quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Fabaceae - Chamaecrista duckeana (A. Fernandes & P.Bezerra) Irwin & Barneby - palmada-de-nossa-senhora -

Flor com corola dialipétala (f. 1)
Flor zigomorfa (f. 2)
Erva ereta (f. 3)
Flor pedicelada (f. 4)






















Leguminosae, Caesalpinioideade, Cassieae, Cassineae, Chamaecrista Moench, Seção Caliciopsis (Irwin e Barneby 1982).


No Brasil ocorrem 256 espécies das quais 207 são endêmicas (Souza e Bortoluzzi 2015).

Chamaecrista Moench.

Árvores, arbustos, ervas ou subarbustos, ramos cilíndricos, inerme, glabro ou indumento tector ou glandular. Estípulas laterais, basifixas. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folhas paripinadas, bi-tetra-hexa-plurifolioladas, nectário presente no pecíolo ou raques, glândula côncava, estipitada ou séssil. Inflorescências terminais ou axilares, cimosas ou racemos. Flores monoclinas, hipóginas, zigomorfas, diclamídeas, pediceladas, bractéolas 2; cálice dialissépalo, sépalas 5, heteromorfas; corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas heteromorfas, amarelas; androceu homo ou heteromorfo, estames 5-10, anteras com sutura lateral, lanceoladas. Legumes multiespérmicos, plano-compressos, lineares, valvas coriáceas com deiscências elásticas. Sementes com testa lisa, castanho ou enegrecido, hilo basal.



BasiônimoCassia duckeana P. Bezerra & Afr.Fern., Bradea, Boletim do Herbarium Bradeanum 2(50): 337, f. 1–2. 1979. 

Planta subarbustiva, anual, erecta com cerca 1 m de altura; ramo difuso, cilíndrico, híspido, inermes, verdes. Estípulas lanceoladas, membranácea, 3-4 nervadas, nervuras paralelas, persistentes. Folhas compostas, paripinadas; pecíolo curto, raque longa, híspido; glândulas longo-estipitadas; folíolos oblongos, ápice arredondado-mucronado, margem inteira, ciliada, base assimétrica, face adaxial glabra, face abaxial híspida, nervura expressa na face abaxial, membranáceo. Inflorescência axilar, cimosa. Brácteas estreitamente-triangulares, persistente; bractéolas estreitamente-triangulares. Botão ovado. Flor zigomorfa, longo pedicelada, pequenas, monoicas; cálice 5, sépala ovadas, dorsamente híspida, corola 5, pétalas unguiculadas, amarelas, carena oblonga, pétala interna cuculada, com manchas vermelhas no ápice arredondado; androceu 10, estames com filete curto e anteras lineares, deiscência lateral; gineceu 1, ovário séssil, oblongo, pluriovulado, estilete curvado, glabro, estigma puntiforme. Fruto legume, linear, levemente arqueado, plano, valvas, coriácea.


Comentário

Esta espécie juntamente com Chamaecrista calycioides constituem a seção Caliciopis. Ambas são distintas facilmente, pelo comprimento do pedicelo e tamanho da flor, tendo Ch. duckeana pedicelo longo e flor grande, versus pedicelo curto e flor pequena em Ch. calycioides. Frequente em áreas de Caatinga, é amplamente distribuída nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte.

Flora da Paraíba
Na Paraíba há diversos registos para Alagoa Grande, Catolé do Rocha, Serra Branca e Souza.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz Fazenda Almas, São José dos cordeiros, Paraíba, Brasil.

Referências

-Brazil Flora Group. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia 66(4): 1085–1113.

-Córdula, E., Morim, M.P., & Alves, M. 2014. Morfologia de frutos e sementes de Fabaceae ocorrentes em uma área prioritária para a conservação da Caatinga em Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, 65(2), 505-516. https://doi.org/10.1590/S2175-78602014000200012


-Irwin, H.S. e Barneby, R.C.1982. Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 720.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Queiroz, R.T. & Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36: 725-736.

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.

-Rando, J.G.; Cota, M.M.T.; Conceição, A.S.; Barbosa, A.R.; Barros, T.L.A. 2020. Chamaecrista in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB621875>. Accessed on: 21 Apr. 2021

-Souto F.S., Quaresma A.A., Queiroz R.T. & Pereira M.S. 2019. Estudo taxonômico da Tribo Cassieae (Leguminosae – Caesalpinioideae) no Parque Ecológico Engenheiro Ávidos, Cajazeiras-PB. Pesquisa e Ensino em Ciências Exatas e da Natureza, 3(1) - in press.

