sexta-feira, 18 de julho de 2014

Fabaceae - Galactia jussiaeana Kunth

Planta trifoliolada, folíolos elípticos, ápice retuso, legume plano-falcado (f. 1)
Folha com raque menor que pecíolo, racemos curtos, menores que o comprimento do pecíolo (f. 2)
Flores com corola papilionácea, rosas (f. 3) 

Leguminosae, Papilionoideade, Phaseoleae, Galactia 60 spp. (Lewis et al. 2005). 

No Brasil ocorrem 29 espécies das quais 16 são endêmicas (Fortunato 2015).

Galactia P. Browne

Subarbustos decumbentes, trepadeiras; ramos volúveis, inermes. Estípula 2, basifixa. Filotaxia alterna, espiralada. Folhas uni ou trifolioladas; folíolos elípticos, ovados oblongos, ápice retuso, agudo ou mucronado, face adaxial e abaxial glabro ou piloso, margem inteira, base obtusa, raque menor que o pecíolo; estipelas ausentes. Inflorescência racemo, axilar, pauciflora, brácteas caducas. Flor brevi-pedicelada, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice campanulado, lacínias 4, agudos, corola papilionácea, pétalas 5, unguiculadas, rosa, vinho, estandarte ovado, alas livres, quilha adnata; androceu monadelfo; antera homomórfica, rimosa; ovário séssil, pluriovulado. Fruto legume séssil, linear, plano, valvas 2, membranáceas.

Galactia jussiaeana Kunth, Mimoses 196–200, pl. 55. 1824. 

Trepadeiras, folhas compostas, trifolioladas, racemos curtos, flores lilás. Frutos arqueados.


Plantas eretas, decumbentes ou procumbentes. Cálice com quatro lacínios. Estandarte não giboso, sem calos. Legume linear, reto. Semente com arilo circular........................ Galactia (Barroso 1991).


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Fazenda Almas, São José dos Cordeiros, Paraíba, Brasil.

Referências

-Amorim, L.D. et al. Fabaceae na Floresta Nacional (FLONA) de Assú, semiárido potiguar, nordeste do Brasil. Rodriguésia [online]. 2016, vol.67, n.1 [cited 2021-04-24], pp.105-124.

-Barroso, G.M. Sistemática de Angiospermas do Brasil. UFV. Viçosa. 1991. 377p. v2.

-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411 ).

-Fortunato, R.H. 2015. Galactia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB29680>.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens

-Lewis, G. P. 1987. Legumes of Bahia. 1–369. Royal Botanic Gardens, Kew.

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.

O gênero Galactia P. Browne (Leguminosae,Papilionoideae) no Brasil
Ceolin, Guilherme Bordignon

Exsicatas

Herbário P



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Fabaceae - Calopogonium caeruleum (Benth.) C. Wright

 Pseudorracemo, flores sesseis, cálice tubuloso, corola papilionada, lacínios curtos, fruto legume, linear, plano (f. 1)
Inflorescência congesta (f. 2)
 
Pedúnculo com botões (f. 3)
Pétalas unguiculadas, cerúleas (f. 4)
Folha composta, trifoliolada, ovada (f. 5)

 Leguminosae, Papilionoideae, Phaseoleae, Calopogonium Desv. 6 espécies. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 4 espécies (Lima 2015).

Calopogonium Desv.

Liana ou trepadeira, ramos tricomatosos. Filotaxia alterna-espiralada. Estípula presente. Folha trifoliolada, folíolos romboides, membranáceos, actinódromos. Inflorescência axilar, pseudorracemo. Flor séssil a subséssil, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice gamossépalo, tubuloso, lacínios 5; corola papilionácea, pétalas 5, unguiculadas; androceu diadelfo; gineceu simples; ovário séssil, pluriovulados, estigma e estilete presente. Fruto seco, legume típico.

Calopogonium caeruleum (Benth.) C. Wright, Anales de la Academia de Ciencias Medicas . . . 5: 337. 1868[1869].

Basiônimo: Stenolobium caeruleum Benth., Commentationes de Leguminosarum Generibus 61. 1837.

Planta trepadeira, volúvel, ramo cilíndrico, serício, cinéreo. Estípulas 2, caduca. Filotaxia alterna, espiralada. Folha trifoliolada; folíolo ovado, ápice obtuso, margem inteira, folíolos basais base truncada, folíolo apical base obtusa, membranáceo, concolores, vilosos, raque 4x menor que o comprimento do pecíolo. Inflorescência axilar, pseudorracemo, longo, reto, laxo. Flor séssil, pequena, monoica; cálice campanulado, lacínios curtos, triangulares; corola papilionácea, pétalas 5, unguiculadas, lilás; estandarte ovado-orbicular, alas obovadas, livres, quilha adnata; androceu monadelfo, estames 10, gineceu 1, ovário súpero, pluriovulado. Fruto legume típico, plurisseminado, linear, plano, valvas lignosas, margem crenada, serícea. Semente numerosas, reniformes, hilo central.


