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terça-feira, 17 de março de 2026

Libidibia parvifolia (Benth.) F.G.A.Oliveira & L.P.Queiroz - jucá- pau-ferro

Flores de até 1 cm compr. (f. 1)
Tamanho da flor com relação ao dedo (f. 2)
Panícula com de racemo (f. 3)
Racemo corimbiforme (f. 4)
Botões e flores (f. 5)
Flor pedicelada (f. 6)
Pedúnculo longo (f. 7)
Tamanho do ramo (f. 8)
Botões (f. 9)
Estames com filetes longos (f. 10)
corola patente (f. 11)
Flores (f. 12)
Copa assimétrica (f. 13)
Árvore cerca de 5 m (f. 14)
Caule tipo tronco esfoleante (f. 15)
Árvore (f. 16)
Árvore (f. 17)
Legume nucoide (f. 18)
Epicarpo liso (f. 19) 
Ramo (f. 20)
Folha mutijuga (f. 21)
Folíolos e foliólulos diminutos (f. 22)


Leguminosae, Caesalpinioideae, Caesalpinieae, Libidibia (DC.) Schltdl. 10 espécies. (W3tropicos 2015).

No Brasil ocorrem 5 espécies das quais 4 são endêmicas (Oliveira & Fernando 2024).


Libidibia (DC.) Schltdl.

Libidibia (DC.) Schltdl., Linnaea 5: 192. 1830.

Árvore, tronco cilíndrico, liso, esfoliante, variegado de cinza com verde; copa muito fechada, assimétrica; ramos difusos, cilíndricos, pubescentes. Estípulas caducas. Folhas compostas, bipinadas, 3-8 pares de juga, opostas; foliólulos 5-15, opostos, oblongos, ápice arredondado, margem inteira, base assimétrica, discolores, coriáceo, faces adaxial e abaxial pubescente. Inflorescência terminal, racemo, laxo. Botão ovoide. Flores pediceladas, monoica; hipanto curto; cálice dialisépalo, pétalas 5, ovadas, esverdeada; corola 5, amarelas, pétalas imbricadas, orbiculares, carena variegada de vermelho, parte superior reflexa; androceu 10,  estames com filetes longos com tricomas na base, anteras castanhas, elípticas, dorsifixas, rimosas; gineceu séssil, ovário curto, estilete curto, estigma achatado, verde. Fruto câmara seca (legume nucóide), oblonga, castanha, indeiscente, plana, pubescente, imatura verde.



Basinônimo:  Caesalpinia ferrea var. parvifolia Benth.

Comentário

Espécie fácil de ser reconhecida, pela copa assimétrica, tronco liso, foliólulos oblongos e o fruto câmara indeiscente.

Na Paraíba pode ser encontrada tanto na Mata Atlântica como na Caatinga. 

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Campos I, UFPB, João Pessoa, Paraíba, Brasil
Nome popular: Pau ferro, jucá

Uso: Planta muito usada na arborização urbana, madeireira, medicinal.

 Referência

-Barroso, G. M. 1965. Leguminosas da Guanabara. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 18: 109–177.

-Bentham, G. 1870. Flora Brasiliensis 15(2): 69.

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Córdula, E., Morim, M.P., & Alves, M. 2014. Morfologia de frutos e sementes de Fabaceae ocorrentes em uma área prioritária para a conservação da Caatinga em Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, 65(2), 505-516. https://doi.org/10.1590/S2175-78602014000200012

-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461.

-Gaem, P.H. 2020. Cenostigma in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB605732>. Accessed on: 25 Apr. 2021

-Gagnom, E.; Bruneau A. , Hughes; C.E.; Queiroz, L.P. and Lewis, G.P. 2016. A new generic system for the pantropical Caesalpinia group (Leguminosae). PhytoKeys 71: 1–160

-Lewis, G.P. Poincianella in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 06 Mai. 2015

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lewis, G.P. (1994) Systematic Studies in Noetropical Caesalpinia L. (Leguminosae: Caesalpinioideae), including a revision of the Poincianella-Erythrostemon group. University of St. Andrews, St. Andrews, 237 pp.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Maia-Silva, C.; Silva, C. I.; Hrncir M.; Queiroz, R. T. de; Imperatrizfonseca, V. L. Guia de Plantas Visitadas por Abelhas. 1ª ed. Fortaleza: Editora Fundação, 2012. 191 p.


