Monday, 16 September 2019

Fabaceae - Dioclea megacarpa Rolfe

Flor zigomorfa com alas patentes (fig. 1)
Inflorescência pseudorracemo (fig. 2)
Calo amarelo na base do estandarte (fig. 3)
Bractéolas orbiculares (fig. 4)
Cálice tubuloso com dentes longos(fig. 5)
Vista lateral da corola papilionácea (fig. 6)
Alas patentes (fig. 7)
Quilhas fundidas (fig. 8)
Pétalas da quilha (fig. 9)
Pétalas unguiculadas (fig. 10)
Androceu pseudomonadelfo (fig. 11)
Gineceu  com estilete seríceo (fig. 12)
Bractéas patentes (fig. 13)
Fruto tipo legume (fig. 14)
Fruto com valvas vilosas (fig. 15)
Sutura dorsal hiperdesenvolvida (fig.16)
Legume (fig. 17)
Semente imatura com hilo linear (fig. 18)
Sementes esféricas (fig. 19)

Leguminosae-Papilionoideae, Phaseoleae, Dioclea Kunth. ca 60 spp. (Lewis et al 2005)

No Brasil ocorrem 32 espécies das quais 15 são endêmicas (Queiroz 2015).

Dioclea Kunth.

Liana volúvel, ramo cilíndrico, tricoma presente, inerme. Estípulas basifixas ou medifixa. Filotaxia alterna-espiralada. Folha trifoliolada, folíolos obovados, elípticos, ovados, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica, face adaxial tricoma presente ou ausente, face adaxial com tricoma, raque menor que o pecíolo. Inflorescência axilar, pseudorracemo, brácteas inconspícuas. Flor pedicelada ou séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice tubuloso, lobos 5; corola papilionácea, pétalas dialipétalas, estandarte reflexo ou não, alas livres, quilha adnata, as vezes cocleada. androceu monadelfo, anteras dimórficas; gineceu unicarpelar, unilocular, ovário séssil, pluriovulados.  Legume típico, linear, plano, margem reta ou ondulada, valvas lenhosas, rufas. Sementes numerosas, testa lisa, hilo linear.
Comentários
É uma espécie que é encontrada em ambientes de mata presente em todos os fragmentos de mata na em brejos de Altitudes e na região litorânea do Ceará.
Facilmente reconhecida pelos ramos rufo-híspidos e fruto legume turgido arqueado com indumento rufo. Além disso as sementes são esféricas.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Sitio Lagoa Nova, Martins, Rio Grande do Norte, Brasil
Etimologia: nome dado por Kunth em homenagem a Diocles de Caristo, médico Grego.
Referências
-Barroso, G.M. Sistemática de Angiospermas do Brasil. UFV. Viçosa. 1991. 377p. v2.
-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens
-Queiroz, L.P. Dioclea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 26 Mar. 2015
Exsicata
Herbário Reflora

Wednesday, 28 August 2019

Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial – Plantas para o Futuro – Região Nordeste

Tuesday, 27 August 2019

Fabaceae - Machaerium floribundum Benth.

Folha composta (fig. 1)
Folíolos oblongos (fig. 2)
Folíolos alternos, raque menor que o pecíolo (fig. 3)
Ramos cilíndrico, armados com espinhos  (fig. 4)
Ramos armados (fig. 5)
Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae, Machaerium Pers. 1807. 130 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 74 espécies das quais 44 são endêmicas (Filardi 2015).
Machaerium Pers. 
Arbusto, árvore ou liana; ramos cilíndricos, armados ou inermes, glabros ou indumentados. Filotaxia alterna dística ou espiralada. Estípula caduca ou persistente, as vezes espinescentes, laterais. Folhas imparipinadas, multifolioladas; folíolos alternos, oblongos, elípticos, ovados. Inflorescência em panícula. Flores pedicelada, subséssil, zigomorfas, monoclinas, hipóginas; cálice tubuloso, lobos 5; corola papilionácea, pétalas unguiculadas. Fruto sâmara, estipitado ou séssil, com núcleo seminífero basal.
Machaerium floribundum Benth., Journal of the Proceedings of the Linnean Society, Botany 4(Suppl.): 68. 1860.
Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Morro do Chapéu, Bahia, Brasil.
-Filardi, F.L.R. Machaerium in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 14 Mai. 2015
-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B.; Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

