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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Fabaceae - Macroptilium gracile (Poepp. ex Benth.) Urb. -feijãozinho-

Flor assimétrica (f. 1)
Flor com estandarte claro (f. 2)
Alas vináceas (f. 3)
Brácteas lineares (f. 4)
Inflorescência pseudorracemo (f. 5)
Ápice do ramo com estípulas estreitamente-triangulares (f. 6)
Indumento piloso (f. 7)
Folha trifoli0olada com folíolos jovens (f. 8)
Folhas com folíolos lanceolados (f. 9)

Leguminosae, Papilionoideae, Phaseolae, Macroptilium (Benth.) Urb. 1928. 17 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 12 espécies das quais duas são endêmicas (Snak et al. 2022).

Macroptilium (Benth.) Urb. 
Erva ereta ou trepadeira; ramos volúveis, glabra ou com indumento, inerme. Estípulas basifixas, persistentes. Filotaxia alterna-espiralada. Folhas trifolioladas; folíolos ovados, elípticos, ápice agudo, margem inteira, base obtusa, face abaxial e adaxial glabra ou indumentada, membranácea, nervação actinódroma, pecíolo maior que a raque, estipelas presentes. Inflorescência axilar, pseudorracemo; brácteas presentes, glândula presente no ápice do pedúnculo. Flores brevi-pedicelada, assimétrica, monoclina, hipógina, pentâmeras; cálice campanulado, lacínios 5, menores que o comprimento do cálice, corola papilionácea, pétalas unguiculadas, atropurpúrea, vermelha, vinho, alva, estandarte patente, alas orbiculares, quilha cocleada; androceu monadelfo, estames 10, filetes curtos, anteras oblongas, rimosas; gineceu simples, ovário séssil, pluriovulados, filete curto, glabro, estigma capitado. Fruto linear, cilíndrico, multisseminado, valvas coriáceas. Sementes reniformes, testa lisa, marmorada, hilo central.

Macroptilium gracile (Poepp. ex Benth.) Urb., Symb. Antill. 9(4): 457. 1928.

Comentários

Esta espécie é facilmente reconhecida pelo hábito ereto, entretanto pode ser escandente, estípulas estreitamente-triangulares, folíolos ovado-oblongos e inflorescência axilar, racemo linear. 
 Na Paraíba ocorre bastante em João Pessoa nos canteiros das vias, nos jardins. 

Nome popular: Feijãozinho

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Canteiro externo do Jardim Botânico Benjamim Maranhão, Joao Pessoa, Paraíba, Brasil.

Referências

-Amorim, L.D. et al. Fabaceae na Floresta Nacional (FLONA) de Assú, semiárido potiguar, nordeste do Brasil. Rodriguésia [online]. 2016, vol.67, n.1 [cited 2021-04-24], pp.105-124.

-Barroso, G.M. Sistemática de Angiospermas do Brasil. UFV. Viçosa. 1991. 377p. v2.

-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411 ).

-Costa, R.K.A.; Queiroz, R.T. 2019. A tribo Phaseoleae (Leguminosae, Papilionoideae) na mata do
Buraquinho, João Pessoa, Paraíba – Brasil. In book: Serie iniciados 21. Edition: 21. Editora ufpb

-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens

-Lewis, G.P. 1987. Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Moura, T.M. Macroptilium in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 14 Mai. 2015

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.

-Ribeiro, C.L. Estudo taxonômico do gênero Macroptilium (benth.) Urb. (Leguminosae: Papilionoideae) no Brasil [dissertação]. Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana UEFS; 2022.

-Ribeiro, C.L.; Queiroz, L.P. e Snak, C. 2017. Flora Da Bahia: Leguminosae – Macroptilium (Papilionoideae: Phaseoleae). Anais dos Seminários de Iniciação Científica. N. 17. http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2170


-São-Mateus, W.M.B.; Cardoso, D.; Jardim, J.G. & Queiroz, L.P. 2013. Papilionoideae (Leguminosae) na Mata Atlântica do Rio Grande do Norte, Brasil. Biota Neotropica 13: 315-362.  https://doi.org/10.1590/S1676-06032013000400028.

