quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Fabaceae - Harpalyce hilariana Benth.

Flor assimétrica, quilha sigmiforme (f. 1)
Inflorescência racemo (f. 2)
Flor em antese, cálice lanceolado (f. 3)
Tubo estaminal a vista, alvo, anteras amarelas. (f. 4)
Quilha com comprimento muito superior ao comprimento das alas (f. 5)
Hábito arbustivo (f. 6)
Ramo florido (f. 7)
Folha trifoliolada (f. 8)
Hipofilo com indumento cinza, nervação broquidódroma (f. 9)
Folha com 5 folíolos (f. 10)
Epifilo (f. 11)

Fotos Isa Morais

Leguminosae, Papilionoideae, Brongniarteae, Harpalyce Sessé & Moc. ex DC. 36 espécies (Legume data 2024)

No Brasil ocorrem 13 espécies, sendo 12 endêmicas (Queiroz & São Mateus 2015)

Harpalyce hilariana Benth., Fl. Bras. 15(1A): 51. 1859.

Arbusto ca. 1,2 metros; ramo cilíndrico, tomentoso, cinéreo, levigato, pouco ramificado, inermes. Filotaxia alterna, espiralada. Estípulas, basifixas, laterais, triangulares. Folha imparipinada, folíolos 3-5, opostos, oblongos, ápice arredondado, retuso, margem inteira, base arredondada, epifilo e hipofilo tomentoso, pecíolo canaliculado curto. Inflorescência axilar, racemo. Brácteas decíduas. botões, falcado, rufos. Flores pediceladas, pentâmeras, zigomorfas, hipóginas, monoclinas, cálice navicular, gamossépalo, corola papilionácea, pétalas 5, unguiculadas, vermelhas; androceu monadelfo, falcado, estames 10, anteras uniformes, rimosas; gineceu simples, ovário súpero, séssil, unicarpelar, unilocular, placentação marginal, estilete longo, curvo.


Fotos: Isa Morais, Parque das Emas, Goiás, Brasil.

Referências

-Arroyo, M.T.K. 1976. The systematics of the Legume genus Harpalyce (Leguminosae: Lotoideae). Mem. New York Bot. Gard. 26: 1-80.

-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: 10.1590/2175-7860201566411)

-Cardoso, D.B.O.S.; São-Mateus, W.M.B.; Queiroz, L.P. 2020. Harpalyce in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB29715>. Accessed on: 24 May 2021

Cardoso, D.B.O.S.; São-Mateus, W.M.B.; Queiroz, L.P. Harpalyce in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available at:<https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB29714>. consulta.publica.uc.citacao.acesso.em12 ago. 2026

-Cowan, R. S. 1957. The Machris Brazilian expedition–Botany: Phanerogamae, Leguminosae. Los Angeles County Mus. Contr. Sci. 13: 1–22.

-Ducke, A. 1953. As leguminosas de Pernambuco e Paraíba. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, 51, 417-461. https://dx.doi.org/10.1590/S0074-02761953000100011

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Lewis, G. P. 1987. Legumes of Bahia. 1–369. Royal Botanic Gardens, Kew.

-Queiroz, L.P.; São-Mateus, W. Harpalyce in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB29714>. Access on: 10 Mar. 2015

-São-Mateus, W.M.B. 2018. Filogenia molecular e tempo de divergência em Harpalyce (Leguminosae, Papilionoideae) e Sinopse Taxonômica da sect. Brasilianae. 2018. 222f. Tese (Doutorado em Sistemática e Evolução) - Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.

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Herbário Reflora


quinta-feira, 16 de julho de 2026

Fabaceae - Indigofera bongardiana (Kuntze) Burkart










Leguminosae, Papilionoideae, Indigofereae, Indigofera L., seção Alternifoliae, 700 espécies (Lewis et al. 2005, Lievens 1992).

No Brasil ocorrem 13 espécies das quais 4 são endêmicas (Queiroz 2020).

 Indigofera L. 


Subarbusto ou arbusto, ramos cilíndricos ou estriados, indumento malpighiáceo presente, inermes. Estípulas 2, laterais, caducas ou persistentes. Filotaxia alterna espiralada ou dística. Folha imparipinada, raque maior que o pecíolo, pecíolo canaliculado. Inflorescência axilar, racemo, menor que o comprimento da folha. Flor zigomorfa, hipógina, monoclina, subséssil, dialipétala; cálice tubuloso, lacínios 5; corola papilionácea, pétalas 5, unguiculadas; androceu monadelfo, estames 10, antaras apiculadas, rimosas; gineceu simples, unicarpelar, unilocular; ovário séssil, pluriovulados. Fruto legume ou folículo, linear.

