection Area (SPA) Pau-de-Fruta, Diamantina, Minas Gerais, Brazil


CYNTHIA F.P. DA LUZ1
, ERICA S. MAKI1
, INGRID HORÁK-TERRA2
,
PABLO VIDAL-TORRADO2
 and CARLOS VICTOR MENDONÇA FILHO3
1
Instituto de Botânica, Núcleo de Pesquisa em Palinologia, Avenida Miguel Stéfano, 3687, 04301-902 São Paulo, SP, Brasil
2
Departamento de Ciência do Solo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”,
Universidade de São Paulo, ESALQ/USP, Av. Pádua Dias, 11, Caixa Postal 9, 13418-900 Piracicaba, SP, Brasil
3
Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri/UFVJM,
Campus JK, Rodovia BR-367, 39100-000 Diamantina, MG, Brasil

Friday, 21 November 2014

Fabaceae - Chamaecrista amiciella (H.S. Irwin & Barneby) H.S. Irwin & Barneby

 Pétalas unguiculadas com margem basal vermelha
 Racemo com flores amarelas, pédunculo e cálice coberto por tricomas glandulares

Anteras compridas protegidas pela pétala


Anteras rimosas
 indumento no estilete curvo


Planta subarbustiva, tetrafoliolada

Espécies saxícolas
Leguminosae - Caesalpinioideae - Cassieae - Chamaecrista -seção - absus 
serie absoideae (Irwin; Barneby 1982).

No Brasil ocorrem 256 espécies, das quais 207 são endêmicas (Souza & Bortoluzzi 2015)


De acordo com Irwin e Barneby (1982) temos 6 seções, entre estas a maior em diversidade de espécies é  Chamaecrista seção Absus. Aqui, fizemos uma tradução, no entanto por não dominar o inglês, aconselho a consultar sempre a obra original que pode ser obtida em pdf neste mesmo blogger. clicando na barra de gênero em Cassia será possível obter os dois volumes.

B. Seção Absus (Colladon) Irwin & Barneby
Chamaecrista sect. Absus (Colladon) Irwin e Barneby, Brittonia 31(1): 155. 1979. Cassia sect. Absus DeCandolle ex Colladon, 1816. ­Sp. Typica: C. hispida Colladon = Chamaecrista hispidula (Vahl) Irwin e Barneby
"Inflorescência presente nos ramos frondosos do mesmo ano, terminal racemo simples ou terminal racemo-paniculado, ou por redução do ramo axilar racemoso, o eixo primário de cada racemo desenvolvido e vários floridos, se reduzido (raramente) 1 flor, com pubescência viscoide-setosa; androceu 10 estames, diminutamente ovado ou falcadamente hemi-lanceolada, oculto por uma hetermorfia, pétala envolta ou convoluta interposta entre ela e a obliquamente o  estilete exserto, os filamentos todos menor que a metade do comprimento de sua antera, esta ciliada ao longo da sutura lateral e deiscente na parte apical, na antese da flor; estilete cilíndrico, nem dilatado nem curvo distalmente; o estigma muito pequeno com cavidade simetricamente terminal. - Ervas perenes, com raiz principal ou xilopódio, ou subarbusto, estes raramente subarborescentes, um (Subsect. Otophyllum) arbustivo mas anual; filotaxia principalmente alterna espiralada sempre, se o caule herbáceo; pubescência comumente composta parcialmente por setas ou sétulas glandulosas, estas, às vezes, reduzidas a suas bases bulbosas ou a pontos resinosos, na folhagem ou inflorescência (ou em ambos) em consequência mais ou menos viscoso, mas os tricomas glandulares especializados são ausentes na subseção Baseophyllum e Adenophyllum; glândulas peciolares ausentes, exceto em 4 espécies da subsect. Adenophyllum, Baseophyllum e Otophyllum; x = 14. - spp. 167, Neotropical".

Chave para subseção da seção Absus (Irwin e Barneby 1982)

1. Glândulas peciolares presente, séssil, escutelada e depressa, situada entre os pares de folíolos abaixo do primeiro par de folíolos, ou (quando pecíolo suprimido) entre o proximal (ou apenas) par de folíolos; seta glandular 0, mas o legume as vezes glutinoso
2. Arbusto, ou subarbusto com um xilopódio; folíolos 1-4 pares, todos normalmente folíaceo; pedúnculo exatamente axilar; pétalas secas amarelas ou laranjas.
 3. Folíolos margem plana, fortemente assimétrico na base, palmadamente 3-7-nervuras a partir do       pulvinulo; eixo da inflorescência portando com glândulas estuteladas (como na seção Apoucouita) .................................Ba. Subsect. Baseophyllum
3. Folíolos margem revoluta, subsimétrico na base, 3 nervuras a partir do pulvino; eixo da inflorescência sem glândula. Brasil 2 spp.........................................................Bb. Subsect. Adenophyllum
2. Ervas anuais (às vezes de duração de tempo e altura longos); folíolos 10-20 pares, o proximal 1-3    pares modificado em lâminas sésseis deltoide-reniforme semelhantes a brácteas florais ou estípula;     pedúnculo adnado ao internó-caule. Os folíolos aparecendo supra-axilares (como na seção           Chamaecrista ser. Chamaecrista); pétalas secas esbranquiçadas..................................................   Bc. subsect. Otophyllum

