sábado, 13 de março de 2021

Fabaceae - Pseudalbizzia niopoides (Spruce ex Benth.) E.J.M. Koenen & Dunot - angico branco - farinha seca -


Flores sésseis, pentâneras, monoclinas, hipogina, plistêmones, androceu monadelfo (f. 1)
Glomérulos axilares (f. 2)
Flor com filetes vistosos alvos (f. 3)
Folha bipinada (f. 4)
Glomérulos axilares (f. 5)

Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Pseudalbizzia Britton & Rose. 17 espécies (Lewis et al. 2005, Aviles et al. 2022).

No Brasil ocorrem espécies, das quais  são endêmicas (Iganci 2015)

Pseudalbizzia Britton & Rose, N. Am. Fl. 23: 48. 1928.

Árvores, tronco cilíndrico, liso ou estriado; ramos glabros, inermes. Estípulas 2, basifixa, laterais. Nectário presente no pecíolo ou ráquis. Filotaxia alterna, espiralada. Folha bipinada, multijuga. Inflorescência axilar, glomérulo. Flores sésseis, heteromorfas, actinomorfas, monoclinas, hipóginas; cálice gamossépalo, lobos 5; corola gamossépala, tubulosa, alva; androceu monadelfo, filetes longos; gineceu simples, ovário séssil. Legume típico, folículo ou câmara, linear, plano, glabro. Sementes oblongas, testa lisa.

Pseudalbizzia niopoides (Spruce ex Benth.) E.J.M. Koenen & Duno, PhytoKeys 205: 394. 2022.

Sinônimo: Albizia niopoides (Spruce ex Benth.) Burkart, Legum. Argent. (ed. 2): 542. 1952.

Nome popular: farinha-seca, farinha seca, angico branco, frango assado, pé de frango (Silva et al. 2004)

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Campinas, São Paulo, Brasil.

Referência

- Aviles Peraza G, Koenen EJM, Riina R, Hughes CE, Ringelberg JJ, Carnevali Fernández-Concha G, Ramírez Morillo IM, Can Itza LL, Tamayo-Cen I, Ramírez Prado JH, Cornejo X, Mattapha S, Duno de Stefano R (2022) Re-establishment of the genus Pseudalbizzia (Leguminosae, Caesalpinioideae, mimosoid clade): the New World species formerly placed in Albizia. In: Hughes CE, de Queiroz LP, Lewis GP (Eds) Advances in Legume Systematics 14. Classification of Caesalpinioideae Part 1: New generic delimitations. PhytoKeys 205: 371-400. https://doi.org/10.3897/phytokeys.205.76821

- Barneby, R. C. & Grimes, J. W. 1996. Silk tree, Guanacaste, Monkey’s earring: A generic system for the synandrous Mimosaceae of the Americas. Part I. Abarema, Albizia and allies. Memoirs of the New York Botanical Garden 74: 1-292.
- Bentham, G. 1844. Albizia. London Journal of Botany 3: 87.

- Brazil Flora Group. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia 66(4): 1085–1113.

-Chagas, A.P.; Dutra, V.F. 2020. Albizia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB82614>. Accessed on: 24 Apr. 2021

- Iganci, J.R.V. 2015. Albizia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

- Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B.; Lock, M. 2005. Legumes of the world. Royal Botanic Gardens, Kew, 577p.

- Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

- Lorenzi, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 2. Ed. Nova Odessa, SP: Editora Plantarum, 1998. 352 p.

Silva, A.S. da, J.M. Fernandes, e C.R.A. Soares. 2019 “Taxonomia do gênero Albizia (Leguminosae) no Estado de Mato.” Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer16: 1-14.

- Silva, M.F.; Souza, L.A.; Carreira, L.M. 2004. Nomes populares das Leguminosas do Brasil. Manaus, Edua.

Exsicatas

Herbários Reflora

Fabaceae - Moldenhawera brasiliensis Yakovlev

Flores pediceladas, zigomorfas (f. 1)
Filotaxia alterna espiralada (f. 2)
Folhas com folíolos opostos (f. 3)
Legume (f. 4)
Folha multijuga (f. 5)
Legume (f. 6)
Hábito (f. 7)
Arvoreta (f. 8)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Caesalpineae, Moldenhawera Schrad. 19 espécies (W3tropicos)

No Brasil ocorrem 12 espécies das quais 12 são endêmicas (Vivas, C.V.; Queiroz, L.P. 2020).

Moldenhawera Schrad. 

Árvore, ramo inerme. Estípula basifixa, lateral. Filotaxia alterna espiralada. Folha paripinada, nectário ausente, nervação broquidódroma, pecíolo menor que a raque. Inflorescência racemo axilar ou terminal. Flor pedicelada, actinomorfa, pentâmera, monoclina, hipógina; cálice dialissépalo, corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas, amarelas; androceu dialistêmone, heterodínamo, estames 10, 1 maior, anteras rimosas; gineceu simples, unicarpelar, unilocular, ovário súpero, pluriovulado. Fruto legume, linear, plano.


