segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fabaceae - Albizia lebbeck (L.) Benth. - faveiro -

Glomérulo, flores brancas, uma distinta das demais (fig. 1)
Inflorescência em glomérulos (fig. 2)
Copa aberta (fig. 3)
Tronco com placas suberosas, folhas compostas (fig. 4)
Estames com filetes longos (f. 5)
Cálice e corola com as meras soldadas, lacínios curtos (fig. 6)
Pedúnculo longo (fig. 7)
Legume seco, valvas castanhas (fig. 8)
Tronco grosso (fig. 9)
 Filetes longos, brancos (fig. 10)
 Estiletes longos, brancos (fig. 11)
 Estiletes unidos numa flor (fig. 12)
 Estames numerosos por flor, unidos na base (fig. 13)
Flor subséssil (fig. 14)
Nectário no pecíolo (fig. 15)
Nectário na extremidade terminal da folha (fig. 16)
 Árvore com ramos cobertos de frutos (fig. 17)
 Fruto tipo legume multiseminado (fig. 18)
 Valva com marca seminal reticulada (fig. 19)
 Parte interna da valva mostrando a semente (fig. 20)
Semente oblonga, testa lisa, castanho, plurograma aberto e hilo basal (fig. 21)

Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Albizia Durazz. 120-140 espécies. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 10 espécies, das quais 3 são endêmicas (Iganci 2015)


Albizia Durazz.


Árvores, tronco cilíndrico, liso ou estriado; ramos glabros, inermes. Estípulas 2, basifixa, laterais. Nectário presente no pecíolo ou ráquis. Filotaxia alterna, espiralada. Folha bipinada, multijuga. Inflorescência axilar, glomérulo ou racemo. Flores sésseis, heteromorfas, actinomorfas, monoclinas, hipóginas; cálice gamossépalo, lobos 5; corola gamossépala, tubulosa, alva; androceu monadelfo, filetes longos; gineceu simples, ovário séssil. Legume típico, folículo ou câmara, linear, plano, glabro. Sementes oblongas, testa lisa.

Albizia lebbeck (L.) Benth.

Árvore com 10 metros de altura; copa aberta; ramos glabros cilíndricos, cinzentos. Folhas compostas, bipinadas, 2-3 pares de jugas, foliólulos 4-6 por pina, oblongos-obovado, ápice arredondado, obtuso, retuso, base assimétrica, margem inteira; pecíolo longo com uma glândula concava a 1/3 do folíolo. Inflorescências axilares, 5-7 por nó, glomérulo denso. Flores monoclinas, chamativas, fortemente perfumadas, cheiro doce; flor central distinta das demais com dimensões mais desenvolvidas para o cálice e a corola, e um longo tubo estaminal;  Cálice 5, tubuloso, tubo e lacínios curtos, verde-limão, corola 5, tubulosa, ápice esverdeado; estames soldados na base com filetes longos; filete 1. Fruto legume, glabro, dourados. Semente 7-9, testa dura, pleurograma aberto, ocrácea, hilo central.

Comentários

Flores grandes intensamente aromatizadas, cheiro agradabilíssimo, doce.

A primeira descrição para esta espécie foi realizada por Linnaeu (1753) como Mimosa lebbeck, sendo uma descrição muito breve, a partir de material do Alto Egito.  Posteriromente Wildenow (1806) fez uma nova combinação para Acacia lebbeck (L.) Wildenow., De Candolle (1825) seguiu o tratamento dado por Wildenow (1806), finalmente em Bentham (1844) ao tratar dos grupos de Mimosoideae reconheceu que se tratava de uma espécie de Albizia e assim corrigiu e posicionou corretamente esta espécie no devido gênero aceito.

Planta muito usada para arborização de praças.

Origem: Ásia Tropical

Nomes populares: Acácia branca, coração de negro, ébano do oriente.(Freitas silva et al. 2004).


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Barão Geraldo, Campinas, São Paulo, Brasil.