-Oliveira, F.G., Santos, F.d.S., Lewis, G.P. et al. Publisher Correction to: Reassessing the taxonomy of the Libidibia ferrea complex, the iconic Brazilian tree “pau-ferro” using morphometrics and ecological niche modeling. Braz. J. Bot 47, 1221–1223 (2024). https://doi.org/10.1007/s40415-024-01020-z

-Oliveira, F.G.; Fernando, E.M.P. Libidibia in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB109827>. Acesso em: 29 Oct. 2024

-Oliveira, F.G.; Fernando, E.M.P. 2020. Libidibia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB109828>. Accessed on: 28 Apr. 2021

-Queiroz, L.P. (2009) Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 913 pp.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.




Exsicatas


quarta-feira, 11 de março de 2026

Fabaceae - Libidibia juca (Glaz.) F.G. Oliveira & L.P. Queiroz - juca - pau-ferro-

Flor com sépalas ovadas, pétalas orbiculares, imbricadas, carena com guias de néctar vermelho, filetes longos com tricomas na base, anteras elípticas (f. 1) 
Flor pedicelada, pedicelo articulado, sépalas caducas (f. 2)
 Face abaxial dos foliólulos, discolores e oblongos (f. 3)
Fruto tipo câmara (f. 4)
Flores zigomorfas (f. 9)
Solo com flores (f. 10)
Estames dialistêmones e Homodínamos (f. 11)
Ramo lenticelado (f. 12)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Caesalpinieae, Libidibia (DC.) Schltdl. 10 espécies. (W3tropicos 2015).

No Brasil ocorrem 5 espécies das quais 4 são endêmicas (Oliveira & Fernando 2024).


Libidibia 

Árvore, tronco cilíndrico, liso, esfoliante, variegado de cinza com verde; copa muito fechada; ramos difusos, cilíndricos, pubescentes. Estípulas caducas. Folhas compostas, bipinadas, 3-8 pares de juga, opostas; foliólulos 5-6, opostos, oblongos, ápice arredondado, margem inteira, base assimétrica, discolores, coriáceo, faces adaxial e abaxial pubescente. Inflorescência terminal, racemo, laxo. Botão ovoide. Flores pediceladas, monoica; hipanto curto; cálice dialisépalo, pétalas 5, ovadas, esverdeada; corola 5, amarelas, pétalas imbricadas, orbiculares, carena variegada de vermelho, parte superior reflexa; androceu 10,  estames com filetes longos com tricomas na base, anteras castanhas, elípticas, dorsifixas, rimosas; gineceu séssil, ovário curto, estilete curto, estigma achatado, verde. Fruto câmara seca, oblonga, castanha, indeiscente, plana, pubescente, imatura verde.

Libidibia juca (Glaz.) F.G. Oliveira & L.P. Queiroz


Comentário

Espécie fácil de ser reconhecida, pela copa assimétrica, tronco liso, foliólulos oblongos e o fruto câmara indeiscente.

Na Paraíba pode ser encontrada tanto na Mata Atlântica como na Caatinga. 

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Campos I, UFPB, João Pessoa, Paraíba, Brasil
Nome popular: Pau ferro, juca

Uso: Planta muito usada na arborização urbana, madeireira, medicinal.

 Referência

-Barroso, G. M. 1965. Leguminosas da Guanabara. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 18: 109–177.

-Bentham, G. 1870. Flora Brasiliensis 15(2): 69.

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Córdula, E., Morim, M.P., & Alves, M. 2014. Morfologia de frutos e sementes de Fabaceae ocorrentes em uma área prioritária para a conservação da Caatinga em Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, 65(2), 505-516. https://doi.org/10.1590/S2175-78602014000200012

-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461.