Indigofera bongardiana (Kuntze) Burkart, Darwiniana 4: 171. 1942.

Basiônimo: Anila bongardiana Kuntze, Revis. Gen. Pl. 2: 938. 1891.

Subarbusto; xilopódio presente; ramo estriado, indumento malpighiáceo, coloração cinérea; inerme. Nectário ausente ou presente na lâmina foliolar. Estípula triangular, comprimento da estípula menor que o pecíolo. Folha alterna, unifoliolada, peciolada, nervação broquidódroma, consistência cartácea. Inflorescência racemo terminal. Flor pedicelada, pentâmera, zigomorfa, cálice gamossépalo, lacínios menores que o tubo do cálice; corola papilionácea, pétala vermelha; androceu diadelfo, estames 10, antera isomorfas, rimosas, rostradas; ovário súpero, séssil, pluriovulado. Fruto legume, séssil; reto, linear, túrgido, cilíndrico; plurisseminado.


Comentário

Esta espécie ocorre no Cerrado, sendo uma das espécies mais peculiares pela forma foliar. O xilopódio que é uma estrutura subterrânea, muitas vezes protege a planta das queimadas que ocorrem no ambiente.
Fotos Gentilmente  cedida pela pesquisadora da UEG com pesquisa em diversas áreas no Goiás.
 
fotosFotos: Isa Lúcia de Morais, Quirinópolis, Goiás, Brasil.


Referências


-Eisinger, S.M. 1987. O gênero Indigofera L. (Leguminosae-Papilionoideae-Indigofereae) no Rio Grande do Sul - Brasil. Acta Botanica Brasilica [online]. 1987, v. 1, n. 2 [Acessado 26 Maio 2022] , pp. 123-140. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0102-33061987000200004>. Epub 14 Jun 2011. ISSN 1677-941X. https://doi.org/10.1590/S0102-33061987000200004.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lievens, A.W. 1992. Taxonomic Treatment of Indigofera L. (Fabaceae: Faboideae) in the New World. LSU Historical Dissertations and Theses. 5395.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Macbride, J. F. 1943. Leguminosae. Publ. Field Mus. Nat. Hist., Bot. Ser. 13(3/1): 3–507.

-Miotto, S.T.S.; Iganci, J.R.V. Indigofera in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 29 Abr. 2015

-Moreira, J.L.A., & Azevedo-Tozzi, A.M.G. 1997. Indigofera L. (Leguminosae, Papilionoideae) no estado de São Paulo, Brasil. Brazilian Journal of Botany, 20(1), 97-117.

-Queiroz, R.T. 2020. Indigofera in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB83216>. Accessed on: 29 Apr. 2021

-Rydberg, P. A. 1923. Fabaceae–Indigofereae, Galegeae (pars). 24(3): 137–200. In N.L. Britton (ed.) N. Amer. Fl.. New York Botanical Garden, Bronx.

-São Paulo, R. de C.A.M., Estudo Taxonômico Do Gênero Indigofera L; (Leguminosae-Papilionoideae) Na Bahia; 2022; Dissertação (Mestrado em Botânica) - Universidade Estadual de Feira de Santana.

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Herbário Reflora

 

Fabaceae - Mimosa fiebrigii Hassl.








Leguminosae, Mimosoideae, Mimoseae, Mimosa L., sect. Batocaulon ser. Leiocarpae Bentham. (Barneby 1991). 490-510 espécies. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 358 espécies das quais 265 são endêmicas (Dutra e Morim 2015).

Mimosa L.

Erva, arbusto, árvore ou trepadeira, armadas ou inermes. Estípula caduca ou persistente. Nectário extreflora presente ou ausente. Folhas alternas, bipinadas. Inflorescência axilar, espiga ou glomérulo. Flores sésseis, hipóginas, actinomorfas, tubulosas; cálice gamossépalo; corola gamopétalas, androceu dialistêmone, diplo ou isostêmones, estames com filetes vistosos; gineceu 1 pistilo. Fruto tipo craspédio.