Referência

- Barneby, R. C. & Grimes, J. W. 1996. Silk tree, Guanacaste, Monkey’s earring: A generic system for the synandrous Mimosaceae of the Americas. Part I. Abarema, Albizia and allies. Memoirs of the New York Botanical Garden 74: 1-292.

-Bentham, G. 1844. Albizia. London Journal of Botany 3: 87.

- Brazil Flora Group. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia 66(4): 1085–1113

-Chagas, A.P.; Dutra, V.F. 2020. Albizia in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB82614>. Accessed on: 24 Apr. 2021
 
- Iganci, J.R.V. 2015. Albizia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
 
- Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B.; Lock, M. 2005. Legumes of the world. Royal Botanic Gardens, Kew, 577p.

- Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Linnaeus, C. von. 1753. Mimosa lebbeck. Species Plantarum 1: 516.

-Lorenzi, H., H.M. Souza, e M.A.V. Bacher, L.B. Torres. 2003. Árvores exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. Nova Odessa: Plantarum.
 
- Silva, M.F.; Souza, L.A.; Carreira, L.M. 2004. Nomes populares das Leguminosas do Brasil. Manaus, Edua.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p. 

-Willdenow, C.L.von. 1806. Acacia lebbeck. Species Plantarum. Editio quarta 4(2): 1066.


Link para consulta
Diagnose

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Herbários P e K

domingo, 18 de dezembro de 2011

ESTUDO TAXONÔMICO DE STYLOSANTHES (LEGUMINOSAE – PAPILIONOIDEAE – DALBERGIEAE) EM MATO GROSSO DO SUL, BRASIL

Leila Carvalho da Costa, Ângela Lúcia B. Sartori,  & Arnildo Pott



ESTUDO TAXONÔMICO DE STYLOSANTHES (LEGUMINOSAE –
PAPILIONOIDEAE – DALBERGIEAE) EM MATO GROSSO DO SUL, BRASIL





sábado, 17 de dezembro de 2011

Fabaceae - Samanea tubulosa (Benth.) Barneby & J.W. Grimes

Ramos longos, floridos (f. 1)
Copa ampla fechada (f. 2)
Ramo florido (f. 3)
Fascículos de Inflorescências, glomérulo (f. 4)
Androceu polistêmone, filetes longos, com base branca e ápice rosa (f. 5)
Cálice e corola tubulosos (f. 6)
Inflorescência em glomérulo (f. 7)

Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Samanea (Benth.) Merr. 3 espécies. (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem três espécies, nenhuma nativa (Morim 2015).

Samanea (Benth.) Merr. 

Árvore, ramo inerme. Estípula basifixa, lateral, caduca. Filotaxia alterna espiralada. Folhas bipinadas, glândulas presentes, pedicelo menor que a raque. Inflorescência axilar, glomérulo. Flor séssil ou subséssil, actinomorfa, pentâmera, monoclina, hipógina, cálice gamossépalo, sépalas 5, corola gamopétala, lobos 5, androceu monadelfo, polistêmone, monadelfo, estames bicolores; gineceu unicarpelar, unilocular, ovário súpero, pluriovulado. Fruto baga, linear.


Basiônimo: Calliandra tubulosa Benth., London Journal of Botany 3: 101. 1844. Tipo: -BRASIL, Alagoas, Rio São Francisco próximo a Villa Nova, 3/1838, Gardner 1280 (Holótipo: K Imagem!).


