Wednesday, 27 August 2014

Fabaceae - Dioclea violacea Mart. ex Benth.

 Pseudorracemos longo e congesto, reto, flores com pétalas violeta (f. 1)
 Folhas trifolioladas com venação muito marcada na face abaxial (f. 2)
Folíolo obovado, nervuras secundárias retas (f. 3)
Botões numerosos em distintos tamanhos (f. 4)
Estandarte reflexo, lilás, alas livres, quilha adnata ao tubo estaminal (f. 5)
Bractéolas 2, ovada, cálice campanulado, lobos do cálice 4 (f. 6)

Leguminosae, Papilionoideae, Phaseoleae, Dioclea Kunth. ca 60 espécies (Lewis et al. 2005)

No Brasil ocorrem 32 espécies das quais 15 são endêmicas (Queiroz 2015).


Dioclea violacea Mart. ex Benth., Commentationes de Leguminosarum Generibus 69. 1837.
Planta liana, volúvel, ramo cilíndrico, serício, inerme. Estípula 2, peltada. Filotaxia alterna, espiralada. Folha trifoliolada, folíolo basal ovado, apical obovado, ápice cuspidado, margem inteira, base obtusa, homicordada, nervuras expressas na face abaxial, glabra em ambas faces, pecíolo 4 x maior que o comprimento da raque. Inflorescência axilar, pseudorracemo, multifloro, pedúnculo reto; botões de vários tamanhos, oblongos, vináceo; bractéolas 2, ovadas. Flor pequena, subséssil, monoica; cálice campanulado, coriáceo, lobos 4; corola papilionácea, pétala 5, unguiculadas, violetas, estandarte oblato, reflexo com calosidade, ala livre, ovada, quilha cocleada, adnata ao tubo estaminal; androceu diadelfo, estames 10, anteras heteromórficas; gineceu 1, monocarpelar, ovário súpero, tomenoso, multicelular. Fruto legume, plano,falcado, valva lignosa, tomentosa. Semente plana, orbicular, testa dura, lisa, marrom, hilo linear.



Comentário

Espécie com ampla distribuição nas áreas de Mata Atlântica. Esta espécie é muito semelhante morfologicamente a D. grandiflora, todavia esta tem distribuição restrita a caatinga e aquela a mata Atlântica. D. violacea tem estípula peltada vs. estipula lanceolada  em D. grandiflora.
Na Paraíba ocorre na região litorânea, nos remanescentes de mata em João Pessoa.

Plantas trepadeira. Estandarte com calos, Legume comprimido com sutura superior dilatada, mais ou menos curvo, semente com hilo linear ou oblongo. Dioclea   (Barroso 1991).

EtimologiaNome dado por Kunth em homenagem a Diocles de Caristo, médico Grego

Nome popular: Mucunã

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Capela, Sergipe, Brasil.

Referências

-Barroso, G.M. Sistemática de Angiospermas do Brasil. UFV. Viçosa. 1991. 377p. v2.
-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.
-Queiroz, L.P. Dioclea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 26 Mar. 2015


Exsicatas

Monday, 18 August 2014

Fabaceae - Mimosa borboremae Harms

Glomérulo pequeno, filetes longos, rosa, anteras amarelas (f. 1)
 Hábito subarbustivo, folhas compostas, bipinadas, pedúnculo longo (f. 2)
 Planta prostrada (f. 3)

                  Caule cilíndrico, liso, estípula ciliada, pulvino entumescido (f. 4)                 
Craspédio curvado, híspido (f. 5)

Leguminosae, Mimosoideae, Mimoseae,  sect. Habbasia DC., ser. Cordistipula(Barneby 1991). 490-510 espécies (Lewis et al. 2005).


No Brasil ocorrem 358 espécies das quais 265 são endêmicas (Dutra e Morim 2015).