Arvoreta copa aberta, ramos cilíndricos, inermes. Estípulas caducas. Nectário extrafloral ausente. Filotaxia alterna dística. Folhas bipinadas, 7-9 pares de jugas.  Inflorescência axilar, espiciforme oblonga, congesta e curta. Flores sésseis, tubulosas, tetrâmeras, filetes rosas, anteras amarelas; gineceu 1-pistilo, ovário súpero. fruto craspédio,  7-9 segmentos de fruto

Observações

Em 2013, viajava com Valls no Mato Grosso do Sul, coletavamos Arachis e uma de nossas paradas foi em Porto Murtinho, o lugar era bem específico por ali havia uma planta que Valls suspeitava ser nova. Paramos próximo a um barranco e ali estava ela toda florida, muito perfumada. Coletamos, mas não consegui encontrar a identidade. Na época estava na Embrapa, mostrei o material a Simom, mas o mesmo não conseguiu determinar. Então, sabe quem trabalha com botânica sempre tem essas plantas que são um mistério insolúvel. Ontem, Isa Morais me enviou uma foto de uma planta. Fui consultar a revisão de Juliana e no primeiro passo das flores com filete rosa quem apareceu! Mimosa fiebrigii  coletada por Silva e Shimizu em Porto Murtinho. Fiquei muito feliz. Excelente o trabalho de Revisão de Juliana Silva.


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul, Brasil


Referências

-Andrade-Lima, D. de. 1989. Plantas das caatingas. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências,.243p.

-Barneby, R.C. 1991. Sensitivae censitae: a description of the genus Mimosa Linnaeus (Mimosaceae) in the New World. Memoirs of the New York Botanical Garden 65:1-835. 

-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461 

-Dutra, V.F.; Morim, M.P. Mimosa in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 09 Mai. 2015

-Dutra, V.F.; Morales, M.; Jordão, L.S.B.; Borges, L.M.; Silveira, F.S.; Simon, M.F.; Santos-Silva, J.; Nascimento, J.G.A.; Ribas, O.D.S. 2020. Mimosa in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB18874>. Accessed on: 26 Apr. 2021

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Silva, J.S. and Sales, M.F. 2008. O gênero Mimosa (Leguminosae-Mimosoideae) na microrregião do Vale do Ipanema, Pernambuco. Rodriguésia [online]. vol.59, n.3 [cited 2021-04-26], pp.435-448.

-Santos-Silva et al. (2015) Revisão taxonômica das espécies de Mimosa ser. Leiocarpae sensu lato (Leguminosae - Mimosoideae). Rodriguésia 66: 95–154. http://dx.doi.org/10.1590/2175-
7860201566107


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Herbários Reflora


 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Fabaceae - Zornia echinocarpa (Moric. ex Meisn.) Benth.

Flor pedicelada, zigomorfa, folhas tetrâmeras (f. 1)
Inflorescência cimosa (f. 2)

Leguminosae, Papilionoideae, Dalberigieae, Zornia J.F.Gmel, Subgênero Myriadena - 75 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 37 espécies das quais 16 são endêmicas (Perez 2022).

Zornia J.F. Gmel., Syst. Nat., ed. 13[bis] 2(2): 1076. 1791 [1792].


Subarbusto, prostrado ou ereto; ramos difusos, cilíndricos, inermes, glabro ou com indumento. Estípulas medifixas, glândulas presentes. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folha palmada, bi-tetrafoliolada, folíolos simétricos ou assimétricos, lineares, oblanceolados, oblongos, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica ou aguda, face adaxial glabra ou glabrescente, face abaxial glabra ou pilosa, glândulas presentes. Inflorescência terminal ou flores isoladas; bractéolas medifixas; flor séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina, pentâmera; cálice campanulado, breve-lobado, 5 lobos; corola papilionácea, dialipétala, pétalas unguiculadas, amarelas; estandarte com estria vinho, alas livres, quilhas fundidas, falcadas; androceu monadelfo, anteras dimórficas; gineceu simples, ovário pluriovulados, estilete glabro, estigma puntiforme. Fruto lomento, séssil, linear, articulado, valvas inerme ou espinescentes.

Zornia echinocarpa (Moric. ex Meisn.) Benth., Fl. Bras. 15(1A): 85. 1859.


Comentários

O subgênero Myriadena  formado por suas espécies Zornia echinocarpaZ. myriadena apresentando flores pediceladas.  


Determinadora: Ana Paula Fortuna Perez

Fotos: Ricardo Pontes, Bahia, Brasil
Referência

-Ferreira, J.J.S., Oliveira, A.C.Silva, Queiroz, R. T.e, & Silva, J.S. 2019. A tribo Dalbergieae s.l. (Leguminosae-Papilionoideae) no município de Caetité, Bahia, Brasil. Rodriguésia, 70, e03502017. Epub December 20, 2019.https://doi.org/10.1590/2175-7860201970089

-Fortuna-Perez, A.P., Lewis, G.P., Queiroz, R.T., Santos-Silva J., Tozzi, A.M.G.A. & Rodrigues, K.F. 2015. Fruit as diagnostic characteristic to recognize Brazilian species of Zornia (Leguminosae, Papilionoideae). Phytotaxa 219: 27-42.