Planta arbórea, ca. 7 m de altura, tronco ramificado, cilíndrico, suberoso, casca fendida, cinza, inerme; copa ampla, fechada; ramo longo, cilíndrico, estriado, tomentoso, rufo, inerme. Estípula 2, caduca. Filotaxia alterna, espiralada. Folha composta, bipinada. 3 pares de folíolos, foliólulos opostos, obovados, elípticos, ápice arredondado, agudo mucronado, margem inteira, base cuneada, assimétrica, face adaxial glabro, face abaxial, tomentuloso, nervuras expressas, membranácea; pecíolo longo, caniculado, com comprimento, geralmente, menor que o comprimento da raque, com uma glândula séssil na base. Inflorescência axilar, fascículos de glomérulos; pedúnculo longo, tomentoso; botão obovado. Flor pequena, séssil, monoica; cálice tubuloso, lacínios 5, triangulares, verde; corola simpétala, pétalas valvares, lobos 5, triangulares; androceu polistêmone, estames numerosos, filete longo, unido pela base num tubo, parte livre muito longa, bicolor, branco e rosa, anteras amarelas; gineceu 1, ovário súpero, séssil, pluriovulado. Fruto baga, linear, cilíndrica.

Comentário 
Esta espécie é utilizada na arborização.
Nomes Populares: sete cascas, algarobo, árvore da chuva.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Barão Geraldo, Campinas, São Paulo, Brasil.

Referências

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

-Morim, M.P. Samanea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 03 Jun. 2015
-Morim, M.P. 2020. Samanea in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB23141>. Accessed on: 23 Apr. 2021


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 K MO

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

LEGUMINOSAE NAS FLORESTAS ESTACIONAIS DO PARQUE ESTADUAL DO ITACOLOMI, MINAS GERAIS, BRASIL: ERVAS, ARBUSTOS, SUBARBUSTOS, LIANAS E TREPADEIRAS

Dra. Laura Lima

LEGUMINOSAE NAS FLORESTAS ESTACIONAIS DO PARQUE ESTADUAL DO ITACOLOMI, MINAS GERAIS, BRASIL: ERVAS, ARBUSTOS, SUBARBUSTOS, LIANAS E TREPADEIRAS

Laura Cristina Pires Lima, Flávia Cristina Pinto Garcia & Ângela Lúcia Bagnatori Sartori


Fabaceae - Ctenodon histrix (Poir.) D.B.O.S. Cardoso, P.L.R. Moraes & H.C. Lima

Ramo cilíndrico, indumento híspido, flor zigomorfa (fig. 01)
Flor pedicelada (fig. 02)
Estípula oval-lanceolada, basifixa (fig. 02)
Flores cremes com corola papilionácea (fig. 03)
Filotaxia alterna espiralada (fig. 04)
Folha com folíolos alternos, oblongos, mucronados (fig. 05)
Frutos tipo lomentos (fig. 06)
Leguminosae - Papilionoideae - Dalbergieae - Ctenodon Baill. 120 espécies.

No Brasil são encontradas 38 espécies, das 26 são endêmicas. (Lima et al. 2015).

 Ctenodon Baill.

Subarbusto prostrado ou ereto; inerme. Estípula basifixa. Folhas imparipinadas, multijugas; folíolos alternos, pecíolo menor que o comprimento da raque. inflorescência racemo ou panícula. Flor pedicelada ou séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice gamossépalo, corola dialipétala, pétalas unguiculadas; androceu monadelfo, filetes livres curtos, anteras homomórficas, ovário estipitado; fruto lomento.

Ctenodon histrix (Poir.) D.B.O.S. Cardoso, P.L.R. Moraes & H.C. Lima, Neodiversity: A Journal of Neotropical Biodiversity 13: 19. 2020.

Sinômimo: Aeschynomene histrix Poir., Encyclopédie Méthodique. Botanique ... Supplément 4(1): 77–78. 1816.  

Planta subarbustiva, ereta, 50 cm, caule bem ramificado, ramos longos, finos e longos, cilíndricos, coberto por indumento híspido, rufo e tricomas glandulares  difusos. Estípulas 2, lanceoladas, estriada. Filotaxia alterna, dística. Folha composta, imparipinada, folíolo alterno, oblongo, ápice arredondado, mucronado, margem inteira, ciliada, base assimétrica, face adaxial glabra, membranáceo; pecíolo menor que raque. Inflorescência axilar, racemo, congesto. Brácteas 2, bractéolas 2. Flores pequenas, pediceladas, monoica. Cálice campanulado, lacínios 5, triangulares, indumento híspido; corola papilionácea, pétalas 5, unguiculadas, cremes, estandarte orbicular, alas oblongas, livres, quilha falcada; androceu diadelfo, 10, filete curto, antera elíptica, rimosa, dorsefixa. gineceu 1 pistilo, ovário súpero, estipitado, biovulado. Fruto lomento, biseminado.

