quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Fabaceae - Stryphnodendron pulcherrimum (Willd.) Hochr. - timborana -

Flores sésseis, amarelas, estames longos, curto (f. 1)
Ramo jovem com indumento puverulento, rufo, plumas foliares (f. 2)
Nectário ativo presente na base do pecíolo (f. 3)
Inflorescências axilares, espigas (f. 4)
Filotaxia alterna, espiralada, folhas compostas, bipinadas (f. 5)
Planta arbórea, copa fechada (f. 6)
Folhas grandes compostas (f. 7)
Folhas compostas, bipinadas (f. 8)
Folhas longas, compostas, bipinadas (f. 9)
Ramo cilíndrico, puverulento (f. 10)
Pecíolo 4x menor que a raque (f. 11)
Ramo florido jovem (f. 12)

Leguminosae, Mimosoideae, Mimosae, Stryphnodendron Mart.  1837. 30 espécies. (Lewis et al. 2005). 

No Brasil ocorrem 21 espécies das quais 13 são endêmicas (Scalon 2015).

Árvore ou arbusto, ramos inermes. Estípulas caducas. Filotaxia alterna-espiralada. Folha bipinada, multijuga, raque menor que o pecíolo; nectário presente. Inflorescência espiga, axilar. Flor séssil, actinomorfa, pentâmera, monoclina, hipógina, cálice gamossépalo, corola gamopétala, androceu dialistêmone, estames 10, gineceu simples, ovário súpero, pluriovulado. Fruto legume.


Stryphnodendron pulcherrimum (Willd.) Hochr., Bulletin of the New York Botanical Garden 6(21): 274. 1910.
Basiônimo: Acacia pulcherrima Willd., Species Plantarum. Editio quarta 4(2): 1061. 1806.

Planta arbórea, ca. 7 m de altura; tronco cilíndrico, estriado, variegado, cinza com marrom inerme; copa fechada; ramo cilíndrico, longo, inerme, tomentoso, pulverulento, lenticelado. Estípula 2, caduca. Filotaxia alterna, espiralada, multijuga; folíolos opostos, oblongos; foliólulos subopostos a opostos, oblongos, lanceolado-oblongo, ápice arredondado, margem inteira, base arredondado, face adaxial glabra, viridescente, face abaxial, pubescente, membranáceo, pecíolo longo, 4 vezes menor que o comprimento da raque, com um nectário convexo presente na base, pulverulento. Inflorescência axilar, espiga longa, congesta; pedúnculo curto; botão oblongo. Flor pequena, séssil, monoica; cálice tubuloso, curto, sépalas inconspícuas; corola simpétala, valvar, amarela; androceu 10, estames com filete com o dobro comprimento do tubo da corola, antera diminuta; gineceu 1, ovário súpero, séssil, plurisseminado. Fruto câmara, linear, plano, glabro, pluriovulado. Semente oblongo-obovado, testa lisa, dura, pleurograma fechado, hilo central.

Comentário

Esta espécie ocorre principalmente em floresta, constituída por plantas inermes, com ramos jovens puverulentos, rufos, inflorescências longas e distinta das demais pelo porte arbóreo.
Na Paraíba ocorre nos remanescentes de mata, comum nos remanescentes do Campus I, porém nunca foi observada em fruto, apenas em flor.

Etimologia: Stryphno: gr.= adstingente; dendron: gr. = árvore.

Nome popular: Caubi

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Campus I, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil.


Referências


-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: 10.1590/2175-7860201566411)

-Dionísio, G.P., Barbosa, M.R.V. & Lima H.C. 2010. Leguminosas arbóreas em remanescentes florestais localizados no extremo norte da Mata Atlântica. Rev. nordest. biol. 19:15-24.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Lewis, G. P. 1987. Legumes of Bahia. 1–369. Royal Botanic Gardens, Kew.

-Lima, A.G.; Souza, V.C.; Paula-Souza, J.; Scalon, V.R. 2020. Stryphnodendron in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB19133>. Accessed on: 09 May 2021  

-Scalon, V.R. Stryphnodendron in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 04 Jun. 2015

-Scalon, V.R.; Paula-Souza, J.; Lima, A.G; Souza, V.C. 2022. A synopsis of the genus Stryphnodendron (Fabaceae, Caesalpinioideae, mimosoid clade). Phytotaxa 544 (3): 227–279. DOI: https://doi.org/10.11646/phytotaxa.544.3.2


-Simon, M., Pastore, J., Souza, A.F., Borges, L., Scalon, V.R., Ribeiro, P.G., Santos-Silva, J., Souza, V.C., & Queiroz, L.P. 2016. Molecular Phylogeny of Stryphnodendron (Mimosoideae, Leguminosae) and Generic Delimitations in the Piptadenia Group. International Journal of Plant Sciences, 177, 44 - 59. https://doi.org/10.1086/684077

Herbário Reflora

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Fabaceae - Arachis villosulicarpa Hoehne