-Fortuna-Perez, A.P. & Tozzi, A.M.G.A. 2011. Nomenclatural changes for Zornia (Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae) in Brazil. Novon 21: 331-337. <http://dx.doi.org/10.3417/2010040>.

-Fortuna-Perez, A.P. 2009. O gênero Zornia J.F. Gmel. (Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae): revisão taxonômica das espécies ocorrentes no Brasil e filogenia. Tese de Doutorado. Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 271p.

-Perez, A.P.F. Zornia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 12 Mai. 2015

-Rebouças, N.C., Carneiro, J.A. Arcanjo, Ribeiro, R.T.M., Queiroz, R.T., & Loiola, M.I.B. 2019. Zornia (Leguminosae) no estado do Ceará, Nordeste do Brasil. Rodriguésia, 70, e03152017. Epub August 08, 2019. https://doi.org/10.1590/2175-7860201970036

-Silva, R.P., Queiroz, R.T., & Fortuna-Perez, A.P. 2020. O gênero Zornia (Fabaceae - Papilionoideae) no estado da Paraíba, Brasil. Rodriguésia, 71, e02612018. Epub November 23, 2020. https://doi.org/10.1590/2175-7860202071123


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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Macropsychanthus edulis (Kuhlm.) L.P. Queiroz & Snak

Legume nucóide aberto (f. 1)
Epicarpo recoberto por indumento ferrugíneo ou ruvo-tomentuloso. (f. 2)
Local de inserção do pedicelo (f. 3)
Sementes hemi-globoides com cotilêdones grandes (f. 4)
Semente aberta com os cotilêdones alvos (f. 5)
Semente germinada, podemos ver o hilo linear. (f. 6)
Semente com um embrião (esporofito) jovem (f. 7)
Folíolo elíptico com a face abaxial (inferior) do folíolo com nervação expressa (f. 8)
Folíolo elíptico com a face adaxial (superior) do folíolo com nervação expressa (f. 8)

Leguminosae-Papilionoideae, Phaseoleae, Macropsychanthus Harms ex K. Schum. & Lauterb.  48 espécies. (W3tropicos, 2021)

No Brasil ocorrem 26 espécies das quais 12 são endêmicas (Queiroz e Snak 2020).

Macropsychanthus Harms ex K. Schum. & Lauterb.

Liana volúvel, ramo cilíndrico, tricoma presente, inerme. Estípulas basifixas ou medifixa. Filotaxia alterna-espiralada. Folha trifoliolada, folíolos obovados, elípticos, ovados, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica, face adaxial tricoma presente ou ausente, face adaxial com tricoma, raque menor que o pecíolo. Inflorescência axilar, pseudorracemo, brácteas inconspícuas. Flor pedicelada ou séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice tubuloso, lobos 5; corola papilionácea, pétalas dialipétalas, estandarte reflexo ou não, alas livres, quilha adnata, as vezes cocleada. androceu monadelfo, anteras dimórficas; gineceu unicarpelar, unilocular, ovário séssil, pluriovulados.  Legume típico ou nucóide, linear, plano, margem reta ou ondulada, valvas lenhosas, rufas. Sementes numerosas, testa lisa, hilo linear.

Macropsychanthus edulis (Kuhlm.) L.P. Queiroz & Snak, PhytoKeys 164: 95. 2020.

Sinônimo: Dioclea edulis Kuhlm., Anais Reunião Sul-Amer. Bot. 3: 79. 1940.

Liana, tronco cilíndrico. Ramos e folhas, inflorescências e flores com indumento ferrugínero ou rufo-seríceo. Exsudato vermlho. Estípula assimétrica, hemi-elíptica. Folhas trifolioladas. Folíolos heteromorfos sendo os imaturos fortemente cuspidado, ,Inflorescência axilar, pseudorracemo, congesta, semelhante a M. violaceus. flores com bractéolas orbiculares, pediceladas, cálice campanulado, tubo vináceo, levemente giboso, rufo-seríceo, sépalas heteromorfas,  corola papilionácea, estandarte oblato, patente, alas obovais, quilha adnatas, falcadas,  androceu diadelfo, anteras heteromorfas. Gineceu com um pistilo, tendo um nectário na base do ovário. Fruto no geral grandes e pesados sendo geralmente formado um por inflorescência.