Moldenhawera brasiliensis Yakovlev, Botanicheskii Zhurnal (Moscow & Leningrad) 60(2): 220. 1975.

 Fotos: José Alves Siqueira, Brejo da Onça, Sento Sé, Bahia, Brasil.

Referência

-Brazil Flora Group. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia 66(4): 1085–1113.

- Lewis, G.P. 1987. Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Queiroz, L.P.de; Lewis, G.P. & Allkin, R. (1996) A Revision of the Genus Moldenhawera Schrad. (Leguminosae-Caesalpinioideae). Kew Bull. 54: 817-852.

-Vivas, C.V.; Queiroz, L.P. 2020. Moldenhawera in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB28148>. Accessed on: 13 Mar. 2021

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Herbário MO

sexta-feira, 12 de março de 2021

Fabaceae - Cochliasanthus caracalla (L.) Trew - feijão do mato - caracala-

Flor com corola cocleada, cálice tubuloso (f. 1)
Inflorescência racemo axilar (f. 2)
Estandarte cocleado (f. 3)
Cálice lilás, corola cocleada (f. 3)
Flor pedicelada (f. 4)
Estandarte cocleado (f. 5)
Vista lateral mostrando o cálice e a corola (f. 6)
Tubo do cálice maior que os lobos (f. 7)
Corola dialipétala (f. 8)
Quilha cocleada (f. 9)
Flor assimétrica (f. 10)
Corola cocleada (f. 11)
Vista lateral mostrando o estandarte e a ala lilás (f. 12)
Racemo (f. 13)
Folha trifoliolada, oval, raque menor que o pecíolo, nervação actinódroma (f. 14)
Botão (f. 15)
Legume linear, cilíndrico (f. 16)
Legume multiseminado (f. 17)
Testa lisa, hilo basal (f. 18)
Semente reniforme (f. 19)
Funículo breve (f. 21)
Folha trifoliolada (f. 22)
Folíolo oval (23)
Pulvino (f. 24)
Trepadeira (f. 25)
Trepadeira na mata (f. 26)
  Leguminosae, Papilionoideae, Phaseoleae, Cochliasanthus Trew, uma espécie (w3tropicos)

No Brasil ocorrem 1 espécies das quais 4 são endêmicas (Lima et al. 2015)



Cochliasanthus Trew

Trepadeira, ramos estriados, inermes, escabrosos. Filotaxia alterna-espiralada. Estípula lateral, basifixa. Folha ternada, pecíolo maior que a raque, folíolos deltoides, ovados, nervação actinódroma. Inflorescência axilar, racemo. Flor pedicelada, monoclina, assimétrica, hipógina; cálice gamossépalo, sépalas 5, corola papilionácea, pétalas 5, unguiculadas; estandarte cocleado, alas livres, quilha cocleada; androceu diadelfo, gineceu unicarpelar, unilocular, ovário pluriovulados, estilete piloso, estigma capitado. Fruto legume, linear, cilíndrico. Sementes reniforme, testa dura.

Cochliasanthus caracalla (L.) Trew, Plantae rariores quas maximam partem ipse in horto domestico coluit secundum notas suas examinavit et breviter explicavit nec non depingendas aerique incindendas curavit D.D. Christopherus Jacobus Trew edente Joanne Christophoro Keller pictore norimbergensi 1: 41, t. 10. 1763[1764].
Sinônimo Vigna caracalla (L.) Verdc.
Comentário
Esta espécie foi encontrada na mata do Hotel Serrano e na mata da Reserva do enhor Clesinho na Lagoa nova. Trata-se de uma trepadeira com ramos longos, escabrosos, flores enormes, que variam com de cor, apresenta odor suave. 


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Hotel Serrano, Serra do Martins, Rio Grande do Norte, Brasil


Referências

-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411 ).

- Delgado, A.; Thulin, M;  Pasquet, R.; Weeden, R. and Lavin, M.  2011. Vigna  (Leguminosae) sensu lato:   the names and identities of the american segregate genera. American Journal of Botany 98(10): 1694–1715.   


-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens

-Lewis, G.P. 1987. Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-São-Mateus, W.M.B.; Cardoso, D.; Jardim, J.G. & Queiroz, L.P. 2013. Papilionoideae (Leguminosae) na Mata Atlântica do Rio Grande do Norte, Brasil. Biota Neotropica 13: 315-362.  https://doi.org/10.1590/S1676-06032013000400028.

-Snak, C., Miotto, S.T.S., & Goldenberg, R. 2011. Phaseolinae (Leguminosae, Papilionoideae, Phaseoleae) no estado do Paraná, Brasil. Rodriguésia, 62(3), 695-716. https://doi.org/10.1590/2175-7860201162314



Exsicatas


Herbários Reflora 

quinta-feira, 11 de março de 2021

Fabaceae - Rhynchosia senna Gillies ex Hook. & Arn. -feijão do campo-

Planta prostrada, flor longipedicelada (f. 1)
Pedicelo maior que o pecíolo (f. 2)
Folha trifoliolada (f. 3)
Filotaxia alterna-espiralada (f. 4)
Folha trifoliolada (f. 5)
Folíolo com glândulas, flor pedicelada, legume com cálice persistente (f. 6)
Folíolos ovais, nervação actinódroma (f. 7)
Ramos prostrados (f. 8)
Dimensão (f. 8)
Leguminosae, Papilionoideae, Phaseoleae, Rhynchosia Lour. 1790. 230 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorre 19 espécies das quais 1 é endêmica (Fortunato 2015).