-Snak, C., Miotto, S.T.S., & Goldenberg, R. 2011. Phaseolinae (Leguminosae, Papilionoideae, Phaseoleae) no estado do Paraná, Brasil. Rodriguésia, 62(3), 695-716https://doi.org/10.1590/2175-7860201162314

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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Fabaceae - Pterocarpus violaceus Vogel - pau-sangue

Ramos floridos (f. 1)
Inflorescência racemo com flores amarelas (f. 2)
Floração (f. 3)
Ramos terminais (f. 4)
Racemo congesto (f. 5)
Estandarte com guia de néctar vináceo (f. 6)
Fruto seco tipo sâmara (f. 7)
Ala orbicular (f. 8)
Densa floração (f. 9)
Árvore com 15 m alt. (f. 10)
Tronco cilíndrico, criso-placoso (f. 11)
Base do tronco com raízes expostas (f. 12)

Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae, Pterocarpus Jacq. 1763.  35-40 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 11 espécies das quais 4 são endêmicas (Klitgaard et al. 2026).

Pterocarpus violaceus Vogel, Linnaea 11: 416. 1837.

Planta arbórea, ca. 10 m de altura, tronco placoso, cinza; copa fechada, assimétrica; ramo cilíndrico,    inerme, glabros. Estípula 2, caduca. Filotaxia alterna, espiralada. Folha composta,  imparipinada, folíolos alternos, elíptico-oblongo, ápice retuso-cuspidado, margem inteira, base cuneada, face adaxial e abaxial glabras, coriáceo, pecíolo eglandular, menor que o comprimento da raque. Inflorescência axilar, pseudorracemo, congesto, pedúnculo curto, brácteas caducas, bractéolas 2, estreitamente-tringulares. Flores pediceladas, monoclina; cálice longo-campanulado, tomentuloso, rufo, lacínio 5, triangulares; corola papilionácea, pétalas 5, unguiculadas, laranja; estandarte, orbicular, reflexo, ápice retuso, margem crenada, base com guia de néctar vinho; alas livres, obovadas; quilhas aderidas; androceu 10, estames; gineceu 1, ovário súpero, estipitado, uniovulado. Fruto sâmara, núcleo seminífero central, glabro.

Comentário
Esta espécie é fácil de reconhecida pela inflorescência congesta, flores unguiculadas, laranja com um guia de néctar vermelho, além de apresentar fruto sâmara, núcleo seminífero central.
Na Paraíba ocorre nos remanescentes de mata da Universidade da Paraíba Campus I e com grandes populações de árvores adultas na Mata do Amém, em Cabedelo.
Planta muito usada na arborização, ornamental.

Nome popular: Pau-sangue

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Campus I, João Pessoa, Paraíba, Brasil.


Referências


-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: 10.1590/2175-7860201566411)

-Klitgaard, B.B.; Jordão, V.M.M.; Moore, P.G.; Sampaio, D. Pterocarpus in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB23133>. Acesso em: 13 fev. 2026

-Klitgaard, B.B.; Jordão, V.M.M.; Sampaio, D.; Moore, P.G. 2020. Pterocarpus in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB23136>. Accessed on: 23 May 2021

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens 

-Lewis, G. P. 1987. Legumes of Bahia. 1–369. Royal Botanic Gardens, Kew.

-Lima, H.C. de 2015. Pterocarpus in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB23136>.

-Macbride, J. F. 1943. Leguminosae. Publ. Field Mus. Nat. Hist., Bot. Ser. 13(3/1): 3–507.

-Mendonça, S.A., Gadelha Neto, P.C., Perez, A.F., Caetano, A.P.S., & Queiroz, R.T. 2019. A tribo Dalbergieae (Leguminosae - Papilionoideae) em um trecho de Floresta Estacional Semidecidual das Terras Baixas, João Pessoa, Estado da Paraíba, Brasil. Hoehnea, 46(2), e622018. Epub August 05, 2019.https://doi.org/10.1590/2236-8906-62/2018

-Rojo, J.P. 1972. Pterocarpus (Leguminosae—Papilionaceae). Phanerog. Monogr. 5: 1–119.