Comentários
Esta espécie é uma nova ocorrência para o estado do Pernambuco, sendo o registro e coleta e Luiz Carlos Rocha de Souza/ YouTube Luiz Minha Terra Localização: mata da pingadeira/ Correntes - PE.
Etimologia: Macropsychanthus gr.: macros: grande psycho: borboleta anthus: flor ... edulis do latim que se come, comestível.

Mais fotos disponíveis em Flicker Alex Popovikin

Fotos: Luiz Carlos Rocha de Souza, Mata pinadeira, Correntes, Pernambuco, Brasil

Referências

-Barroso, G.M. Sistemática de Angiospermas do Brasil. UFV. Viçosa. 1991. 377p. v2.


-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.


-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Queiroz, L.P. Dioclea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 26 Mar. 2015

- Queiroz, L.P.; Snak, C. Macropsychanthus in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB617024>. Accessed on: 19 Feb. 2021

-Queiroz, L. P. & C. Snak. 2020. Revisiting the taxonomy of Dioclea and related genera (Leguminosae, Papilionoideae), with new generic circumscriptions. PhytoKeys 164: 67–114 https://doi.org/10.3897/phytokeys.164.55441


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Herbário Reflora



 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Fabaceae - Cenostigma lewisii F.G.A.Oliveira & L.P.Queiroz - caatingueira


Flor zigormorfa, estames com filetes com comprimento semelhante ao das pétalas (f. 1)
Racemo congesto com botões ovoides (f. 2)
Racemos laxos, flores longipedicelada com articulação a 1/2 (f. 2)
Inflorescência racemo longipedunculada, flor zigomorfa,  (f. 3)
Racemos longipedunculados, folhas bipinadas  (f. 4)
Ramo florido  (f. 5)
Inflorescência racemo  (f. 6)

Arvoreta  (f. 7)
Fotos (f. 1-7) cedidas pelo Especialista: Felipe G. Oliveira
Flor zigomorfa, estames dialistêmones, filetes longos (f. 8)
Legume oblongo, plano (f. 9)
Pedicelo articulado (f. 10)
Legumes com valvas lignosas (f. 11)
Valva com epicarpo avermelhado (f. 12)
Sementes imaturas, orbiculares, testa lisa (f. 13)
Ramo com folhas jovens (f. 14)
Folhas maduras (f. 15)
Folhas avermelhada, com muito tanino (f. 16)
Ramo com folhas juvenis (f. 17)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Caesalpineae, Cenostigma  Tul. 18 espécies (W3tropicos 2021).

No Brasil ocorrem 7 espécies das quais 5 são endêmicas (Lewis 2015).

Cenostigma  Tul.

Árvore, ramo inerme. Estípula caduca. Filotaxia alterna espiralada. Folha bipinada ou imparipinada, nectário ausente, nervação broquidódroma, pecíolo menor que a raque. Inflorescência racemo ou panícula, terminal. Flor pedicelada, zigomorfa, pentâmera, monoclina, hipógina, cálice dialissépalo, corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas, androceu dialistêmone, estames 10, anteras rimosas; gineceu simples unicarpelar, unilocular, ovário súpero, pluriovulado. Fruto legume, linear, plano-achatado.

Cenostigma lewisii F.G.A.Oliveira & L.P.Queiroz, Phytotaxa 749: 1. 77-86. 2026.



Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Parque do Catimbal, Pernambuco, Brasil.


Referências

-Bentham, G1870. Flora Brasiliensis 15(2): 68. 

-Gaem, P.H. 2020. Cenostigma in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB605732>. Accessed on: 25 Apr. 2021

-Gagnom, E.; Bruneau A. , Hughes; C.E.; Queiroz, L.P. and Lewis, G.P. 2016. A new generic system for the pantropical Caesalpinia group (Leguminosae). PhytoKeys 71: 1–160

-Lewis, G.P. Poincianella in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 06 Mai. 2015

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lewis, G.P. (1994) Systematic Studies in Noetropical Caesalpinia L. (Leguminosae: Caesalpinioideae), including a revision of the Poincianella-Erythrostemon group. University of St. Andrews, St. Andrews, 237 pp.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Oliveira, F.G., Santos, F.D.S., Rocha, L. & Queiroz, L.P.D. (2026) An overlooked new species from the Caatinga: Cenostigma lewisii (Leguminosae). Phytotaxa 749 (1): 77–86. https://doi.org/10.11646/phytotaxa.749.1.5

-Queiroz, L.P. (2009) Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 913 pp.

Exsicatas