 Mimosa borboremae Harms, Notizblatt des Botanischen Gartens und Museums zu Berlin-Dahlem 8(80): 711–712. 1924. Tipo: BRASIL: Rio Grande do Norte (Paraíba do Norte), Serra Borborema, Jardim-Parelhas, Ph. von Leutzelburge n. 12455 (Síntipo M)

Planta subarbustiva, decumbente; caule tênue, ramo cilíndrico, vináceo, glabrescente; ramos jovens híspidos, inerme. Estípula ovada-triangular, margem ciliada, persistente. Folhas tênues, compostas, bipinadas, sensitivas; 4-8 pares de folíolos; foliólulos obovados, ápice arredondado, margem inteira, base cuneada, face adaxial e abaxial glabra, membranáceos, raque 3-6 vezes o comprimento do pecíolo, peciólulo com comprimento igual ou maior comprimento do folíolo;  pulvino entumescido. Inflorescência axilar, glomérulos, congestos; pedúnculo longo, com comprimento igual ou maior o comprimento da folha. Botão ovado. Flor pequena, séssil, monoica; cálice campanulado, lobos 5, corola 5, simpétala, branca; androceu 10, estames com filetes longos, rosa, antera amarela; gineceu 1, séssil, pluriovulado. Fruto craspédio, curvados, 4-5 segmentos; valvas com indumento híspido.

Comentário



Esta espécie é facilmente reconhecida pelo hábito decumbente, caule tênue, folhas longas, folíolos 



obovados, inflorescência com pedúnculo longo, maior ou igual ao comprimento da folha.

Planta pouco frequente, encontrada em tanques de neossolo regolítico, sobre inselbergue no Cariri Paraibano.


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Inselbergue na fazenda Salambaia, Cabaceiras, Paraíba, Brasil.

Referências


-Barneby, R.C. 1991. Sensitivae censitae: a description of the genus Mimosa Linnaeus (Mimosaceae) in the New World. Memoirs of the New York Botanical Garden 65:1-835.  
-Dutra, V.F.; Morim, M.P. Mimosa in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 09 Mai. 2015
-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

Exsicatas

http://sonneratphoto.mnhn.fr/2011/05/11/3/P02948183.jpg

Friday, 15 August 2014

Fabaceae - Zornia myriadena Benth.

 Folhas composta, tetafolioladas,  folíolos obovados, com estruturas secretoras presentes nos folíolos, estandarte glabro e amarelo (f. 1)
Bractéola bem desenvolvidas, flor pedicelada, bracteolas oblongas e flores isoladas (f. 2)
 Ramo cilíndrico, vermelho, lomento cilíndrico, liso e longo (f. 3)
 Plantas rupícolas, subarbustiva (f. 4)
Ramos longos e finos (f. 5)
 Folha alternas, espiralada (f. 6)
 Leguminosae, Papilionoideae, Dalberigieae, Zornia J.F.Gmel 75 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 35 espécies das quais 15 são endêmicas (Perez 2015).
Zornia J.F.Gmel

Subarbusto, prostrado ou ereto; ramos difusos, cilíndricos, inermes, glabro ou com indumento. Estípulas medifixas, glândulas presentes. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folha palmada, bi-tetrafoliolada, folíolos simétricos ou assimétricos, lineares, oblanceolados, oblongos, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica ou aguda, face adaxial glabra ou glabrescente, face abaxial glabra ou pilosa, glândulas presentes. Inflorescência terminal ou flores isoladas; bractéolas medifixas; flor séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina, pentâmera; cálice campanulado, breve-lobado, 5 lobos; corola papilionácea, dialipétala, pétalas unguiculadas, amarelas; estandarte com estria vinho, alas livres, quilhas fundidas, falcadas; androceu monadelfo, anteras dimórficas; gineceu simples, ovário pluriovulados, estilete glabro, estigma puntiforme. Fruto lomento, séssil, linear, articulado, valvas inerme ou espinescentes.