-Gaem, P.H. 2020. Cenostigma in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB605732>. Accessed on: 25 Apr. 2021

-Gagnom, E.; Bruneau A. , Hughes; C.E.; Queiroz, L.P. and Lewis, G.P. 2016. A new generic system for the pantropical Caesalpinia group (Leguminosae). PhytoKeys 71: 1–160

-Lewis, G.P. Poincianella in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 06 Mai. 2015

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lewis, G.P. (1994) Systematic Studies in Noetropical Caesalpinia L. (Leguminosae: Caesalpinioideae), including a revision of the Poincianella-Erythrostemon group. University of St. Andrews, St. Andrews, 237 pp.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Maia-Silva, C.; Silva, C. I.; Hrncir M.; Queiroz, R. T. de; Imperatrizfonseca, V. L. Guia de Plantas Visitadas por Abelhas. 1ª ed. Fortaleza: Editora Fundação, 2012. 191 p.


-Oliveira, F.G., Santos, F.d.S., Lewis, G.P. et al. Publisher Correction to: Reassessing the taxonomy of the Libidibia ferrea complex, the iconic Brazilian tree “pau-ferro” using morphometrics and ecological niche modeling. Braz. J. Bot 47, 1221–1223 (2024). https://doi.org/10.1007/s40415-024-01020-z

-Oliveira, F.G.; Fernando, E.M.P. Libidibia in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB109827>. Acesso em: 29 Oct. 2024

-Oliveira, F.G.; Fernando, E.M.P. 2020. Libidibia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB109828>. Accessed on: 28 Apr. 2021

-Queiroz, L.P. (2009) Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 913 pp.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.




Exsicatas


terça-feira, 29 de outubro de 2024

Libidibia leiostachya (Benth.) F.G.Oliveira & L.P.Queiroz - Pau-ferro -


Racemo (f. 1)
Hábito arbóreo (f. 2)
Tronco cilíndrico, liso, verde e cinza (f. 3)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Caesalpinieae, Libidibia (DC.) Schltdl. 10 spp. (W3tropicos 2015).

No Brasil ocorrem 5 espécies das quais 4 são endêmicas (Oliveira & Fernando 2024).



Libidibia ferrea var. leiostachya (Benth.) L.P. Queiroz, Neodiversity 5: 11. 2010.

BasiônimoCaesalpinia ferrea Mart., Reise Bras. 2: 611. 1828.

Árvore ou arbusto com até 3 metros de altura; tronco cilíndrico, liso, esfoliante, variegado de cinza com verde; copa muito fechada; ramos difusos, cilíndricos, pubescentes. Estípulas caducas. Folhas compostas, bipinadas, 3-4 pares de juga, opostas; foliólulos 5-6, opostos, oblongos, ápice arredondado, margem inteira, base assimétrica, discolores, coriáceo, faces adaxial e abaxial pubescente. Inflorescência terminal, racemo, laxo. Botão ovoide. Flores pediceladas, monoica; hipanto curto; cálice dialisépalo, pétalas 5, ovadas, esverdeada; corola 5, amarelas, pétalas imbricadas, orbiculares, carena variegada de vermelho, parte superior reflexa; androceu 10,  estames com filetes longos com tricomas na base, anteras castanhas, elípticas, dorsifixas, rimosas; gineceu séssil, ovário curto, estilete curto, estigma achatado, verde. Fruto câmara seca, oblonga, castanha, indeiscente, plana, pubescente, imatura verde.

Comentário

Espécie fácil de ser reconhecida, pela copa assimétrica, tronco liso, foliólulos oblongos e o fruto câmara indeiscente.


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz - (f. 1-3) Barão Geraldo, Campinas - SP.


Nome popular: Pau ferro

Uso: Planta muito usada na arborização urbana, madeireira.

 Referência

-Barroso, G. M. 1965. Leguminosas da Guanabara. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 18: 109–177.

-Bentham, G. 1870. Flora Brasiliensis 15(2): 69.

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Córdula, E., Morim, M.P., & Alves, M. 2014. Morfologia de frutos e sementes de Fabaceae ocorrentes em uma área prioritária para a conservação da Caatinga em Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, 65(2), 505-516. https://doi.org/10.1590/S2175-78602014000200012

-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461.