Nome popular: Lentilha do campo, sensitiva modesta

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Martins, Rio Grande do Norte, Brasil.

Referências

-Antunes, L.L.C., & Silva, M.J. 2018. Aeschynomene (Fabacaeae, Papilionoideae) no estado de Goiás, Brasil. Rodriguésia, 69(4), 2163-2207https://doi.org/10.1590/2175-7860201869444

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015. https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Cardoso, D. B. O. S., C. M. J. Mattos, F. Filardi, A. Delgado Salinas, M. Lavin, P. L. R. Moraes, F. Tapia-Pastrana & H. C. Lima. 2020. A molecular phylogeny of the pantropical papilionoid legume Aeschynomene supports reinstating the ecologically and morphologically coherent genus Ctenodon. Neodiversity 13: 1–38.

-Fernandes, A. 1996. O táxon Aeschynomene no Brasil. EUFC, Fortaleza. 130p.

-Ferreira, J.J.S., Oliveira, A.C.Silva, Queiroz, R. T.e, & Silva, J.S. 2019. A tribo Dalbergieae s.l. (Leguminosae-Papilionoideae) no município de Caetité, Bahia, Brasil. Rodriguésia, 70, e03502017. Epub December 20, 2019.https://doi.org/10.1590/2175-7860201970089

-Lewis G.P. 1987. Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

-Lima, L.C.P.; Sartori, A.L.B. & Pott, V.J. 2006. Aeschynomene L. (Leguminosae, Papilionoideae, Aeschynomeneae) no Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Hoehnea 33(4): 419-453

-Michaux, André. 1803. Aeschynomene viscidula Michx. Flora Boreali-Americana 2: 74–75.

-Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. 467p.

-Queiroz, R.T. 2021. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina, Editora Pantanal. 630p.

-Queiroz, R.T.; Souza, B.I. e Borges Neto, I.O. 2020. Guia de Angiospermas dos Campos dos Areais do Sudoeste do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora compasso lugar-cultura.

Exsicatas

Herbário P e K

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Senna e Chamaecrista SC






Roseli Lopes da Costa Bortoluzzi, Silvia Teresinha Sfoggia Miotto & Ademir Reis

Fabaceae - Chamaecrista rotundata (Vogel) H.S. Irwin & Barneby


Estípulas orbiculares e folhas ovadas (f. 1)
Hábito subarbustivo (f. 2)
Flor devastada por insetos (f. 3)

Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae, Cassineae, seção Chamaecrista Moench serie Coriaceae - Chamaecrista rotundata var. grandistipula (Vogel) Govaerts (Irwin; Barneby 1982).

Chamaecrista Moench.

Árvores, arbustos, ervas ou subarbustos, ramos cilíndricos, inerme, glabro ou indumento tector ou glandular. Estípulas laterais, basifixas. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folhas paripinadas, bi-tetra-hexa-plurifolioladas, nectário presente no pecíolo ou raques, glândula côncava, estipitada ou séssil. Inflorescências terminais ou axilares, cimosas ou racemos. Flores monoclinas, hipóginas, zigomorfas, diclamídeas, pediceladas, bractéolas 2; cálice dialissépalo, sépalas 5, heteromorfas; corola dialipétala, pétalas 5, unguiculadas heteromorfas, amarelas; androceu homo ou heteromorfo, estames 5-10, anteras com sutura lateral, lanceoladas. Legumes multiespérmicos, plano-compressos, lineares, valvas coriáceas com deiscências elásticas. Sementes com testa lisa, castanho ou enegrecido, hilo basal.