Comentário

Esta espécie ocorre na Mata Atlântica da Paraíba, sendo fotografada na Pedra da Boca no município de Araruna.

EtimologiaCallis: grego = belo,  pogon, grego = barba.  Barba bela em alusão ao tricoma presente no fruto. Caeruleum - azul

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Pedra da Boca, Araruna, Paraíba, Brasil.

Referências

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.


-Carvalho-Okano, R.M. & Leitão Filho, H.F. 1985. Revisão taxonômica do gênero Calopogonium Desv. (Leguminosae - Lotoideae) no Brasil. Revista Brasileira de Botânica, 8: 31-45.

-Costa, R.K.A.; Queiroz, R.T. 2019. A tribo Phaseoleae (Leguminosae, Papilionoideae) na mata do Buraquinho, João Pessoa, Paraíba – Brasil. In book: Serie iniciados 21. Edition: 21. Editora ufpb.


-Dutra, V.F. 2020. Calopogonium in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB22851>. Accessed on: 07 May 2021


-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. ; Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens

-Lima, H.C. de Calopogonium in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 26 Mai. 2015

-Nascimento, J.B.S., A.L.S. Sales, e E.B. Souza. 2020. “Potencial de uso de leguminosas emuma área de mata atlântica na APA da bica do Ipu, Ceará.” Em Agricultura e desenvolvimento tecnológico no semiárido Publisher: Proex uva, por UVA, 215-230. Sobral: Proex-UVA. 

-Okano, R. M. d. C. (1982). Revisão taxonomica do genero calopogonium desv. no Brasil.

-Silva, E.D., & Martins, A.B. 2013. Leguminosae-Papilionoideae na Serra do Cabral, MG, Brasil. Hoehnea, 40(2), 293-314. https://doi.org/10.1590/S2236-89062013000200004

Exsicatas

Herbário K

terça-feira, 15 de julho de 2014

Fabaceae - Chamaecrista absus (L.) H.S. Irwin & Barneby

Filotaxia alterna, dística, ramos e legume híspido (f. 1) 
Racemo terminal, curto; flores laranja, pequenas (f. 2)
 Folha composta, bipinada, 4-foliolada, romboide, glabro (f. 3)
Folíolo com ápice agudo, mucronado, margem inteira, base assimétrica (f. 4) 
Racemo congesto, axilar, minúsculo (f. 5)
Semente oblonga com testa escura (f. 6)
Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae, Chamaecrista seção Grimaldia- Chamaecrista absus var. absus (Irwin; Barneby 1982).

Chamaecrista Moench.

Árvores, arbustos, ervas ou subarbustos, ramos cilíndricos, inerme, glabro ou indumento tector ou glandular. Estípulas laterais, basifixas. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folhas paripinadas, bi-tetra-hexa-plurifolioladas, nectário presente no pecíolo ou raques, glândula côncava, estipitada ou séssil. Inflorescências terminais ou axilares, cimosas ou racemos. Flores monoclinas, hipóginas, zigomorfas, diclamídeas, pediceladas, bractéolas 2; cálice dialissépalo, sépalas 5, heteromorfas; corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas heteromorfas, amarelas; androceu homo ou heteromorfo, estames 5-10, anteras com sutura lateral, lanceoladas. Legumes multiespérmicos, plano-compressos, lineares, valvas coriáceas com deiscências elásticas. Sementes com testa lisa, castanho ou enegrecido, hilo basal.


Esta seção é monoespecifica.

Chamaecrista absus  (L.) H. S. Irwin & Barneby, Memoirs of The New York Botanical Garden 35: 664. 1982.

Subarbusto decumbente.  Folhas com dois pares 2 pares de folíolos.  Inflorescências racemos curtos. Flores cremes.

Amplamente distribuída na Caatinga.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Estação Ecológica do Seridó - Rio Grande do Norte Brasil.

Referências

-Bentham, G.B. 1870. Flora brasiliensis 15(2): 131.

-Fernandes, A. & Nunes, E.P. 2005. Registros botânicos. Edições Livro Técnico, Fortaleza. 112p.

-Irwin, H.S.; Barneby, R.C. 1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 720.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Queiroz, R.T. & Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36: 725-736.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal.

-Rando, J.G.; Cota, M.M.T.; Conceição, A.S.; Barbosa, A.R.; Barros, T.L.A. 2020. Chamaecrista in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB621875>. Accessed on: 21 Apr. 2021

-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015



Exsicatas

MOP

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Fabaceae - Ctenodon viscidulus (Michx.) D.B.O.S. Cardoso & A. Delgado

Flor zigomorfa, corola papilionácea, amarela (f. 1)
Folha imparipinada flor longipedicelada (f. 2)
Frutos lomentos com 3 segmentos (f. 3)
Ramo híspido, fruto lomento (f. 4) 

Leguminosae - Papilionoideae - Dalbergieae - Ctenodon .


No Brasil são encontradas 49 espécies, das 26 são endêmicas. (Lima et al. 2015).

 Ctenodon Baill.

Subarbusto prostrado ou ereto; inerme. Estípula basifixa. Folhas imparipinadas, multijugas; folíolos alternos, pecíolo menor que o comprimento da raque. inflorescência racemo ou panícula. Flor pedicelada ou séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice gamossépalo, corola dialipétala, pétalas unguiculadas; androceu monadelfo, filetes livres curtos, anteras homomórficas, ovário estipitado; fruto lomento.


Ctenodon viscidulus (Michx.) D.B.O.S. Cardoso & A. Delgado, Neodiversity: A Journal of Neotropical Biodiversity 13: 30. 2020.

Sinônomo: Aeschynomene viscidula Michx.

Erva prostrada; ramos longos, cilíndricos, com tricomas  glandulares e hirsuto. Estípulas lanceoladas, não peltada. Folhas compostas, imparipinadas, folíolos 7-9, subalternos, obovados, ápice arredondado, mucronado, margem inteira, base assimétrica, pecíolo curto. Inflorescências, axilares, panículas, laxas; brácteas pouco desenvolvidas, ovadas; flores monoicas, pequenas, amarelas, cálice pequeno, campanulado, lacínios 5, verde, corola 5, amarelas, estames 10, diadelfo. Frutos séssil, lomento 2-3 segmentos, arqueado,  margem superior reta e margem inferior crenada.

Comentários

As plantas observadas de restinga e mata Atlântica com frutos apresentam constantemente com 2 segmentos, enquanto na caatinga apresentam 3.
Esta espécie apresenta hábito decumbente semelhante a Ctenodon falcata, C. brasiliensis e C. elegans.
Bentham (1862) coloca essas espécies num grupo que apresenta o hábito herbáceo, difuso ou prostrado, racemos axilares, folíolos brevemente longiorbiculados, legume pequeno articulado, legume com seio profundamente articulado. Bom no passo seguinte temos frutos com cálice pequeno e estipes curtos, e separa três espécies C. hystrix, C. viscidula e C. brasiliensis. A primeira espécie é um subarbusto ereto diferente das outras duas. Bentham (1862) em seu tratamento deve ter visto muito pouco material pois fala que C. histrix tem apenas 2 artículos e as demais 3. No material da restinga vemos que C. viscidula apresenta 2 artículos que tornaria a chave inviável.
C. viscidula e C. brasilianus  foram separados pelo tipo de indumento no fruto. C. viscidula tem legume patente e hirsuto e A. brasiliana fruto reflexo e glabro.

Lima et al. (2006) tratando das espécies do Mato Grosso do Sul, da ênfase ao tipo de estípula que pode ser peltada ou não peltada, e pelo fruto que pode ter ou não frutos unidos por istmos, sendo este caracteres referentes a seção Ochopodium. As espécies supracitadas entram naquelas nitidamente não peltadas e com frutos tendo os segmentos unidos por istmos,  seguindo o agrupamento semelhante ao de Bentham (1862).
Aqui C. histrix é contra ponto de C. brasilianus, no entanto, creio que tratam-se de espécies bem delimitadas C. viscidula e C. brasilianus são mais confusas, no entanto ao observar os materiais percebi que Bentham (1862) foi muito assertivo quando evidenciou os frutos glabros em C. brasilianus e hirsuto em C. viscidula, aqui evidenciamos para o fato de a primeira espécie tem fruto estipitado enquanto a segunda apresenta frutos sésseis.
Além disto C. brasilianus é uma espécie de cerrado presente mais na região centro-oeste e sudeste, enquanto C. viscidula ocorre na região nordeste.

C. elegans se distingue de C. viscidula pelo número de artículo, esta tem de 2-3 segmentos enquanto aquela tem sempre mais de cinto, além fruto com estipe longo, enquanto esta é séssil.