-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015


Exsicatas

Fabaceae - Chamaecrista - Guia de Campo Rio Grande do Norte


Foto: de Ruth Clark, eu e Gwilym P. Lewis 
Time de Leguminosas de KEW


Famosa Maria Lourdes Porto Rico (Lulu) das Acacias


Exterior da nova ala do Herbário de Kew


Interior da antiga ala do herbário de Kew

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Herbário G - Genebra

Herbário
O herbário de Genebra (G) conta com uma coleção muito importante de Leguminosas do De Candole.
Neste herbário consegui fotografar dezenas de tipos de Chamaecrista.



                                        Prédio do novo herbário em construção
Herbário de Genebra, curador Laurent Gautier, Head Curator - Phanerogams, laurent.gautier@ville-ge.ch

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Fabaceae - Chamaecrista desvauxii var. langsdorffii (Kunth ex Vogel) H.S. Irwin & Barneby

Flor amarela, sépalas verdes (f. 1)
Folhas composta, tetrafoliolada, estípulas lanceoladas, sobrepondo umas as outras (f. 2)
Estípulas sobrepostas (f. 3)
Folhas tetrafioladas com nectário no pecíolo (f. 4)
Botões ovoides (f. 5)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae,  Chamaecrista Moench, Seção Xerocalyx Irwin e Barneby 1982, 330 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 256 espécies, das quais 207 são endêmicas (Souza & Bortoluzzi 2015).

Chamaecrista Moench.

Árvores, arbustos, ervas ou subarbustos, ramos cilíndricos, inerme, glabro ou indumento tector ou glandular. Estípulas laterais, basifixas. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folhas paripinadas, bi-tetra-hexa-plurifolioladas, nectário presente no pecíolo ou raques, glândula côncava, estipitada ou séssil. Inflorescências terminais ou axilares, cimosas ou racemos. Flores monoclinas, hipóginas, zigomorfas, diclamídeas, pediceladas, bractéolas 2; cálice dialissépalo, sépalas 5, heteromorfas; corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas heteromorfas, amarelas; androceu homo ou heteromorfo, estames 5-10, anteras com sutura lateral, lanceoladas. Legumes multiespérmicos, plano-compressos, lineares, valvas coriáceas com deiscências elásticas. Sementes com testa lisa, castanho ou enegrecido, hilo basal.

BasiônimoCassia langsdorffii Kunth ex Vogel, Generis Cassiae Synopsis 55. 1837.

Planta subarbustiva, decumbente com 30 cm de altura; ramos finos, cilíndricos, glabrescente, inermes. Estípulas 2, lanceoladas, ápice agudo, base cordiforme, nervuras paralelas. Filotaxia alterna, dística. Folha composta, paripinada, bijuga; folíolo lanceolado-oblongo, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica, face adaxial e abaxial glabras, nervação palmada, membranáceo, raque com comprimento igual ao do pecíolo; pecíolo curto com um nectário séssil concavo.  Inflorescência axilar, cimosa. Bractéolas 2, ovadas, membranácea. Botão ovado-lanceolada, ápice agudo. Flor axilar, pedicelada, monoica; sépalas 5, livres, heteromórfica, ovado-lanceolada, membranácea; corola 5, pétalas unguiculadas, amarelas, obovadas; androceu 10, estames livres, filete curto, antera lanceolada, abertura por sutura lateral; gineceu 1, ovário súpero, séssil, pluriovulado. Fruto legume, oblongo, plano, valvas coriáceas.

fotos: Gustavo Shimizo e Juliana Rando, Minas Gerais, Brasil.


Referência

-Irwin, H.S. e Barneby, R.C.1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 879.
-Lewis, G. P., Schrire, B., Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the word. Royal Botanic Gardens, Kew
-Queiroz, R.T. & Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36: 725-736.
-Rando, J.G.; Cota, M.M.T.; Conceição, A.S.; Barbosa, A.R.; Barros, T.L.A. 2020. Chamaecrista in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB28028>. Accessed on: 21 Apr. 2021
-Rando, J.G., Hervencio, P., Souza, V.C., Giulietti, A.M. & Pirani, J.R. (2013) Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Leguminosae- “Caesalpinioideae”. Boletim de Botânica da Universidade de São Paulo 13: 141–198. http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9052.v31i2p141-198
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Fabaceae - Chamaecrista desvauxii var. malacophylla (Vogel) H.S. Irwin & Barneby

Folha composta, tetrafoliolada, cinérea, filotaxia alterna dística, estípula cordiforme, flor pedicelada, zigomorfa, pétalas unguiculadas, amarelas, estames lineares, anteras estriadas, lineares (f. 1)
Planta subarbustiva, prostrada, folhas compostas, paripinada, folíolos obovados, cinéreos, ramos finos cilíndricos, botão ovado-lanceolado (f. 2)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassinae, Chamaecrista Moench, seção Xerocalyx Irwin e Barneby (1982) (Irwin e Barneby 1982), 330 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 256 espécies, das quais 207 são endêmicas (Souza e Bortoluzzi 2015).

Chamaecrista Moench.

Árvores, arbustos, ervas ou subarbustos, ramos cilíndricos, inerme, glabro ou indumento tector ou glandular. Estípulas laterais, basifixas. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folhas paripinadas, bi-tetra-hexa-plurifolioladas, nectário presente no pecíolo ou raques, glândula côncava, estipitada ou séssil. Inflorescências terminais ou axilares, cimosas ou racemos. Flores monoclinas, hipóginas, zigomorfas, diclamídeas, pediceladas, bractéolas 2; cálice dialissépalo, sépalas 5, heteromorfas; corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas heteromorfas, amarelas; androceu homo ou heteromorfo, estames 5-10, anteras com sutura lateral, lanceoladas. Legumes multiespérmicos, plano-compressos, lineares, valvas coriáceas com deiscências elásticas. Sementes com testa lisa, castanho ou enegrecido, hilo basal.

Chamaecrista desvauxii var. malacophylla (Vogel) H.S. Irwin & Barneby, Memoirs of The New York Botanical Garden 35: 874. 1982.

Basiônimo: Cassia malacophylla Vogel, Generis Cassiae Synopsis 55–56. 1837.

Fotos: Gustavo Shimizu e Juliana Rando, Minas Gerais, Brasil

Referências

-Irwin, H.S. e Barneby, R.C.1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 874.
-Lewis, G. P., Schrire, B., Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the word. Royal Botanic Gardens, Kew
-Queiroz, R.T. & Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36: 725-736.
-Rando, J.G.; Cota, M.M.T.; Conceição, A.S.; Barbosa, A.R.; Barros, T.L.A. 2020. Chamaecrista in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB28028>. Accessed on: 21 Apr. 2021
-Rando, J.G., Hervencio, P., Souza, V.C., Giulietti, A.M. & Pirani, J.R. (2013) Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Leguminosae- “Caesalpinioideae”. Boletim de Botânica da Universidade de São Paulo 13: 141–198. http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9052.v31i2p141-198
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015

Exsicatas

Herbário MO, Reflora


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fabaceae - Chamaecrista arrojadoana (Harms) Rando

Flor pequena, pedicelada, zigomorfa, cálice isomórfico, sépalas oblongo-ovadas, corola dialipétala, pétalas amarelas, unguiculadas, ovário linear, estilete glabro, liso (f. 1)
Folha composta, paripinada, folíolos oblongos, ápice mucronado, tomentoso (f. 2)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae, Chamaecrista Moench, seção Chamaecrista (Irwin; Barneby 1982) ca. 330 spp. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 256 espécies, das quais 207 são endêmicas (Souza e Bortoluzzi 2015).

Chamaecrista Moench.

Árvores, arbustos, ervas ou subarbustos, ramos cilíndricos, inerme, glabro ou indumento tector ou glandular. Estípulas laterais, basifixas. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folhas paripinadas, bi-tetra-hexa-plurifolioladas, nectário presente no pecíolo ou raques, glândula côncava, estipitada ou séssil. Inflorescências terminais ou axilares, cimosas ou racemos. Flores monoclinas, hipóginas, zigomorfas, diclamídeas, pediceladas, bractéolas 2; cálice dialissépalo, sépalas 5, heteromorfas; corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas heteromorfas, amarelas; androceu homo ou heteromorfo, estames 5-10, anteras com sutura lateral, lanceoladas. Legumes multiespérmicos, plano-compressos, lineares, valvas coriáceas com deiscências elásticas. Sementes com testa lisa, castanho ou enegrecido, hilo basal.

Chamaecrista arrojadoana (Harms) Rando, 

Fotos: Gustavo Shimizu e Juliana Rando, Serra do Cipó, Minas Gerais, Brasil.



Referências

-Irwin, H.S. e Barneby, R.C.1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 689.
-Lewis, G. P., Schrire, B., Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the word. Royal Botanic Gardens, Kew
-Queiroz, R.T. & Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36: 725-736.
-Rando, J.G.; Cota, M.M.T.; Conceição, A.S.; Barbosa, A.R.; Barros, T.L.A. 2020. Chamaecrista in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB28028>. Accessed on: 21 Apr. 2021
-Rando, J.G., Hervencio, P., Souza, V.C., Giulietti, A.M. & Pirani, J.R. (2013) Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Leguminosae- “Caesalpinioideae”. Boletim de Botânica da Universidade de São Paulo 13: 141–198. http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9052.v31i2p141-198
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015


Exsicatas

Herbário Reflora

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Fabaceae - Chamaecrista ochnacea (Vogel) H. S. Irwin & Barneby

Inflorescência congesta, botão ovado, flor zigomorfa, pétalas unguiculadas (f. 1)
Flor pedicelada, pétalas laranjas, sépalas vermelhas, estames lineares, estilete curvo (f. 2)
Planta subarbustiva, racemo terminal (f. 3)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae, Chamaecrista Moench, Seção absus - Serie Ochnaceae (Irwin e Barneby 1982). ca 330 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 256 espécies, das quais 207 são endêmicas (Souza e Bortoluzzi 2015).

Chamaecrista Moench.

Árvores, arbustos, ervas ou subarbustos, ramos cilíndricos, inerme, glabro ou indumento tector ou glandular. Estípulas laterais, basifixas. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folhas paripinadas, bi-tetra-hexa-plurifolioladas, nectário presente no pecíolo ou raques, glândula côncava, estipitada ou séssil. Inflorescências terminais ou axilares, cimosas ou racemos. Flores monoclinas, hipóginas, zigomorfas, diclamídeas, pediceladas, bractéolas 2; cálice dialissépalo, sépalas 5, heteromorfas; corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas heteromorfas, amarelas; androceu homo ou heteromorfo, estames 5-10, anteras com sutura lateral, lanceoladas. Legumes multiespérmicos, plano-compressos, lineares, valvas coriáceas com deiscências elásticas. Sementes com testa lisa, castanho ou enegrecido, hilo basal.


BasiônimoCassia ochnacea Vogel, Generis Cassiae Synopsis 51. 1837.

Arbusto folhas compostas, inflorescência em racemo.

Fotos: Gustavo Shimizu, Minas Gerais, Brasil.

Referências

-Irwin, H.S. e Barneby, R.C.1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 656.
-Lewis, G. P., Schrire, B., Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the word. Royal Botanic Gardens, Kew
-Miranda, K. R., & Rando, J. G. (2025). Morphological, phylogenetic and taxonomic studies of Chamaecrista ochnacea Complex (Leguminosae: Caesalpinioideae), a threatened group in the Brazilian Cerrado. Phytotaxa, 725(2), 127-143. https://doi.org/10.11646/phytotaxa.725.2.1
-Queiroz, R.T. & Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36: 725-736.
-Rando, J.G.; Cota, M.M.T.; Conceição, A.S.; Barbosa, A.R.; Barros, T.L.A. 2020. Chamaecrista in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB82893>. Accessed on: 21 Apr. 2021
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015


Exsicatas


Reflora, MO

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Fabaceae - Chamaecrista basifolia (Vogel) H.S. Irwin & Barneby

Planta afila, estípula lanceolada, flores amarelas, fruto oblongo, plano (f. 1)
Flores amarelas, pétalas unguiculadas, botão ovado (f. 2)
Planta herbácea, ereta, afila, botão ovado (f. 3)
Sépalas livres, isomórficas (f. 4)

Planta afila, estipulas cordiformes (f. 5)

Leguminosae, Caeslapininioideae, Casseae, Cassinae, Chamaechista Moench, sec.: Chamaecrista, serie: Bauhinianae (Collad.) Irwin e Barneby. cerca 330 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 256 espécies, das quais 207 são endêmicas (Souza e Bortoluzzi 2015).

Chamaecrista Moench.

Árvores, arbustos, ervas ou subarbustos, ramos cilíndricos, inerme, glabro ou indumento tector ou glandular. Estípulas laterais, basifixas. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folhas paripinadas, bi-tetra-hexa-plurifolioladas, nectário presente no pecíolo ou raques, glândula côncava, estipitada ou séssil. Inflorescências terminais ou axilares, cimosas ou racemos. Flores monoclinas, hipóginas, zigomorfas, diclamídeas, pediceladas, bractéolas 2; cálice dialissépalo, sépalas 5, heteromorfas; corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas heteromorfas, amarelas; androceu homo ou heteromorfo, estames 5-10, anteras com sutura lateral, lanceoladas. Legumes multiespérmicos, plano-compressos, lineares, valvas coriáceas com deiscências elásticas. Sementes com testa lisa, castanho ou enegrecido, hilo basal.



Basiônimo: Cassia basifolia Vogel, Generis Cassiae Synopsis 56–57. 1837.

Subarbusto ereto ca. 50 cm. Estipulas cordiformes. Folhas ausentes.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz,  Panga, Uberlândia, parque Rio Preto, Minas Gerais, Brasil.

Referências

-Irwin, H.S. e Barneby, R.C.1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 733.
-Lewis, G. P., Schrire, B., Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the word. Royal Botanic Gardens, Kew
-Queiroz, R.T. & Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36: 725-736.
-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.
-Rando, J.G.; Cota, M.M.T.; Conceição, A.S.; Barbosa, A.R.; Barros, T.L.A. 2020. Chamaecrista in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB27851>. Accessed on: 24 Apr. 2021
-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015