1. Glândula peciolar ausente, seta glandular presente, pelo menos sobre a inflorescência ou sobre o ovário (legume) ou, se falta seta, a folhagem e inflorescência verruculosa-glandular ou pontos resiferos, viscóides quando fresco; largamente espalhado na América Tropical N. e Sul, fracamente penetrando as regiões de clima subropical. 166 spp........ Bd. Subsect. Absus

-Serie Absoideae Benth. Folha bijuga, membranácea, frequentemente folhas jovens com menos pubescência em ambas faces, curtas ou longas, raro ( em Chbarbata) maior, obtusa ou (em Chpaucijuga) aguda. Espécies arbustiva, ou arbustiva (Bentham 1870:131) Em Bentham (1870) tinham 18 espécies, Irwin e Barneby (1982) reordenaram as espécies e em seu tratamento são encontradas 24 taxa ver  IB. 1982:660. 

Chamaecrista multisetaChegleriCh. longicuspisCh. paraunanaCh. barbataCh. rugosaCh. belemiiCh. salvatorisCh. acosmifoliaCh. andersoniiCh. juruensis, Ch. brevicalysCh. zygophylloidesCh. suzanaCh. jacobinaeCh. chapadaeCh. viscosaCh. campestrisCh. hispidulaCh. amiciella, Ch. carobinhaCh. punctulataCh. roncadoensisCh. fagonioides e Ch. fodinarum.

Chamaecrista amiciella (H.S. Irwin & Barneby) H.S. Irwin & Barneby Memoirs of The New York Botanical Garden 35: 661. 1982.

Planta subarbustiva, prostrada, caule cilíndrico, rufo, glabrascente, ramos cilíndricos, hirsuto, com tricomas glandulares. Estípulas estreitamente-triangulares. Folhas paripinadas, 2 pares de jugas; folíolos obovados, ápice truncado, margem inteiras, base cuneada, epifilo e hipofilo glabros,  pecíolo longo, hirsuto. Inflorescências terminais, racemos; botões ovoides; pedicelo longo, hirsuto; flores alaranjadas, monoicas; sépalas 5, verdes, oblongos, dorsalmente hirsuta, mucronado; pétalas orbiculadas, obovada, unguiculadas, alaranjadas, unguiculadas, base vermelha, pétala inferior se dobra cobrindo as anteras; Estames 10, filete curto; anteras oblongas, deiscência rimosa, mucronada; gineceu unicarpelar, ovário súpero, estilete longo curvo, piloso até 1/3. Fruto oblongo, legume típico, plano, hirsuto.

Comentários


Esta espécie é intimamente relacionada a Chamaecrista hispidula com relação a morfologia do hábito, tipo de indumento, inflorescência e flores, no entanto tem distribuição distinta, Ch. amiciella ocorre nas floresta secas dos semiárido nordestino, enquanto Ch. hispidula ocorre em praias e restingas daquela mesma região. Ch. amiciela apresenta uma pétala que se dobra cobrindo as anteras e um fruto menos hirsuto, fato que não ocorrem em Ch. hispidula.

Ambiente de inselbergue, Caatinga - RPPN- Fazenda Almas - São José dos Cordeiros - PB

Foto: Rubens Teixeira de Queiroz - 27-10-2014

Referências

-Bentham, G.B. 1870. Flora brasiliensis 15(2): 131.
-Irwin, H.S.; Barneby, R.C. 1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 720.
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015

Exsicata

Thursday, 13 November 2014

Fabaceae - Chloroleucon foliolosum (Benth.) G.P. Lewis



Arbusto lenhoso
Fruto imaturo

Glomérulo com flores brancas



Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Chloroleucon (Benth.) Britton & Rose. 10 spp. (Lewis et al. 2005).

Árvore de até 3 metros. Caule cilindrico, clorofilado, com cascas esfoleantes. Ramos armados. Folhas bipinadas. Inflorescência em glomérulos. Flores aromáticas, brancas. Caule e ramos tortuosos. Frutos espiralados.

Planta comum no Cariri paraibano.
Planta nativa da Caatinga
Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz

Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.