-Gaem, P.H. 2020. Cenostigma in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB605732>. Accessed on: 25 Apr. 2021

-Gagnom, E.; Bruneau A. , Hughes; C.E.; Queiroz, L.P. and Lewis, G.P. 2016. A new generic system for the pantropical Caesalpinia group (Leguminosae). PhytoKeys 71: 1–160

-Lewis, G.P. Poincianella in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 06 Mai. 2015

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lewis, G.P. (1994) Systematic Studies in Noetropical Caesalpinia L. (Leguminosae: Caesalpinioideae), including a revision of the Poincianella-Erythrostemon group. University of St. Andrews, St. Andrews, 237 pp.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Maia-Silva, C.; Silva, C. I.; Hrncir M.; Queiroz, R. T. de; Imperatrizfonseca, V. L. Guia de Plantas
 Visitadas por Abelhas. 1ª ed. Fortaleza: Editora Fundação, 2012. 191 p.

-Oliveira, F.G., Santos, F.d.S., Lewis, G.P. et al. Publisher Correction to: Reassessing the taxonomy of the Libidibia ferrea complex, the iconic Brazilian tree “pau-ferro” using morphometrics and ecological niche modeling. Braz. J. Bot 47, 1221–1223 (2024). https://doi.org/10.1007/s40415-024-01020-z

-Oliveira, F.G.; Fernando, E.M.P. Libidibia in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB109827>. Acesso em: 29 Oct. 2024

-Oliveira, F.G.; Fernando, E.M.P. 2020. Libidibia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB109828>. Accessed on: 28 Apr. 2021

-Queiroz, L.P. (2009) Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 913 pp.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.



sexta-feira, 12 de abril de 2024

Fabaceae - Chloroleucon acacioides (Ducke) Barneby & J.W. Grimes

Ramo com fruto (f. 1)
Ramo armado com espinho (f. 2)
Folha bipinada (f. 3)
Planta lenhosa com fruto espiralado (f. 3)

Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Chloroleucon (Benth.) Britton & Rose. 10 espécies. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem sete espécies das quais três são nativas (Iganci 2015).

Chloroleucon (Benth.) Britton & Rose

Árvore; ramo com espinho presente. Estípula lateral, basifixa. Folha alterna, dística, bipinada. Nectário extrafloral presente no pecíolo. Inflorescência axilar, glomérulo. Flor séssil, bractéolas ausentes, hipanto ausente, actinomorfa, monoclina, hipógina, polistêmone, prefloração valvar; cálice gamossépalo, corola gamopétala, androceu monadelfo, homomorfo, anteras rimosa; fruto câmara, valvas coriáceas.

 Chloroleucon acacioides (Ducke) Barneby & J.W. Grimes, Mem. New York Bot. Gard. 74(1): 141. 1996.

Baniônimo: Pithecellobium acacioides Ducke, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 3: 69. 1922.

Nome popular:  Arapiraca, esponjeira, jurema


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Rio Tinto, Paraíba, Brasil.

Referências

-Almeida, P.G.C.; Souza, E.R., Queiroz, L.P. 2015.  Flora of Bahia: Leguminosae – Chloroleucon Alliance (Mimosoideae: Ingeae). Sitientibus série Ciências Biológicas. 15: 1-22. 10.13102/scb289

- Barneby, R. C. & Grimes, J. W. 1996. Silk tree, Guanacaste, Monkey’s earring: A generic system for the synandrous Mimosaceae of the Americas. Part I. Abarema, Albizia and allies. Memoirs of the New York Botanical Garden 74: 1-292.

-Brazil Flora Group. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia 66(4): 1085–1113.

-Córdula, E., Morim, M.P., & Alves, M. 2014. Morfologia de frutos e sementes de Fabaceae ocorrentes em uma área prioritária para a conservação da Caatinga em Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, 65(2), 505-516. https://doi.org/10.1590/S2175-78602014000200012


-Iganci, J.R.V. Chloroleucon in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 15 Mai. 2015

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens. 