 Flor com corola papilionácea, pétalas amarelas (f. 1) 
Cálice breve-tubuloso, bilabiado, piloso, estandarte orbicular (f. 2) 
Hipanto muito bem desenvolvido semelhante a um pedicelo (f. 3) 
 Caule tipo haste, piloso, estípula falcada, adnata ao pecíolo (f. 4) 
Eixo principal com filotaxia alterna, espiralada (f. 5) 
Filotaxia alterna dística de eixo secundário (f. 6) 
 Folíolo com epifilo piloso (f. 7)
Haste pilosa (f. 8) 
 Estípula 2x menos que a parte soldada (f. 9) 

Leguminsae, Papilionoideae, Dalbergieae, Arachis L., Seção Extranervosae 80 espécies (Valls e Simpson 2005).

No Brasil ocorrem cerca de 65 espécies das quais 47 são endêmicas (Valls 2015).


Plantas perenes ou anuais; herbáceas decumbentes ou eretas; ramos glabros ou indumentado. Estípulas 2, adnata ao pecíolo. Folha tri-tetrafoliolada; folíolos lanceolados, lineares, obovados, oblanceolado, ovados, orbiculares, ápice agudo, retuso, mucronado, margem inteira ou ciliada, base assimétrica, face adaxial glabra ou recoberta de indumento, face abaxial glabra ou com indumento, membranácea, pecíolo maior que a raque. Inflorescência axilar, espiciforme, botão ovado ou falcado. Flor séssil, hipanto linear, zigomorfa, monoclina, hipógina, cálice brevi-campanulado, bilabiado, 4-5 lobos; corola papilionácea, unguiculada, amarela, estandarte patente, orbicular, ovado, oblato, alas livres, quilha fundida, androceu monadelfo, anteras heteromorfas; ovário séssil, pauciovulado, estilete longo. Fruto lomento, geocárpico, navicular, oblongo, cristado ou liso, mesocarpo macio. Sementes 2-4 por lomento, testa lisa, mole.

Comentário

Esta espécie constitui uma das nove espécies da seção Extranervosae que se caracteriza principalmente pela presença de estrias vináceas na face dorsal do estandarte (Krapovikas & Gregory 1994),  no entanto este caráter pode ser encontrado em espécies da seção Heteranthae e Caulorrhizae o que mostra a fragilidade desta classificação infragenérica.
 Na filogenia de Bechara et al 2010 mostrou que Extranerovsae como um grupo monofilético com afinidade com a seção Heteranthae.
Na seção Extranervosae algumas espécies são bem delimitadas A. burchelliiA. marginata, A. prostrataA. retusaA. villosulicarpa e A. macedoi, no entanto as espécies A. lutescensA. setinervosa,  A. pietrarellii   tem sua delimitação muito tênue, os caracteres utilizados são comprimento do ramo principal e presença ou ausência de tricomas no folíolos.
 Arachis palavra de origem grega utilizada para nomear este gênero A=sem, rachis=eixo dada em alusão ao caule em um eixo principal.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Embrapa Cenargen, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Referências

-Arachis in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB29456>. Accessed on: 14 May 2021

-Bechara, M.D., Moretzsohn, M.C, Palmieri, D.A., Monteiro, J.P., Bacci Jr M.,  Martins Jr. J., Valls, J.F.M,  Lopes, C.R., Gimenes, M.A. 2010. Phylogenetic relationships in genus Arachis based
on ITS and 5.8S rDNA sequences. Plant Biology. 10:255

-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: 10.1590/2175-7860201566411)

-Krapovickas, A. & Gregory, W.C. 1994. Taxonomy del genero Arachis (Leguminosae). Bonplandia 8 (1-4): 1-186. 1994.

-Valls, J.F.M. Arachis in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

-Valls J.F.M, Simpson, C.E. 2005. New species of Arachis L. (Leguminosae) from Brazil, Paraguay and Bolivia.  Bonplandia (Argentina) 2005, 14:35-64.

Exsicata

Herbários Reflora


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Fabaceae - Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville - barbatimão -

Espiga axilar, flores com estames vistosos, cremes (f. 1)
Ramo jovem, indumento pulverulento, rufo, pluma foliar rufa, glândula no pecíolo (f. 2)
 Filotaxia alterna, espiralada, ramo cilíndrico com lenticela, pecíolo longo, com nectário (f. 2)
 Foliólulo obovado, orbicular, arredondado, retuso, coriáceo, nervação cladodroma (f. 3)
 Folha grande, composta, bipinada (f. 4)
 Folíolos longos, foliólulos alternos (f. 5) 
Pedúnculo pêndulo, fruto câmara, séssil (f. 6)

Leguminosae, Mimosoideae, Mimosae, Stryphnodendron Mart.  1837. 30 espécies. (Lewis et al. 2005). 

No Brasil ocorrem 21 espécies das quais 13 são endêmicas (Scalon 2015).

Árvore ou arbusto, ramos inermes. Estípulas caducas. