Friday, 31 July 2015

Fabaceae - Guibourtia hymenaeifolia (Moric.) J. Léonard

Botões orbicular, sépalas verdes, flor branca, 4, filetes longos, anteras elípticas, ovário súpero, plano (f. 1)
Filotaxia alterna, dística, folíolos lanceolados, lanceolados, margem inteira, glabras, inflorescência axilar, flores axilares (f. 2)
Fruto legume, verde,  estipitado, valvas coriáceas (f. 3)
Ramos longos e finos, folíolos assimétricos, lanceoados (f. 4)
Frutos monospérmicos, semente vermelha (f. 4)
Leguminosae, Detarioideae, Guibourtia Benn. 1857. 14 espécies (Lewis  et al. 2005).

No Brasil ocorre apenas uma espécie Guibourtia chodatiana Hassl. 

Guibourtia hymenaeifolia (Moric.) J. Léonard, Bulletin du Jardin Botanique de l'État à Bruxelles 19: 401. 1949.
BasiônimoCopaifera hymenaeifolia Moric., Mémoires de la Société de Physique et d'Histoire Naturelle de Genève 6: 529. 1833.
Árvore ca. 12 m alt.; ramo cilíndrico, fino, inerme. Estípulas 2, caduca. Filotaxia alterna, dística. Folha bifoliolada, folíolos assimétrico, hemielíptico, hemilanceolado, ápice breve-obtuso, margem inteira, base assimétrica, face adaxial e abaxial glabra, supra viridescente, concolores, venação cladodroma, coriáceo com glândulas pelúcidas; pecíolo menor que o comprimento do folíolo. Inflorescência axilar, racemo. Flor subséssil, monoclina, actinomorfa, prefloração imbricada; cálice 4 sépalas alvas; pétalas ausentes; androceu, estames 10, com comprimento maior que o comprimento das sépalas, homodínamos, filetes alvos,  antera isomorfa, elíptica, rimosa; gineceu unicarpelar, unilocular, ovário plano, verde, seríceo, placentação marginal, estile arqueado, estigma escuro. Fruto folículo, estipitado, ápice acuminado, plano compresso, valvas com glândulas . Semente 1, plana, vermelha.
Comentário
Em estado vegetativo pode ser confundida com Peltogyne, no entanto, pode ser distinta apresentar galha lenticular circular, enquanto Peltogyne galha lentucular ferrugínea. Quando em flor são apétala enquanto Peltogyne tem pétala.

Fotos: Rafael Barbosa Pinto

Referências

- Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.
- Lima, H.C. de 2015. Guibourtia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Exsicatas

http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/geral/ExibeFiguraFSIUC/ExibeFiguraFSIUC.do?idFigura=5860133

Friday, 24 July 2015

Fabaceae - Bionia coriacea (Nees & Mart.) Benth.

Flor grande, pétalas vermelhas, cálice tubuloso (f. 1)
Flor pedicelada (f. 2)
Inflorescência pseudorracemo, congesto (f. 3)
Cálice e corola glabros (f. 4)
Cálice com lacínios agudos (f. 5)
Pétalas papilionácea, longo-unguiculada (f. 6)
Folíolo coriáceo (f. 7)
Inflorescência longo-pedicelada (f. 8)
Filotaxia alterna, espiralada, folha trifoliolada, folíolos elípticos-oblongos, glabros (f. 9)
Pedicelo 3x maior que o comprimento da raque (f. 10)
Inflorescência axilar (f. 11)
Folha trifoliolada, glabra (f. 12)

Leguminosae, Papilionoideae, Phaseolae, Bionia Mart. ex Benth. 1837. 9 espécies.

No Brasil ocorrem 5 espécies das quais todas são endêmicas (Queiroz 2015).