-Lewis, G.P. 1987. Legumes of Bahia. London: Royal Botanic Gardens Kew, 369 p.

-Matos, S.S., Melo, A.L.; & Santos-Silva, J. 2019. Clado Mimosoide (Leguminosae-Caesalpinioideae) no Parque Estadual Mata da Pimenteira, Semiárido de Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, 70, e01902017. Epub March 18, 2019. https://doi.org/10.1590/2175-7860201970007

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 

-Rodrigues E.M.; Queiroz, R.T.; Silva, L.; Monteiro, F.K.S.; Melo, J.I.M.. Fabaceae em um afloramento rochoso no Semiárido brasileiro. Rodriguésia [Internet]. 2020. https://doi.org/10.1590/2175-7860202071025.

-Souza, E.R. 2020. Chloroleucon in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB18404>. Accessed on: 23 Apr. 2021

Exsicatas


quinta-feira, 4 de abril de 2024

Advances in Legume Systematics 14. Classification of Caesalpinioideae. Part 2: Higher-level classification

Senegalia bahiensis (Benth.) Seigler & Ebinger

Bruneau A, Queiroz LP, Ringelberg JJ, Borges LM, Bortoluzzi RLC, Brown GK, Cardoso DBOS, Clark RP, Conceição AS, Cota MMT, Demeulenaere E, Duno de Stefano R, Ebinger JE, Ferm J, Fonseca-Cortés A, Gagnon E, Grether R, Guerra E, Haston E, Herendeen PS, Hernández HM, Hopkins HCF, Huamantupa-Chuquimaco I, Hughes CE, Ickert-Bond SM, Iganci J, Koenen EJM, Lewis GP, Lima HC, Lima AG, Luckow M, Marazzi B, Maslin BR, Morales M, Morim MP, Murphy DJ, O’Donnell SA, Oliveira FG, Oliveira ACS, Rando JG, Ribeiro PG, Ribeiro CL, Santos FS, Seigler DS, Silva GS, Simon MF, Soares MVB, Terra V (2024) Advances in Legume Systematics 14. Classification of Caesalpinioideae. Part 2: Higher-level classification. PhytoKeys 240: 1-552. https://doi.org/10.3897/phytokeys.240.101716


quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Fabaceae - Hydrochorea corymbosa (Rich.) Barneby & J.W.Grimes - Paricazinho

Inflorescência tipo umbela, presença de botões d flores (F. 1)
Pedúnculo mais longo que o comprimento das flores, folhas bipinadas (f. 2)
Flores com filetes longos com comprimento maior que o comprimento do pedicelo (f. 3)
Filotaxia alterna-espiralada (f. 4)

 Leguminosae, Clado Mimosida, Ingeae, Hydrochorea Barneby & J.W. Grimes 11 espécies (legumedata 2024).

No Brasil ocorrem seis espécies, das quais uma é endêmica (Soares 2020)

Hydrochorea Barneby & J.W. Grimes, Mem. New York Bot. Gard. 74(1): 23. 1996.

Árvore, ramo inerme. Estípula basifixa, lateral, caduca. Filotaxia alterna espiralada. Folhas bipinadas, glândulas presentes, pecíolo maior que a raque. Inflorescência axilar, umbela. Flor pedicelada, dimorfa, actinomorfa, pentâmera, monoclina, hipógina, cálice gamossépalo, sépalas 5, corola gamopétala, lobos 5, androceu monadelfo, polistêmone, estames monocromados; gineceu unicarpelar, unilocular, ovário súpero, pluriovulado. Fruto folículo, linear.

Hydrochorea corymbosa (Rich.) Barneby & J.W. Grimes, Mem. New York Bot. Gard. 74(1): 27. 1996.

Fotos: Profa. Dra. Ana Kelly Koch Araújo Silva, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil.


Referências

-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411).

-BFG. Brazilian Flora 2020: Innovation and collaboration to meet Target 1 of the Global Strategy for Plant Conservation (GSPC). Rodriguésia, v.69, n.4, p.1513-1527. 2018. (https://doi.org/10.1590/2175-7860201869402).