C. falcata é distinto de C. viscudula pelo fruto daquele que é longamente estipitado e este séssil.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Reserva das almas, Sumé, Paraíba, Brasil.

Referências

-Antunes, L.L.C. & Silva, M.J. da. 2018. Aeschynomene (Fabacaeae, Papilionoideae) no estado de Goiás, Brasil. Rodriguésia, 69(4), 2163-2207. https://doi.org/10.1590/2175-7860201869444

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015. https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Cardoso, D. B. O. S., C. M. J. Mattos, F. Filardi, A. Delgado Salinas, M. Lavin, P. L. R. Moraes, F. Tapia-Pastrana & H. C. Lima. 2020. A molecular phylogeny of the pantropical papilionoid legume Aeschynomene supports reinstating the ecologically and morphologically coherent genus Ctenodon. Neodiversity 13: 1–38.

-Fabaceae in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB617689>. Accessed on: 13 Nov. 2020

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lima, L.C.P. ; Oliveira, M.L.A.A.; Souza, V.C. 2015. Aeschynomene in Lista de Espécies da Flora do Brasil.

-Lima, L.C.P.; Sartori, A.L.B. & Pott, V.J. 2006. Aeschynomene L. (Leguminosae, Papilionoideae, Aeschynomeneae) no Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Hoehnea 33(4): 419-453

-Mendonça, S.A., Gadelha Neto, P.C., Perez, A.F., Caetano, A.P.S., & Queiroz, R.T. 2019. A tribo Dalbergieae (Leguminosae - Papilionoideae) em um trecho de Floresta Estacional Semidecidual das Terras Baixas, João Pessoa, Estado da Paraíba, Brasil. Hoehnea, 46(2), e622018. Epub August 05, 2019.https://doi.org/10.1590/2236-8906-62/2018

-Michaux, André. 1803. Aeschynomene viscidula Michx. Flora Boreali-Americana 2: 74–75.

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.
 

Exsicatas

Herbário Reflora

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Fabaceae - Cenostigma microphyllum (Mart. ex G. Don) E. Gagnon & G. P. Lewis

Botão coberto de tricomas glandulares, flor zigomorfa (f. 1)

 Panícula com flores pediceladas (f. 2)

 Panícula coberta de tricoma glanduloso rufo (f. 3)

 Inflorescência terminal (f. 4)
Racemo curto, pedicelo longo (f. 5)
Flor zigomorfa, guia de néctar no estandarte (f. 6)
Estames agrupados se opondo ao estandarte (f. 7)
Pétalas inferiores maiores que as superiores, estandarte diminuto (f. 8)
Flor zigomorfa, pétalas com ápice truncado (f.  9)
Cálice inferior, oblongo, protegendo os estames (f. 9)
 Filotaxia alterna dística, folha bipinada com 9 folíolos (f. 10)
Ramo com folhas bipinadas (f. 11)

Legume oblanceolado (f. 12)
  
Frutos imaturos (f. 13)
Semente imatura (f. 14)
Legume (f. 15)
Valvas mostrando as glândulas (f. 16)
Base do legume mostrando glândulas em toda a parte no pedicelo e na valva (f. 17)
Glândulas (f. 18)

Valva lenhosa contorcida (f. 19)
Semente imatura (f. 20)
Legumes (f. 21)
Legume internamente (f. 22)
Legume externamente (f. 23)
Legume e semente com testa castanho (f. 24)
Sementes obovais (f. 25)
Arbusto (f. 26)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Caesalpineae, Cenostigma  Tul. 18 espécies (W3tropicos 2021).

No Brasil ocorrem 7 espécies das quais 5 são endêmicas (Lewis 2015).

Cenostigma  Tul.

Árvore ou arbusto, ramo inerme. Estípula caduca. Filotaxia alterna espiralada. Folha bipinada ou imparipinada, nectário ausente, nervação broquidódroma, pecíolo menor que a raque. Inflorescência racemo ou panícula, terminal. Flor pedicelada, zigomorfa, pentâmera, monoclina, hipógina, cálice dialissépalo, corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas, androceu dialistêmone, estames 10, anteras rimosas; gineceu simples unicarpelar, unilocular, ovário súpero, pluriovulado. Fruto legume, linear, plano-achatado.

Cenostigma microphyllum (Mart. ex G. Don) E. Gagnon & G. P. Lewis, PhytoKeys 71: 89. 2016. 

Basiônimo: Caesalpinia microphylla Mart. ex G. Don A General History of the Dichlamydeous Plants 2: 431. 1832.