Planta subarbustiva ou liana volúvel, ramos longos, pouco difuso, cilíndricos, tomentoso pu glabro, ou tomentoso, inerme. Estípula 2, caducas, lanceolada. Filotaxia alterna, espiralada. Folhas uni ou trifolioladas; folíolo elíptico, oblongo, ápice agudo, retuso, mucronado, margem inteira, base aguda ou truncada, face adaxial tomentulosa ou glabra, face abaxial pilosa, coriáceo, discolores, pecíolo maior que a raque. Inflorescência axilar ou axilar, pseudorracemo ou racemo, congesto, pedúnculo curto ou longo, coberto por indumento rufo ou glabro. Flor breve-pedicelada, monoclina, zigomorfa, hipógina; cálice tubuloso, bilabiado, lacínio 4, triangular, vermelho; corola papilionácea, pétalas 5, longe-unguiculadas, vermelhas; estandarte longo-obovado, alas livres, oblongas, quilhas adnatas; androceu diadelfo, estames 10, tubo longo, anteras homomorfas, oblongas, rimosas; ovário estipitado linear, seríceos, plurisseminado, estilete maior que o comprimento do ovário, nectário circular na base. Fruto legume, linear, plano, valva coriáceas.

Bionia coriacea (Nees & C. Mart.) Benth., Commentationes de Leguminosarum Generibus 66. 1837.
Basiônimo: Galactia coriacea Nees & C. Mart., Nova Acta Physico-medica Academiae Caesareae Leopoldino-Carolinae Naturae Curiosorum Exhibentia Ephemerides sive Observationes Historias et Experimenta 12: 30. 1824.
Arbusto escandente

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Parque do Rio Preto, Minas Gerais, Brasil.

Referência

-Queiroz, L.P. Bionia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 25 Jul. 2015

Exsicatas

Monday, 20 July 2015

Fabaceae - Dalbergia cearensis Ducke

Frutos secos, núcleo seminífero central (f. 1)
Fruto estipitado (f. 2)
Folha alterna (f. 3)
Folíolos alternos (f. 4)
Filotaxia alterna, espiralada, folíolo ovado (f. 5)
Folíolos viridescentes (f. 6)
Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae, Dalbergia L.f., 250 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 39 espécies, das quais 21 são endêmicas (Lima 2015).


Arbusto ou árvore. Estípula lateral, basifixa. Folha, alterna, imparipinada; uni-plurifoliolada; folíolos alternos, estipelas ausentes. Inflorescência panícula axilar ou terminal. Flor brevi-pedicelada, zigomorfa, monoclina, hipógina, cálice campanulado, 5 dentado, corola papilionácea, pétalas unguiculadas, alva, alaranjada, roxa; androceu monadelfo; antera homomórfica; ovário estipitado. Fruto tipo sâmara, núcleo seminífero central, estipitado, plano, inerme. Semente reniforme, plana.

Dalbergia cearensis Ducke, Archivos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro 4: 73. 1925.

Nome vernacular: jacarandá violeta, violeta, jacarandá cega machado (Lewis 1989)

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Catimbau, Pernambuco, Brasil.

Referências


-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.
-Lewis, G.P. . 1987. Legumes of Bahia,Royal Botanic Gardens, Kew, 369p.
-Lima, H.C. de Dalbergia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 01 Jun. 2015

Fabaceae - Mimosa lewisii Barneby

Fruto craspédio, glabro (f. 1)
Glomérulo pequeno, branco, filetes brancos, anteras amarelas (f. 2)
Pedúnculo com nectários, filete longo, antera elíptica (f. 3)
 
Cálice tubuloso, curto, corola simpétala, verde, muricada (f. 4)
Pedúnculo longo, vinho (f. 5)
Frutos planos, vináceo (f. 6)
Caule cilíndrico, com nectários, vinho, acúleo reto, filotaxia alterna, espiralada (f. 7)
Raque longa, com nectários, folíolos oblongos, estipelas 2 (f. 8)
Filotaxia alterna, espiralada, folha bipinada, face adaxial (f. 9)
Face abaxial (f. 10)
Leguminosae, Mimosoideae, Mimoseae,  sect. Batocaulon DC., ser. Bimucronota(Barneby 1991:161). 490-510 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 358 espécies das quais 265 são endêmicas (Dutra e Morim 2015).

Mimosa lewisii Barneby, Brittonia 37(2): 136–139, f. 5. 1985.