-Siniscalchi, C. M. 2012. Dalbergieae s.l. (Leguminosae Papilionoideae) na Serra do Cipó, Minas Gerais. Dissertação de Mestrado, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo. doi:10.11606/D.41.2012.tde-09012013-092803.

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terça-feira, 2 de setembro de 2025

Inga striata Benth. - inga quadrado

Semente com cotilédones verdes (f. 1) 
Baga quadrangular (f. 2)
Baga linear (f. 3)
Fruto com o pedúnculo alongado (f. 4)
Baga passada com sarcotesta seca (f. 5)
Baga linear (f. 6)
Semente com sarcotesta alva, cotilédones quadrados (f. 7)
Semente  (f. 8)

 Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Inga Mill., Sect. Tetragonae  300 espécies. (Lewis et al. 2005, Pennington 1997, Garcia et al. 2021).

No Brasil são encontradas 131 espécies das quais 51 são endêmicas (Garcia e Fernandes 2015).

Inga Mill.

Árvore, ramo inerme, estípula presente. Folha paripinada, raque alada ou não, glândulas presentes. Inflorescência espiga ou racemo. Flor séssil ou pedicelada, pentâmeras, actinomorfa, monoclina, hipógina, polistêmone, cálice gamossépalo, corola gamopétala, androceu monadelfo, gineceu simples, ovário séssil, pluriovulado. Fruto baga; semente com arilo.

Inga striata Benth., London J. Bot. 4: 608. 1845.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, UFPB Campus Areia, Areia, Paraíba, Brasil.


Nome popular: inga

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Referências


-Chagas, A.P. 2014. Ingeae Benth. (Leguminosae, Mimosoideae) no Espírito Santo, Brasil. M.S. thesis, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 109 pp.

-Fernandes, J.M. & Garcia, F.C.P. 2021. Inga ciatiformis (Leguminosae): A new species from the Atlantic Forest, Brazil. Phytotaxa 505: 213–220. https://doi.org/10.11646/phytotaxa.505.2.7

-Garcia, F.C.P.; Fernandes, J.M. 2015. Inga in Lista de espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 23 fev. 2015.

-Garcia, F.C.P.; Chagas, A.P.; Dutra, V.F. Two new species of Inga (Fabaceae-mimosoid clade) from the Atlantic Forest, Brazil.  Phytotaxa 521(2): 95-104. DOI: https://doi.org/10.11646/phytotaxa.521.2.3

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Mata, M.F. O gênero Inga (Leguminosoe, Mimosoideae) no Nordeste do Brasil: citogenética, taxonomia e tecnologia de sementes. 2009. 183 f. Tese (Doutorado em Agronomia) - Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2009.

-Pennington, T.D. 1997. The Genus Inga. Botany. Royal Botanical Garden. p. 844.




 

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Fabaceae - Chloroleucon acacioides (Ducke) Barneby & J.W. Grimes

Ramo com fruto (f. 1)
Ramo armado com espinho (f. 2)
Folha bipinada (f. 3)
Planta lenhosa com fruto espiralado (f. 3)

Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Chloroleucon (Benth.) Britton & Rose. 10 espécies. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem sete espécies das quais três são nativas (Iganci 2015).

Chloroleucon (Benth.) Britton & Rose

Árvore; ramo com espinho presente. Estípula lateral, basifixa. Folha alterna, dística, bipinada. Nectário extrafloral presente no pecíolo. Inflorescência axilar, glomérulo. Flor séssil, bractéolas ausentes, hipanto ausente, actinomorfa, monoclina, hipógina, polistêmone, prefloração valvar; cálice gamossépalo, corola gamopétala, androceu monadelfo, homomorfo, anteras rimosa; fruto câmara, valvas coriáceas.

 Chloroleucon acacioides (Ducke) Barneby & J.W. Grimes, Mem. New York Bot. Gard. 74(1): 141. 1996.

Baniônimo: Pithecellobium acacioides Ducke, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 3: 69. 1922.

Nome popular:  Arapiraca, esponjeira, jurema


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Rio Tinto, Paraíba, Brasil.