Chamaecrista rotundata (Vogel) H.S. Irwin & Barneby, Memoirs of The New York Botanical Garden 35: 675. 1982.

Planta subarbustiva. Ramos glabrescentes. Estípulas orbiculares. Folhas com 3-5 pares de folíolos. Flores axilares.

Fotos: João Medeiros,  Parque Estadual do Biribiri, Serra do Espinhaço, Diamantina, Minas Gerais, Brasil.

Referências

Bentham, G.B. 1870. Flora brasiliensis 15(2): 131.

-Cota, M.M.T., Rando, J.G., Mello-Silva R. (2020) Chamaecrista (Leguminosae) of the Diamantina Plateau, Minas Gerais, Brazil, with six new species and taxonomic novelties. Phytotaxa 469: 1-82.

-Irwin, H.S. e Barneby, R.C.1982.  Memoirs of the New York Botanical Garden 35: 720.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Queiroz, R.T. & Loiola, M.I.B. 2009. O gênero Chamaecrista Moench (Caesalpinioideae) em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Hoehnea 36: 725-736.

-Mendes, T.P., Souza, A.O. & Silva, M.J. (2020) Molecular phylogeny and diversification timing of the Chamaecrista sect. Absus subsect.Absus ser. Paniculatae, a newly circumscribed and predominantly endemic of the Cerrado Biome group. Phytotaxa 446 (3): 159–182.

-Rando, J.G.; Cota, M.M.T.; Conceição, A.S.; Barbosa, A.R.; Barros, T.L.A. 2020. Chamaecrista in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB27842>. Accessed on: 23 Apr. 2021

-Souza, V.C.; Bortoluzzi, R.L.C. Chamaecrista in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in:  . Access on: 08 Mar. 2015

-Zeferino L.C.; Queiroz, R.T.; Rando J.G.; Cota, M.M; T., Fantini, I.F.; Caetano, A.P.; Fortuna, A.P. 2019. O gênero Chamaecrista (Leguminosae: Caesalpinioideae) no Parque Estadual do Rio Preto, São Gonçalo do Rio Preto, Minas Gerais, Brasil. Rodriguésia [Internet].  [cited 2021 Apr 22] 5

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Herbários KP



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Phaseolinae (Leguminosae, Papilionoideae, Phaseoleae) no estado do Paraná, Brasil

Fabaceae - Ctenodon brasilianus (Poir.) D.B.O.S. Cardoso, P.L.R. Moraes & H.C. Lima

Hábito subarbustivo escandente, ramos híspidos (f. 1)
Estandarte orbicular, alas obovadas (f. 2)

Leguminosae - Papilionoideae - Dalbergieae - Ctenodon Baill. 68 espécies (W3tropicos 2021).

No Brasil são encontradas 38 espécies, das 26 são endêmicas. (Lima et al. 2015).

- Ctenodon - subarbusto prostrado ou ereto; inerme. Estípula basifixa. Folhas imparipinadas, multijugas; folíolos alternos, pecíolo menor que o comprimento da raque. inflorescência racemo ou panícula. Flor pedicelada ou séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice gamossépalo, corola dialipétala, pétalas unguiculadas; androceu monadelfo, filetes livres curtos, anteras homomórficas, ovário estipitado; fruto lomento.

Ctenodon brasilianus (Poir.) D.B.O.S. Cardoso, P.L.R. Moraes & H.C. Lima, Neodiversity: A Journal of Neotropical Biodiversity 13: 14. 2020.