Planta arbustiva, ca 2 m alt., pouco difusa; ramo longo, cilíndrico, suavemente estriado, armada, com tricomas glandulares. Estípula 2, estreitamente-triangular, caduca. Folha bifoliolada, 8-10 pares de juga, folíolo linear; foliólulo oblongo-linear, ápice mucronado, arredondado, margem inteira, base assimétrica, truncado, face adaxial e abaxial glabra, membranácea, pecíolo  menor que o comprimento da raque.   Inflorescência terminal, panícula de corimbo de glomérulo; pedúnculo 4-5 vezes maior que o comprimento glomérulo com tricomas glandulares. Flor pequena, séssil, monoica, cálice breve-tubuloso, amarelo, corola tubulosa, 4 lobulada, creme; androceu dialistêmone, estames 8, filetes brancos, antera dorsefixa, rimosa, amarela; gineceu unicarpelar, unilocular, ovário súpero, pluriovulado. Fruto craspédio, breve-estipitado, linear, plano, 8-14 semgentado, marrom, glabro.
Comentário
Mimosa lewisii, se caracteriza por apresentar o hábito arbustivo, com ramos longos, laxos, coberto por tricomas glandulares, inflorescência terminal, corimbo de glomérulo, flor creme com filetes alvos, frutos craspédios, lineares, breve-estipitado, planos, multijugos.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Catimbau, Pernambuco, Brasil.

Referências


-Barneby, R.C. 1991. Sensitivae censitae: a description of the genus Mimosa Linnaeus (Mimosaceae) in the New World. Memoirs of the New York Botanical Garden 65:1-835.  

-Dutra, V.F.; Morim, M.P. Mimosa in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 09 Mai. 2015


-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

Isótipo

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Exsicatas

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http://sweetgum.nybg.org/vh/specimen.php?irn=19427

Fabaceae - Aeschynomene martii Benth.

Flor amarela, corola papilionácea (f. 1)
Flor com estandarte reflexo, fruto lomento (f. 2)
Caule cilíndrico, tomentoso (f. 3)
Frutos verdes, lomentos (f. 4)
Folíolos oblongos, mucronados (f. 5)
Filotaxia alterna dística (f. 6)
Face adaxial (f. 7)
Face abaxial (f. 8)

Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae, Aeschynomene L. 175 - 180 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil são encontradas 49 espécies, das 26 são endêmicas. (Lima et al. 2015).

- Aeschynomene - subarbusto prostrado ou ereto; inerme. Estípula basifixa ou peltada. Folhas imparipinadas, multijugas; folíolos alternos, pecíolo menor que o comprimento da raque. inflorescência racemo ou panícula. Flor pedicelada ou séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice gamossépalo, corola dialipétala, pétalas unguiculadas; androceu monadelfo, filetes livres curtos, anteras homomórficas, ovário estipitado; fruto lomento.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Catimbau, Pernambuco, Brasil.


Referências

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.
-Lima, L.C.P. ; Oliveira, M.L.A.A.; Souza, V.C. 2015. Aeschynomene in Lista de Espécies da Flora do Brasil.
-Lima, L.C.P.; Sartori, A.L.B. & Pott, V.J. 2006. Aeschynomene L. (Leguminosae, Papilionoideae, Aeschynomeneae) no Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Hoehnea 33(4): 419-453
-Michaux, André. 1803. Aeschynomene viscidula Michx. Flora Boreali-Americana 2: 74–75.


Exsicatas

Fabaceae - Piptadenia viridiflora (Kunth) Benth.

Semente obovada, verde (f. 1)
Semente glabra, pleurograma fechado (f. 1)
Fruto seco, semente castanha (f. 3)
Fruto verde com proeminência na altura da semente (f. 4)
Valvas verdes, cartácea (f. 5)
Valvas secas (f. 6)
Folha composta, bipinada, face adaxial (f. 7)
Folha composta, bipinada, face abaxial (f. 8)
Estípulas espinescentes (f. 9) 
Caule lenticelado (f. 10)
Caule cilíndrico (f. 11)
Tronco adulto (f. 12)
Leguminosae, Mimosoideae, Mimoseae, Piptadenia Bentham, 24 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 21 espécies das quais 14 são endêmicas (Morim 2015).

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Catimbau, Pernambuco, Brasil.


Referências

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005. Legumes of the World, Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.
-Morim, M.P. Piptadenia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 01 Jun. 2015

Exsicatas