Referências

-Almeida, P.G.C.; Souza, E.R., Queiroz, L.P. 2015.  Flora of Bahia: Leguminosae – Chloroleucon Alliance (Mimosoideae: Ingeae). Sitientibus série Ciências Biológicas. 15: 1-22. 10.13102/scb289

- Barneby, R. C. & Grimes, J. W. 1996. Silk tree, Guanacaste, Monkey’s earring: A generic system for the synandrous Mimosaceae of the Americas. Part I. Abarema, Albizia and allies. Memoirs of the New York Botanical Garden 74: 1-292.

-Brazil Flora Group. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia 66(4): 1085–1113.

-Córdula, E., Morim, M.P., & Alves, M. 2014. Morfologia de frutos e sementes de Fabaceae ocorrentes em uma área prioritária para a conservação da Caatinga em Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, 65(2), 505-516. https://doi.org/10.1590/S2175-78602014000200012


-Iganci, J.R.V. Chloroleucon in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 15 Mai. 2015

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens. 

-Lewis, G.P. 1987. Legumes of Bahia. London: Royal Botanic Gardens Kew, 369 p.

-Matos, S.S., Melo, A.L.; & Santos-Silva, J. 2019. Clado Mimosoide (Leguminosae-Caesalpinioideae) no Parque Estadual Mata da Pimenteira, Semiárido de Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, 70, e01902017. Epub March 18, 2019. https://doi.org/10.1590/2175-7860201970007

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 

-Rodrigues E.M.; Queiroz, R.T.; Silva, L.; Monteiro, F.K.S.; Melo, J.I.M.. Fabaceae em um afloramento rochoso no Semiárido brasileiro. Rodriguésia [Internet]. 2020. https://doi.org/10.1590/2175-7860202071025.

-Souza, E.R. 2020. Chloroleucon in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB18404>. Accessed on: 23 Apr. 2021

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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Fabaceae - Hymenaea eriogyne Benth. - jatobá

Botão em antese, sépalas vináceo, filetes vináceos, antera alva (fig. 1)
Flor tetrâmera, pistilo com ovário estipitado, vermelho (fig. 2)
Inflorescência panícula, botões e flor pedicelada, prefloração imbricada  (fig. 3)
Folhas bifolioladas (fig. 4)
Pistilo vermelho (fig. 5)
Fruto imaturo (fig. 6)
Tronco liso (fig. 7)

Leguminosae, Detarioideae, Tribo Detarieae, Hymenaea L. 18 espécies. (Flora do Brasil 2020).

No Brasil ocorrem 18 espécies das quais 12 são nativas (Pinto et al. 2020).

 

Árvore ou arvoreta; tronco cilíndrico, liso, copa assimétrica, ramos tomentulosos ou glabros, inermes. Estípulas basifixas, lineares, caducas. Filotaxia alterna-dística. Folha bifolioladas; folíolos assimétricos, oblongos, ápice obtuso, arredondado, agudo, margem inteira, base assimétrica, face adaxial glabra, face abaxial tomentulosa ou glabra, glândulas pelúcidas presentes. Inflorescência terminal, racemo ou panícula; brácteas ausentes. Flores pediceladas, actinomorfas, tetrâmeras ou pentâmeras, monoclinas, hipóginas, hipanto presente, cálice dialissépalo, 4-5-sépalas; corola dialipétala, pétalas unguiculadas, alvas, androceu diplostêmone, dialistêmone, estames 8-10 estames, filetes longos, anteras elípticas e rimosas; gineceu simples, ovário estipitado, pluriovulados, filete longo, estigma globóide. Fruto tipo câmara, oblongo, valvas lignosas, epicarpo papilado, mesocarpo farináceo. Sementes esféricas ou achatadas, testa dura, castanha, lisa, hilo basal.


 Fotos: Gilberto Vasconcelos

Referências

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015. https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Costa, W.S. et al. 2011. Hymenaea coubaril L. Espécies Nativas da Mata Atlântica | Nº 2, 2011

-Estrella, M., Forest, F., Klitgård, B. et al. A new phylogeny-based tribal classification of subfamily Detarioideae, an early branching clade of florally diverse tropical arborescent legumes. Sci Rep 8, 6884 (2018). https://doi.org/10.1038/s41598-018-24687-3
 
-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Lewis G.P. 1987. Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lima, H.C. de; Pinto, R.B. Hymenaea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 24 Mar. 2015

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Nascimento, J.B.S., A.L.S. Sales, e E.B. Souza. 2020. “Potencial de uso de leguminosas emuma área de mata atlântica na APA da bica do Ipu, Ceará.” Em Agricultura e desenvolvimento tecnológico no semiárido Publisher: Proex uva, por UVA, 215-230. Sobral: Proex-UVA. 