Rhynchosia Lour. 

Liana, trepadeira, subarbusto, caule costado ou plano, volúvel, inerme. Estípula basifixa. Filotaxia alterna-espiralada. Folha unifoliolada-trifoliolada; folíolos ovados, romboides, ápice agudo, cuspidado, margem inteira, base obtusa, arredondada, indumento presente na face adaxial e abaxial, membranáceo, nervação actinódroma, pecíolo maior que a raque, estipela presente. Inflorescência axilar, racemo ou pseudorracemo; brácteas inconspícuas. Flores breve-pediceladas, zigomorfas, monoclinas, hipóginas, pentâmeras; cálice campanulado, lobos 5, corola papilionácea, pétalas 5, unguiculadas, amarelas, estandarte com estrias; alas livres, quilhas unidas; androceu diadelfo, estames 10, anteras isomorfas; ovário séssil, pluriovulados, estilete curto, estigma capitado. Fruto tipo folículo ou legume, plano, falcado, moniliforme, oblongo, valvas coriáceas. Sementes reniformes, orbiculares, testa lisa, unicolor ou bicolor, hilo orbicular.

Rhynchosia senna Gillies ex Hook. & Arn., Botanical Miscellany 3: 199–200. 1833.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Quaraí, Rio Grande do Sul, Brasil.

Nome popular: pega-pega, mata-pasto



-Bezerra, L.M.P.A.; Candido, E.S.; Vargas, W.; Servilha, J.H.; Monteiro, T.C.; Fortuna-Perez, A.P. O gênero Rhynchosia (Leguminosae, Papilionoideae, Phaseoleae) no Brasil. Rodriguesia, v. 70, p. e04332017, 2019. https://doi.org/10.1590/2175-7860201970058.

-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: 10.1590/2175-7860201566411)

Fortunato, R.H. Rhynchosia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 07 Abr. 2015

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Perez, A.P.F.; Bezerra, L.M.P.A.; Cândido, E.S.; Santos-Silva, J. 2020. Rhynchosia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB101170>. Accessed on: 08 May 2021

-Queiroz, R.T.; Souza, B.I. e Borges Neto, I.O. 2020. Guia de Angiospermas dos Campos dos Areais do Sudoeste do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora compasso lugar-cultura.

-Rogalski, L.D. & Miotto, S.T.S. 2011a. O gênero Rhynchosia Lour. (Leguminosae- Papilionoideae) nos estados do Paraná e de Santa Catarina, Brasil. Revista Brasileira de Biociências 9: 332-349.

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Herbários Reflora

terça-feira, 9 de março de 2021

Fabaceae - Mimosa bifurca var. desmanthoides (Hoehne) Barneby

Glomérulo esferoide, androceu dialistêmone, filete rosa, e anteras amarelas (f. 1)
Flores sésseis, radiadas (f. 2)
Cálice gamossépalo, corola gamopétala, pétalas 4 (f. 3)
Ramo florido (f. 4)
Ramo com escala (f. 5)
Ramo com frutos (f. 6)
Craspédio estipitado (f. 7)
Craspédio inerme e plano (f. 8)
Pedúnculo curto (f. 9)
Escala mostrando a dimensão (f. 10)
Folhas multijugas (f. 11)
Planta servindo de substrato para um tico-tico (f. 12)
Habitat (f. 13)

 Leguminosae, Mimosoideae, Mimoseae, sect. Batocaulon, serie Stipellares (Barneby 1991); 490-510 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 358 espécies das quais 265 são endêmicas (Dutra e Morim 2015).

Mimosa L.
Erva, arbusto, árvore ou trepadeira, armadas ou inermes. Estípula caduca ou persistente. Folhas alternas, bipinadas. Inflorescência axilar, espiga ou glomérulo. Flores sésseis, hipóginas, actinomorfas, tubulosas; cálice gamossépalo; corola gamopétalas, androceu dialistêmone, diplo ou isostêmones, estames com filetes vistosos; gineceu 1 pistilo. Fruto tipo craspédio.

Mimosa bifurca var. desmanthoides (Hoehne) Barneby, Memoirs of The New York Botanical Garden 65: 251. 1991.

 Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Quaraí, Rio Grande do Sul, Brasil.

Referências

-Barneby, R.C. 1991. Sensitivae censitae: a description of the genus Mimosa Linnaeus (Mimosaceae) in the New World. Memoirs of the New York Botanical Garden 65:1-835.  

-Dutra, V.F.; Morim, M.P. Mimosa in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 09 Mai. 2015

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

-Queiroz, R.T.; Souza, B.I. e Borges Neto, I.O. 2020. Guia de Angiospermas dos Campos dos Areais do Sudoeste do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora compasso lugar-cultura.

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