terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fabaceae - Mimosa pudica L. - maliça -

Inflorescência glomérulo, estames livres, filetes longos, rosa, anteras amarelas (f. 1)
Frutos craspédio, planos, armados, folha com movimento nástico (f. 2)
Planta prostrada, inflorescências axilares, folha bipinada (f. 3)
Ramo pouco difuso, folha bipinada, folíolos 4, séssil, oblongos (f. 4)
               Brácteas lanceoladas, ramo híspido (f. 5)          
Folha bifoliolada (f. 6)
 Folha tetrafoliolada (f. 7)
Glomérulos  (f. 8)
Subarbusto decumbente  (f. 9)
Flores sésseis  (f. 10)
Filetes longos  (f. 11)
Craspédios armados  (f. 12)


Leguminosae,  Mimosoideae,  Mimoseae, sect. Mimosa, serie Pudicae, subserie   Pudicae   (Barneby 1991). 490-510 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 358 espécies das quais 265 são endêmicas (Dutra e Morim 2015).

Mimosa L.

Erva, arbusto, árvore ou trepadeira, armadas ou inermes. Estípula caduca ou persistente. Folhas alternas, bipinadas. Inflorescência axilar, espiga ou glomérulo. Flores sésseis, hipóginas, actinomorfas, tubulosas; cálice gamossépalo; corola gamopétalas, androceu dialistêmone, diplo ou isostêmones, estames com filetes vistosos; gineceu 1 pistilo. Fruto tipo craspédio.


Mimosa pudica L., Species Plantarum 1: 518. 1753.

Planta subarbustiva, decumbente; ramo pouco difuso, laxo, cilíndrico, híspido, armado, vinho. Estípula 2, estreitamente-triangular, estriada. Filotaxia alterna, dística. Folha bipinada, palmada, 2 pares de juga, oblongos; foliólulos múltiplos, oblongo, ápice mucronado, margem inteira, base assimétrica, pecíolo menor que o comprimento do folíolo, híspido, raque ausente. Inflorescência axilar, glomérulo, pedúnculo com comprimento igual ao do pecíolo. Flor séssil, monoica; cálice campanulado, 4 lacínios, corola tubulosa, 4 lobos, rosa; androceu dialistêmone, filetes longos, rosa, antera amarela, dorsefixa, rimosa; gineceu monocarpelar, pluriovulado, piloso. Fruto craspédio, plano, linear, armado.              

  
Comentário

Esta espécie é facilmente reconhecida pelo hábito decumbente, armada, folha bipinada, palmada, os frutos são armados.

Na Paraíba foi encontrada no município de Areia, Campus I.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Barão Geraldo, Campinas, São Paulo, Brasil.

Referências

-Barneby, R.C. 1991. Sensitivae censitae: a description of the genus Mimosa Linnaeus (Mimosaceae) in the New World. Memoirs of the New York Botanical Garden 65:1-835.    

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Dutra, V.F.; Morim, M.P. Mimosa in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 09 Mai. 2015

-Dutra, V.F.; Morales, M.; Jordão, L.S.B.; Borges, L.M.; Silveira, F.S.; Simon, M.F.; Santos-Silva, J.; Nascimento, J.G.A.; Ribas, O.D.S. 2020. Mimosa in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB18874>. Accessed on: 26 Apr. 2021

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.


 

Exsicatas

Herbário K 00791072



sábado, 14 de janeiro de 2012

O CHECKLIST DA FLORA DE MIRANDIBA, PERNAMBUCO: LEGUMINOSAE



Elisabeth Córdula, Luciano Paganucci de Queiroz & Marccus Alves

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Fabaceae - Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. - canafistula -


 Panículas laxas (f. 1)
 Pétalas fimbriadas, anteras laranjas (f. 2)
Botões globosos, pétalas fimbriadas e estames longos, anteras laranjas (f. 3)
Inflorescência laxa (f. 4)
Hábito arbóreo (f. 5)
Sâmaras elípticas, ápice agudo, base cuneada (f. 6)
Ramos estriados, estípulas (f. 7)
Foliólulos oblongos (f. 8)
Legumenosae, Caesalpinioideae, Caesalpinieae, Pelthophorum (Vogel) Benth. 5-7 spp. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorre apenas uma espécie (Lewis 2015).

Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. Die Natürlichen Pflanzenfamilien 3(3): 176. 1892.
Basiônimo: Caesalpinia dubia Spreng.