 Zornia myriadena Benth., Flora Brasiliensis 15(1A): 85. 1859. 

Planta subarbustiva, tênue, decumbente; ramo cilíndrico, inerme, vermelho, indumento adpresso. Estípula 2, peltada, ovada, persistente. Filotaxia alterna, dística. Folha composta, tetrafoliolada, digitada; folíolos, 4, obovados, ápice agudo-mucronado, margem inteira, base cuneada, face adaxial e abaxial com estruturas secretoras, membranáceo, pecíolo curto pouco maior que o comprimento da estípula. Bractéola ovada, ápice mucronado. Flor axilar, solitária, pedicelada, monoica; cálice campanulado, lacínios 5, triangulares, verdes; corola 5, pétalas unguiculadas, amarelas; estandarte reflexo, orbicular, alas livres, oblongo-obovadas, quilhas adnatas, falciforme; androceu 10, monadelfo, anteras heteromórfica; gineceu 1, ovário súpero, séssil, pluriovulado, estilete liso. Frutos lomento, linear, cilíndrico, liso.

Comentário

Esta espécie é fácil de ser reconhecida pelas flores solitárias, pediceladas e pelo lomento cilíndrico.
Na Paraíba ocorrem sobre os inselbergues nos municípios de Cabaceiras e Congo.

Determinadora: Ana Paula Fortuna Perez

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Fazenda Salambaia, Cabaceiras, Paraíba, Brasil.

Referência

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.
-Perez, A.P.F. Zornia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 12 Mai. 2015

Exsicata

http://www.tropicos.org/Name/13035259
http://www.tropicos.org/Image/100216608
http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/geral/ExibeFiguraFSIUC/ExibeFiguraFSIUC.do?idFigura=3143612

Monday, 11 August 2014

Fabaceae - Chamaecrista repens (Vogel) H.S. Irwin & Barneby

Filotaxia alterna, dística; estípulas lanceoladas, folhas compostas, flores axilares. ramo com indumento híspido (f. 1)
Folíolos oblongos e ápice arredondado-mucronado, flor amarela, pedicelada, botão ovado (f. 2)
Fruto legume, linear, plano (f. 3)
 Face abaxial (f. 4)
 Face adaxial (f. 5)
Nectários na base da folha (f. 6)
Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae, Chamaecrista Moench, seção Chamaecrista  (Irwin; Barneby 1982), 330 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 256 espécies, das quais 207 são endêmicas (Souza e Bortoluzzi 2015).

Chamaecrista Moench.


Árvores, arbustos, ervas ou subarbustos, ramos cilíndricos, inerme, glabro ou indumentos tectores ou glandulares. Estípulas laterais, basifixas. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folhas paripinadas, bi-tetra-hexa-plurifolioladas, nectário presente no pecíolo ou raques, glândula côncava, estipitada ou séssil. Inflorescências terminais ou axilares, cimosas ou racemos. Flores monoclinas, hipóginas, zigomorfas, diclamídeas, pediceladas, bractéolas 2; cálice dialissépalo, sépalas 2, heteromorfas; corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas heteromorfas, amarelas; androceu homo ou heteromorfo, estames 10, anteras com sutura lateral, lanceoladas. Legumes multiespérmicos, plano-compressos, lineares, valvas coriáceas com deiscências elásticas. Sementes com testa lisa, castanho ou enegrecido, hilo basal.
Chamaecrista repens (Vogel) H.S. Irwin & Barneby, Memoirs of The New York Botanical Garden 35: 742. 1982.
Subarbusto decumbente.  Folhas vários pares de folíolos. Flores axilares. Flores amarelas. Frutos legumes.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Capela, Sergipe, Brasil

Referências

-Irwin, H.S.; Barneby, R.C. 1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 720.
-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015

Exsicatas

http://www.tropicos.org/Name/13045829
http://sweetgum.nybg.org/vh/specimen.php?irn=152634