-Pinto, R.B.; Tozzi, A.M.G.A.; Mansano, V.F. 2020. Hymenaea in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB106417>. Acesso em: 30 Apr. 2021

-Pinto, M. J. d. Silva, A.M.G. Azevedo Tozzi & V. F. Mansano. 2020. A neglected new species of Hymenaea (Leguminosae, Detarioideae) from the Brazilian Amazon. Syst. Bot. 45(1): 85–90.

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de S
antana. 467p.


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Herbários Reflora

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Fabaceae - Zornia cearensis Huber

Folha tetrafoliolada, palmada, flor com corola papilionácea (f. 1)
Inflorescência espiciforme com bractéolas ovais (f. 2)
Bractéolas pilosas, folíolos elípticos (f. 3)
Inflorescência axilar (f. 4)
Fruto tipo lomento com epicarpo equinado (f. 5)

Leguminosae, Papilionoideae, Dalberigieae, Zornia J.F.Gmel, subg. Zornia, seção Zornia75 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 37 espécies das quais 16 são endêmicas (Perez 2022).

Zornia J.F. Gmel., Syst. Nat., ed. 13[bis] 2(2): 1076. 1791 [1792].


Subarbusto, prostrado ou ereto; ramos difusos, cilíndricos, inermes, glabro ou com indumento. Estípulas medifixas, glândulas presentes. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folha palmada, bi-tetrafoliolada, folíolos simétricos ou assimétricos, lineares, oblanceolados, oblongos, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica ou aguda, face adaxial glabra ou glabrescente, face abaxial glabra ou pilosa, glândulas presentes. Inflorescência terminal ou flores isoladas; bractéolas medifixas; flor séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina, pentâmera; cálice campanulado, breve-lobado, 5 lobos; corola papilionácea, dialipétala, pétalas unguiculadas, amarelas; estandarte com estria vinho, alas livres, quilhas fundidas, falcadas; androceu monadelfo, anteras dimórficas; gineceu simples, ovário pluriovulados, estilete glabro, estigma puntiforme. Fruto lomento, séssil, linear, articulado, valvas inerme ou espinescentes.

Ocorre nos solos arenosos da Caatinga


Fotos: Maria Iracema Loiola, Aracati, Ceará, Brasil.

Referência

-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: 10.1590/2175-7860201566411)

-Fortuna-Perez, A.P., Lewis, G.P., Queiroz, R.T., Santos-Silva J., Tozzi, A.M.G.A. & Rodrigues, K.F. 2015. Fruit as diagnostic characteristic to recognize Brazilian species of Zornia (Leguminosae, Papilionoideae). Phytotaxa 219: 27-42.

-Fortuna-Perez, A.P. & Tozzi, A.M.G.A. 2011. Nomenclatural changes for Zornia (Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae) in Brazil. Novon 21: 331-337. <http://dx.doi.org/10.3417/2010040>.

-Fortuna-Perez, A.P. 2009. O gênero Zornia J.F. Gmel. (Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae): revisão taxonômica das espécies ocorrentes no Brasil e filogenia. Tese de Doutorado. Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 271p.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Mohlenbrock, R. 1961. A monograph of the Leguminous genus Zornia Webbia 16: 1-141.

-Perez, A.P.F. Zornia in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB23214>. Accessed on: 28 Jul. 2022

-Perez, A.P.F. Zornia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 20 Set. 2015

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.

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-Silva, R.P., Queiroz, R.T., & Fortuna-Perez, A.P. 2020. O gênero Zornia (Fabaceae - Papilionoideae) no estado da Paraíba, Brasil. Rodriguésia, 71, e02612018. Epub November 23, 2020. https://doi.org/10.1590/2175-7860202071123


Exsicata

Reflora