Planta subarbustiva, prostrada; ramo com indumento híspido com tricomas glandulares, cilíndrico, inerme. Estípulas não peltadas, estreitamente-triangular. Folhas compostas, imparipinadas, 7-9 folíolos; oblongo-obovado, ápice arredondado-mucronado, margem inteira, ciliada, base assimétrica, face adaxial glabra, face abaxial pilosa; membranáceo. Inflorescência axilar, racemo laxo. Brácteas ovada, ciliada; bractéolas 2, obovadas. Botão obovado. Flor pedicelada, pequena, monoica; cálice campanulado, bilabiado, lacínios 5; corola 5, pétalas unguiculadas, amarelas, estandarte orbicular, ápice mucronado, alas obovadas; androceu 10, monadelfo; gineceu 1, ovário estipitado. Fruto lomento, 3-5 segmentos de fruto, plano, glabro.


Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Estação Ecológica Panga, Uberlândia, Minas Gerais - Brasil


Referências


-Antunes, L.L.C. & Silva, M.J. da. 2018. Aeschynomene (Fabacaeae, Papilionoideae) no estado de Goiás, Brasil. Rodriguésia, 69(4), 2163-2207. https://doi.org/10.1590/2175-7860201869444

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015. https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Cardoso, D. B. O. S., C. M. J. Mattos, F. Filardi, A. Delgado Salinas, M. Lavin, P. L. R. Moraes, F. Tapia-Pastrana & H. C. Lima. 2020. A molecular phylogeny of the pantropical papilionoid legume Aeschynomene supports reinstating the ecologically and morphologically coherent genus Ctenodon. Neodiversity 13: 1–38.

-Fernandes, A. 1996. O táxon Aeschynomene no Brasil. EUFC, Fortaleza. 130p.

-Hartmann, L.S., Rodrigues, R.S., & Flores, A.S. 2019. O gênero Aeschynomene (Leguminosae-Papilionoideae) no estado de Roraima, Brasil. Rodriguésia, 70, e04082017. Epub November 11, 2019.https://doi.org/10.1590/2175-7860201970071

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005. Legumes of the world. Royal Botanic Gardens, Kew, 577p.

-Lima, L.C.P.; Sartori, A.L.B. & Pott, V.J. 2006. Aeschynomene L. (Leguminosae, Papilionoideae, Aeschynomeneae) no Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Hoehnea 33(4): 419-453
 
-Lima, L.C.P. ; Oliveira, M.L.A.A.; Souza, V.C. 2015. Aeschynomene in Lista de Espécies da Flora do Brasil.

-Lima, L.C.P., Sartori, A.L.B. & Pott, V.J. 2006. Aeschynomene L. (Leguminosae, Papilionoideae, Aeschynomeneae) no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Hoehnea 33: 419-453.
 
-Mattos, C.M.J.; Antunes, L.L.C.; Filardi, F.L.R.; Lima, H.C.; Cardoso, D.B.O.S. 2020. Aeschynomene in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB18041>. Accessed on: 09 May 2021
 
-Michaux, André. 1803. Aeschynomene viscidula Michx. Flora Boreali-Americana 2: 74–75. 

Exsicatas


Herbários K e P

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Fabaceae - Ctenodon brevipes (Benth.) D.B.O.S. Cardoso, P.L.R. Moraes & H.C. Lima

Flor com pétalas creme, estandarte e alas com guia de néctar vináceo (f. 1)
Flores pediceladas, racemo congesto (f. 2)
Fruto lomento, brevemente estipitado (f. 3)
Estípula não peltada, triangular (f. 4)
Cálice campanulado, estandarte reflexo, com estrias vinácea (f. 5)
Estandarte reflexo, orbicular, alas obovadas (f. 6)
Pedúnculo longo, botões clavado (f. 7)

Leguminosae - Papilionoideae - Dalbergieae - Ctenodon Baill. 68 espécies (W3tropicos 2021).

No Brasil são encontradas 38 espécies, das 26 são endêmicas. (Lima et al. 2015).

- Ctenodon - subarbusto prostrado ou ereto; inerme. Estípula basifixa. Folhas imparipinadas, multijugas; folíolos alternos, pecíolo menor que o comprimento da raque. inflorescência racemo ou panícula. Flor pedicelada ou séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice gamossépalo, corola dialipétala, pétalas unguiculadas; androceu monadelfo, filetes livres curtos, anteras homomórficas, ovário estipitado; fruto lomento.