Árvore ca 10 m alt., copa fechada; tronco cilíndrico, liso, cinza; ramos cilíndricos, pouco difusos, estriados, indumento rufo. Estípulas lineares, ramificadas e caducas. Folhas compostas, bipinadas, 7-10 pares de jugas; foliólulos oblongos, ápice arredondado, mucronado, margem inteira, base assimétrica,  membranácea, nervura central marcada. Inflorescência terminal, panícula, laxa. Botões globosos. Flores pediceladas, monoclinas, assimétricas, diclamídea; cálice dialissépalo, 5, ovado, reflexo, verde com indumento rufo; corola dialipétala, 5, pétalas imbricadas, margem fimbriada, obovada, amarelas; androceu 10 estames, exsertos, filetes longos, anteras, elípticas, rimosas, dorsifixas, alaranjada; gineceu simples, ovário viloso, pauciovulado, rufo, estilete curto, estigma peltado. Fruto samaróide, elíptico, núcleo seminífero central, alas curtas, ocráceo.

Comentário

Espécie fácil de reconhecimento pelo hábito arbóreo, as folhas bipinadas, indumento rugo e os frutos samaróides. Apresenta floração muito chamativa, sendo o odor meio adocicado. Os frutos imaturos algumas vezes podem apresentar uma coloração vinácea. 


Plantas usada na arborização em diversas cidades como Campinas - SP, Brasília-DF

Na Paraiba é encontrada nas bordas de mata em Santa Rita, em João Pessoa no campus da UFPB

nome popular: Canafístula, Farinha-seca, Sobrasil, Faveira, Tamboril-bravo, Ibirá-puitá, Guarucaia, angico-amarelo

Referências

-Barroso, G. M. 1965. Leguminosas da Guanabara. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 18: 109–177. 

-Burkart, A. E. 1987. Leguminosae, Rafflesiaceae. 3: 442–738. In A. E. Burkart (ed.) Fl. Il. Entre Ríos. Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria, Buenos Aires.


-Cruz, A. M. S. 2019. A subfamília caesalpinioideae DC. (FABACEAE LINDL.) na mata atlântica da Paraíba. Monografia. Departamento de Sistemática e Ecologia. UFPB.

-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461.

-Lewis, G. P. 1987. Legumes of Bahia. 1–369. In G. P. Lewis Legumes of Bahia.. Royal Botanic Gardens, Kew.

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

-Lewis, G.P. Peltophorum in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 26 Mar. 2015

Exsicatas

Herbário P


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Fabaceae - Dalbergia nigra (Vell.) Allemao ex Benth. - jacarandá -

Inflorescência congesta, flores brancas (f. 1)
Ramos densamente floridos, perfumados (f. 2)
Flores e frutos (f. 3)
Ramos longos finos (f. 4)
Frutos sâmara, glabra (f. 5)
Folha composta, folíolos alternos, glabros, oblongos (f. 6)

Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae, Dalbergia L.f. 250 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 40 espécies, das quais 21 são endêmicas (Filardi et al. 2024).

Dalbergia L.f.

Arbusto,  árvore ou liana. Estípula lateral, basifixa. Folha, alterna, imparipinada; uni-plurifoliolada; folíolos alternos, estipelas ausentes. Inflorescência panícula axilar ou terminal. Flor brevi-pedicelada, zigomorfa, monoclina, hipógina, cálice campanulado, 5 dentado, corola papilionácea, pétalas unguiculadas, alva, alaranjada, roxa; androceu monadelfo; antera homomórfica; ovário estipitado. Fruto tipo sâmara, núcleo seminífero central, estipitado, plano, inerme. Semente reniforme, plana.

Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth., Journal of the Linnean Society, Botany 4(Suppl.): 36. 1860.
Basiônimo: Pterocarpus niger Vell., Florae Fluminensis, seu, Descriptionum plantarum parectura Fluminensi sponte mascentium liber primus ad systema sexuale concinnatus 300.

Árvore com 5 m. Folhas compostas; folíolos alternos. Flores brancas, perfumadas. Frutos samaróides com núcleo espermático central.



Nome popular: Jacarandá-da-bahia

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Embrapa Cenargen, Brasília, Distrito Federal (f. 1-3), Barão Geraldo, Campinas, São Paulo, (f. 4-6), Brasil.

Referências

-Barroso, G. M. 1965. Leguminosas da Guanabara. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 18: 109–177.

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015. https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Filardi, F.L.R.; Lima, H.C.; Cardoso, D.B.O.S. 2020. Dalbergia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB22908>. Accessed on: 18 May 2021

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lima, H.C. de Dalbergia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 01 Jun. 2015

Exsicatas


Herbário P e Reflora