Árvore ou arbusto 3m alt.; tronco cilíndrico, lenticelado, cinzento, rugoso, esfoliante; ramos difusos, cilíndricos, lisos, inerme. Estípulas caducas. Folhas compostas bipinadas; folíolos 13-24; foliólulos oblongo ou romboides, ápice obtuso ou rotundo, margem inteira, base assimétrica a truncada, face adaxial e abaxial glabro, pecíolo menor que a raque. Inflorescência terminal, racemo; botões ovoides, dourados. Flor longi-pedicelada, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice dialissépalo, sépalas 5, concavas, membranáceas, corola dialipétala, pétalas 5 unguiculadas, carena acrescente, interna menor que as outras, amarelada, variegada de vermelho, ápice reflexo, 4 pétalas laterais imbricadas, oblongo-oboval; androceu dialistêmone, estames 10, filetes longos com indumento até 2/3, anteras elípticas, rimosas; gineceu unicarpelar, ovário súpero, estilete longo, estigma globoide, verde. Fruto legume típico, oblanceolado-oblongo, plano, valvas coriáceas, coberta de glândulas. Sementes obovada, planas, lisas castanhas.

Comentários


Cenostigma é um gênero que se caracteriza pelo hábito arbóreo, estípulas caducas, folhas bipinadas, inflorescência racemo ou panícula, flores com pedicelo articulado, zigomorfa, monoclina, hipógina,  diplostêmone, dialistêmone, filetes longos, antera rimosa e legume tipico com valvas lignosas.
Cenostigma microphyllum é facilmente reconhecida pelas folhas multijuga e foliólulos numerosos e pequenos.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, CRAD, Petrolina, Pernambuco, Brasil.


Referências

-Bentham, G1870. Flora Brasiliensis 15(2): 68. 

-Gaem, P.H. 2020. Cenostigma in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB605732>. Accessed on: 25 Apr. 2021

-Gagnom, E.; Bruneau A. , Hughes; C.E.; Queiroz, L.P. and Lewis, G.P. 2016. A new generic system for the pantropical Caesalpinia group (Leguminosae). PhytoKeys 71: 1–160

-Lewis, G.P. Poincianella in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 06 Mai. 2015

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lewis, G.P. (1994) Systematic Studies in Noetropical Caesalpinia L. (Leguminosae: Caesalpinioideae), including a revision of the Poincianella-Erythrostemon group. University of St. Andrews, St. Andrews, 237 pp.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Oliveira, F.G., Santos, F.D.S., Rocha, L. & Queiroz, L.P.D. (2026) An overlooked new species from the Caatinga: Cenostigma lewisii (Leguminosae). Phytotaxa 749 (1): 77–86. https://doi.org/10.11646/phytotaxa.749.1.5

-Queiroz, L.P. (2009) Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 913 pp.


Exsicatas

Herbário Reflora 



quarta-feira, 9 de julho de 2014

Fabaceae - Mucuna pruriens (L.) DC.

Alas e quilhas maiores que o estandarte (f. 1)
Pseudorracemo (f. 2)
Flores zigomorfas, pediceladas (f. 3)
Legume com estria alada e sementes com testa preta e hilo oblongo (f. 4)



Leguminosae, Papilionoideae, Phaseoleae, Mucuna Adams. 1763, 105 espécies (Lewis et al. 2005)


No Brasil ocorrem 7 espécies das quais 2 são endêmicas (Moura e Tozzi 2015).


Mucuna Adams.

Liana; ramos cilíndricos, indumento urente presente ou não, inerme. Filotaxia alterna-espiralada. Estípula presente, caducas. Folha trifoliolada; raque menor que o pecíolo, estipelas presentes. Inflorescência racemo, concaulescência presente ou axilar pêndula. Flores pediceladas, zigomorfas, monoclinas, hipóginas; cálice tubuloso, bilabiado, corola papilionácea, estandarte menor que as alas; alas livres; androceu diadelfo; ovário pluriovulados. Legume, plano, margem constrita entre as sementes. Sementes orbiculares, hilo linear.


Mucuna pruriens (L.) DC., Prodr. 2: 405. 1825.
 
Trepadeira. Trifoliolada. Inflorescência racemo. Frutos legume coberto por indumento urente.
Estandarte com tamanho muito inferior ao tamanho das alas.

Determinadora: Tânia Maria de Moura tmariamoura@gmail.com

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Mata Usina São José, Pernambuco, Brasil. (f.4. J.I.Melo, Sapé, Paraíba, Brasil).

Referências


-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411

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