Ctenodon brevipes (Benth.) D.B.O.S. Cardoso, P.L.R. Moraes & H.C. Lima, Neodiversity: A Journal of Neotropical Biodiversity 13: 15. 2020.

Sinônimo: Aeschynomene brevipes Benth., Flora Brasiliensis 15(1A): 66. 1859. Tipo:- BRASIL, Piaui, Oeiras, Gardner 2097 (Sintipo: K imagem!).

Síntipo

Planta arbustiva, erecta, com cerca de 80 cm de altura; ramo glabro, finos, cilíndrico, estriado, inerme. Estípula não peltada, triangular, caduca. Folha composta, paripinada, folíolo oposto ou subalterno, numerosos, oblongo, ápice redondo-mucronado, margem inteira, base assimétrica, face adaxial e abaxial glabra, membranáceo, pecíolo curto, raque longa. Inflorescência terminal, racemo congesto. Botão clavado. Flor pequena, pedicelada, monoica; cálice campanulado, 5, bilabiado, lobos 3+2, lobos inferiores oblongos, verdes; corola 5, pétalas unguiculadas; estandarte orbicular, reflexo, com guias de néctar vinho; alas obovadas, com guias de néctar vinho; androceu 10, monadelfo; gineceu 1, ovário estipitado, pluriovulado. Fruto lomento, plano, face superior inteira, inferior crenada.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Estação Ecológica do Seridó, Serra Negra do Norte, Rio Grande do Norte, Brasil

Diagnose


Referências

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015. https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Cardoso, D. B. O. S., C. M. J. Mattos, F. Filardi, A. Delgado Salinas, M. Lavin, P. L. R. Moraes, F. Tapia-Pastrana & H. C. Lima. 2020. A molecular phylogeny of the pantropical papilionoid legume Aeschynomene supports reinstating the ecologically and morphologically coherent genus Ctenodon. Neodiversity 13: 1–38.

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005. Legumes of the world. Royal Botanic Gardens, Kew, 577p.
 
-Lima, L.C.P. ; Oliveira, M.L.A.A.; Souza, V.C. 2015. Aeschynomene in Lista de Espécies da Flora do Brasil.

-Lima, L.C.P., Sartori, A.L.B. & Pott, V.J. 2006. Aeschynomene L. (Leguminosae, Papilionoideae, Aeschynomeneae) no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Hoehnea 33: 419-453.
 
-Mattos, C.M.J.; Antunes, L.L.C.; Filardi, F.L.R.; Lima, H.C.; Cardoso, D.B.O.S. 2020. Aeschynomene in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB18041>. Accessed on: 09 May 2021
 
-Michaux, André. 1803. Aeschynomene viscidula Michx. Flora Boreali-Americana 2: 74–75. 


Exsicatas


K sintipo , K , P

Fabaceae - Aeschynomene montevidensis Vogel

Cálice bilabiado, lobos oblongos (f. 1)
Flor papilionácea, estandarte orbicular, alas ovadas (f. 2)

Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae, Aeschynomene L. 175 - 180 espécies (Lewis et al. 2005)  seção Ochopodium, serie Scopariae (Rudd 1955)

No Brasil são encontradas 49 espécies, das 26 são endêmicas. (Lima et al. 2015).

Aeschynomene - subarbusto prostrado ou ereto; inerme. Estípula basifixa ou peltada. Folhas imparipinadas, multijugas; folíolos alternos, pecíolo menor que o comprimento da raque. inflorescência racemo ou panícula. Flor pedicelada ou séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice gamossépalo, corola dialipétala, pétalas unguiculadas; androceu monadelfo, filetes livres curtos, anteras homomórficas, ovário estipitado. fruto lomento.

SinônAeschynomene montevidensis Vogel, Linnaea 12: 83–84. 1838. Tipo: Uruguai: Montevidéu, Sellow s.n. (Isótipo: MO imagem!)