-Morim, M.P.,Soares, M.V.B. 2015. Hydrochorea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil2015.jbrj.gov.br/FB22970)

-Soares, M. V. B., E. J. M. Koenen, J. R. V. Iganci & M. P. Morim. 2022. A new generic circumscription of Hydrochorea (Leguminosae, Caesalpinioideae, mimosoid clade) with an amphi-Atlantic distribution. PhytoKeys 205: 401-437.

-Soares, M.V.B. 2020. Hydrochorea in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (https://floradobrasil2020.jbrj.gov.br/FB22970).

Exsicatas

Herbário Reflora

sábado, 14 de maio de 2022

Fabaceae - Inga tripa F.C.P.Garcia & A.P.Chagas - inga -

Inflorescência congesta com flores pediceladas
Ramo florido com inflorescências axilares
Flores murchas 
Flores polistêmones, com androceu monadelfo
Inflorescência congesta
Inflorescência longipedunculada
Estames com filetes alvos e longos
Densa floração
Eixo da inflorescência mostrando as flores pediceladas
Flores gamopétalas 
Tubo do androceu menor que o comprimento do tubo da corola
Flores pediceladas e polistêmones
Raque menor que o pedicelo
Fruto bacoide linear
Pedúnculo da inflorescência
Fruto estipitado, moniliforme, segmentos constrictos
Fruto maduro com pouca formação de semente
Valvas côncavo convexas
Semente elpsoide
Árvore
Folha hexafoliolada
Folha tetrafoliolada
Estípula linear
Glândulas 1 por par de folíolos
Nervação broquidódroma
Ramo inerme
Glândula
Folhas maduras, com folíolos elípticos, glabros
Folha com folíolos glabros 

 Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Inga Mill., Sect. Leptinga  300 espécies. (Lewis et al. 2005, Pennington 1997, Garcia et al. 2021).

No Brasil são encontradas 131 espécies das quais 51 são endêmicas (Garcia e Fernandes 2015).

Inga Mill.

Árvore, ramo inerme, estípula presente. Folha paripinada, raque alada ou não, glândulas presentes. Inflorescência espiga ou racemo. Flor séssil ou pedicelada, pentâmeras, actinomorfa, monoclina, hipógina, polistêmone, cálice gamossépalo, corola gamopétala, androceu monadelfo, gineceu simples, ovário séssil, pluriovulado. Fruto baga; semente com arilo.

Inga tripa F.C.P.Garcia & A.P.Chagas, Phytotaxa 521(2): 95-104.
Tipo:—BRAZIL. Espírito Santo: Santa Teresa, Estação Biológica da Caixa D’agua, 17 April 1985 (fl.), W. Boone 384 (holotype: VIES!; isotypes: CEPEC, HUEFS, HRCB!, MBML!, RB!). 

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Praça da Paz, João Pessoa, Paraíba, Brasil.


Nome popular: inga

Referências

-Chagas, A.P. 2014. Ingeae Benth. (Leguminosae, Mimosoideae) no Espírito Santo, Brasil. M.S. thesis, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 109 pp.

-Fernandes, J.M. & Garcia, F.C.P. 2021. Inga ciatiformis (Leguminosae): A new species from the Atlantic Forest, Brazil. Phytotaxa 505: 213–220. https://doi.org/10.11646/phytotaxa.505.2.7

-Garcia, F.C.P.; Fernandes, J.M. 2015. Inga in Lista de espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 23 fev. 2015.

-Garcia, F.C.P.; Chagas, A.P.; Dutra, V.F. Two new species of Inga (Fabaceae-mimosoid clade) from the Atlantic Forest, Brazil.  Phytotaxa 521(2): 95-104. DOI: https://doi.org/10.11646/phytotaxa.521.2.3

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Mata, M.F. O gênero Inga (Leguminosoe, Mimosoideae) no Nordeste do Brasil: citogenética, taxonomia e tecnologia de sementes. 2009. 183 f. Tese (Doutorado em Agronomia) - Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2009.

-Pennington, T.D. 1997. The Genus Inga. Botany. Royal Botanical Garden. p. 844.