Exsicatas
Herbário P

Saturday, 17 August 2019

Leguminosae da Caatinga

Flora of Bahia: Leguminosae – Chloroleucon Alliance (Mimosoideae: Ingeae)

Fabaceae - Chloroleucon dumosum (Benth.) G.P. Lewis

Ramos floridos (fig. 1)
Árvore com ramos floridas (fig. 2)
Flores com estames alvos (fig. 3)
 Ramos com folhas jovens  (fig. 4)
 Ramo florido (fig. 5)
 Ramo armado (fig. 6)
Apis visitando o glomérulo (fig. 7)
Botões fusiformes (fig. 8)
 Cálice e corola tubulosos (fig. 8)
 Fruto contorcido (fig. 9)
 Fruto contorcido com mesocarpo com carnosidade de sabor acridoce (fig. 10)
 
Folha jovem com nectário (fig. 11) 
Caule esfoleante (fig. 12)
Semente oboval-oblongo com pelurograma fechado (f. 13)


Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Chloroleucon (Benth.) Britton & Rose. 10 espécies. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem sete espécies das quais três são nativas (Iganci 2015).

Chloroleucon dumosum (Benth.) G.P. Lewis, Legumes of Bahia 165. 1987.


Nome popular:  Arapiraca, esponjeira, jurema


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Serra do Martins, Martins, Rio Grande do Norte, Brasil.

Referências

-Iganci, J.R.V. Chloroleucon in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 15 Mai. 2015
-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens. 

Exsicatas

Herbário MO, Reflora



Part I. Abarema, Albizia and allies

Friday, 9 August 2019

Fabaceae - Mimosa acutistipula (Mart.) Benth.

Espigas curtas longipediceladas (fig. 1)
Inflorescências posicionadas no ápice dos ramos (fig. 2)
Flores passadas e botões jóvens (fig. 3)
Espigas distribuídas em verticilos (fig. 4)
Folha bipinada (fig. 5)
Folha 4-6 pares de pina (fig. 5)
Estípula estreito-triangular (fig. 6)
Acúleo fortemente agudo (fig. 7)
Ramo cilíndrico (fig. 8)
Craspédio plano, liso  (fig. 9)
Craspédio  (fig. 10)
Craspédio imaturo  (fig. 11)
Craspédio seco  (fig. 12)
Leguminosae, Mimosoideae, Mimoseae, Mimosa L., sect. Batocaulon ser. Leiocarpae Bentham. (Barneby 1991). 490-510 spp. (Lewis et al. 2005).

 No Brasil ocorrem 358 espécies das quais 265 são endêmicas (Dutra e Morim 2015).
Mimosa L.
Erva, arbusto, árvore ou trepadeira, armadas ou inermes. Estípula caduca ou persistente. Folhas alternas, bipinadas. Inflorescência axilar, espiga ou glomérulo. Flores sésseis, hipóginas, actinomorfas, tubulosas; cálice gamossépalo; corola gamopétalas, androceu dialistêmone, diplo ou isostêmones, estames com filetes vistosos; gineceu 1 pistilo. Fruto tipo craspédio.
Mimosa acutistipula (Mart.) Benth., Journal of Botany, being a second series of the Botanical Miscellany 4(31): 391. 1841.

Comentário

Esta espécie é facilmente reconhecida pelos acúleos retos, folhas com indumento piloso

Na Paraíba ocorre no município de Teixeira no pico do Jabre.


Nome popular: jurema-preta, jurema preta.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, CRAD, Petrolina, Pernambuco, BR. 



-Barneby, R.C. 1991. Sensitivae censitae: a description of the genus Mimosa Linnaeus (Mimosaceae) in the New World. Memoirs of the New York Botanical Garden 65:1-835.    
-Dutra, V.F.; Morim, M.P. Mimosa in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 09 Mai. 2015
-Poiret, J.L.M. 1810. Encyclopédie Méthodique. Botanique ... Supplément 1(1): 82. 
-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.
-Willdenow, C.L. von1806.Species Plantarum. Editio quarta 4(2): 1088. 

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Reflora