Planta arbustiva com cerca de 2 m de altura; ramo pouco difuso; cilíndrico, glabro, inerme. Estípula peltada, lanceolada, glabra. Folhas compostas, imparipinada, folíolos numerosos, alternos, oblongos, ápice redondo, mucronado, margem inteira, base assimétrica, face adaxial e abaxial glabra, membranáceo, pecíolo curto, raque longa. Inflorescência axilar, racemo curto. Bráctea elíptica, caduca. Botão oblongo. Flor grande, pedicelada, monoica; cálice campanulado, 5, bilabiado, lacínios oblongos; corola 5, pétalas unguiculadas, amarelas; estandarte orbicular; alas ovadas-oblongas, quilha obovada; androceu 10, monadelfo; gineceu 1, ovário estipitado, estilete longo, curvo, estigma puntiforme. Fruto lomento, estipitado, segmentos 1-5 de fruto marrom, plano, glabro.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz,  Nioaque, Mato Grosso do Sul, Brasil


Referência

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.
-Lima, L.C.P. ; Oliveira, M.L.A.A.; Souza, V.C. 2015. Aeschynomene in Lista de Espécies da Flora do Brasil.

Isótipo


Exsicatas

, P

Fabaceae - Aeschynomene sensitiva Sw.

Estípula peltada, ramos cilíndricos, com glândulas escuras
Flores com pétalas cremes, estandarte com machas e venação vináceas
Poucas flores por inflorescência

Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae, Aeschynomene L. 175 - 180 espécies (Lewis et al. 2005).
No Brasil ocorrem 49 espécies (Lima et al. 2015)


- Aeschynomene - subarbusto prostrado ou ereto; inerme. Estípula basifixa ou peltada. Folhas imparipinadas, multijugas; folíolos alternos, pecíolo menor que o comprimento da raque. inflorescência racemo ou panícula. Flor pedicelada ou séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina; cálice gamossépalo, corola dialipétala, pétalas unguiculadas; androceu monadelfo, filetes livres curtos, anteras homomórficas, ovário estipitado; fruto lomento.

Aeschynomene sensitiva Sw., Nova Genera et Species Plantarum seu Prodromus 107. 1788.
Planta subarbustiva, erecta, ca. 50-80 cm alt., pouco ramificada,;caule base lignosa, cilíndrico, glabro ou esparso com tricoma de base glandulosa. Estípulas 2, peltadas, lanceolada, membranácea, caduca. Folhas compostas, 18 pares de juga, folíolo alterno, oblongos, base assimétrica, margem inteira, ápice mucronado,  membrenáceo, raque 10x maior que o pecíolo. Inflorescências panícula, poucas flores, laxa. Flor pequena, pedicelada, monoica; cálice breve-campanulado, bilabiado, corola papilionácea, pétalas 5, unguiculadas, creme, vexilo obovado, estrias-vinácea; alas elípticas, quilha falcada; androceu monadelfo, 10 estames, gineceu 1, ovário súpero, pluriovulado. Frutos lomento, linear, plano, margem superior reta, valva inferior crenada, 7-8 segmentos de frutos. Sementes não vistas.

Comentário
Na Paraíba foi coletada na REBIO Guaribas.

Segundo (Lima et al 2006) se diferencia de  A. pratensis que apresenta ambas margens crenadas enquanto em A. sensitiva apenas uma margem é crenada e a outra reta. Ocorre em ambientes brejosos

Nome popular: Cortiça, cortiça do brejo

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Serrinha dos Pintos, Rio Grande do Norte, Brasil

Referências
  
-Laura Cristina Pires Lima, Ângela Lúcia Bagnatori Sartori e Vali Joana Pott. 2006. Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil.  Hoehnea 33(4): 419-453 

-Lima, L.C.P., Oliveira, M.L.A.A.; Souza, V.C. Aeschynomene in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 
-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

Exsicatas