quarta-feira, 23 de maio de 2012

Fabaceae - Anadenanthera peregrina (L.) Speg.

Inflorescência glomérulo, estames brancos (f. 1)
Fruto folículo, linear, plano, valvas lenhosas (f. 2)
Galho com frutos (f. 3)
Folhas compostas, bipinadas (f. 4)
folíolos oblongos (f. 5)
Tronco liso, cilíndrico (f. 6)
Tronco ramificado (f. 7)
Estrias no tronco (f. 8)
Fruto imaturo (f. 9)
Fruto linear, plano, margem crenada (f. 10)
Valvas marrons (f. 11)
Valvas verrucosas (f. 12)
Ramo densamente frutificado (f. 13)
Fruto estipitado (f. 14)
Valvas lenhosas (f. 15)

Leguminosae, Mimosoideae, Mimoseae, Anadenanthera Spreg 2 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem duas espécies (Morim 2015).

Anadenanthera Spreg
Árvores, tronco cilíndrico, liso, inerme ou apresentando projeções cônico-espinescente, ramos cilíndricos, lenticelados, inermes. Estípula ausente. Filotaxia alterna-espiralada. Folhas bipinadas, multijuga, nectário oblongo, côncavo presente no pecíolo, raque menor que o pecíolo; folíolos oblongos, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica, odor presente. Inflorescência axilar, glomérulo. Flor monoclina, actinomorfa, hipógina, diplostêmone; cálice gamossépalo, corola gamopétala, tubulosa, alva, lobos 5, androceu dialistêmone, estames 10, filetes alvos, anteras amarelas, rimosas; gineceu simples, ovário menor que o estilete. Fruto folículo, linear, plano, liso ou verrucoso, constrito entre as sementes. Sementes orbiculares ou oblongas, testa lisa.

Anadenanthera peregrina (L.) Speg. Physis. Revista de la Sociedad Argentina de Ciencias Naturales 6: 314. 1923.

Comentários


Planta com alto potencial econômico. Sua madeira pode ser usada na construção civil e como lenha. Suas cascas são usadas para curtir pele animal. As folhas quando murchas produzem ácido cianídrico que pode provocar morte em animais por intoxicação.

Nome popular: Angico

Fotos: Lucas de Almeida (f. 1-2), Espírito Santo; Rubens Teixeira de Queiroz, Unicamp, Barão Geraldo, Campinas, São Paulo, Brasil.

Referências

https://www.biodiversitylibrary.org/page/40694423#page/181/mode/1up

- Altschul, S. R. 1964. A taxonomic study of the genus Anadenanthera. Contr. Gray Herb. 193: 3–65

-Amorim, L.D.M. de et al. Fabaceae na Floresta Nacional (FLONA) de Assú, semiárido potiguar,
nordeste do Brasil. Rodriguésia [online]. 2016, vol.67, n.1 [cited 2021-04-22], pp.105-124.


-Ducke, A. 1953. As Leguminosas de Pernambuco e Paraiba. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 51: 417–461

-Lewis, G. P., Schrire, B., Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the word. Royal Botanic Gardens, Kew

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

-Lima, M.P.M. 1985. Morfología dos frutos e sementes dos gêneros da tribo Mimoseae (Leguminosae-Mimosoideae) aplicada à sistemática. Rodriguésia, 37(62), 53-78. https://dx.doi.org/10.1590/2175-78601985376206

-Maia-Silva, C.; Silva, C. I.; Hrncir M.; Queiroz, R. T. de; Imperatrizfonseca, V. L. Guia de Plantas Visitadas por Abelhas. 1ª ed. Fortaleza: Editora Fundação, 2012. 191 p.

-Matos, S.S., Melo, A.L.; & Santos-Silva, J. 2019. Clado Mimosoide (Leguminosae-Caesalpinioideae) no Parque Estadual Mata da Pimenteira, Semiárido de Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, 70, e01902017. Epub March 18, 2019. https://doi.org/10.1590/2175-7860201970007

- Morim, M.P. 2015. Anadenanthera in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

- Morim, M.P. 2020. Anadenanthera in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB18071>. Accessed on: 18 Apr. 2021

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.

-Rodrigues E.M.; Queiroz, R.T.; Silva, L.; Monteiro, F.K.S.; Melo, J.I.M.. Fabaceae em um afloramento rochoso no Semiárido brasileiro. Rodriguésia [Internet]. 2020. https://doi.org/10.1590/2175-7860202071025.


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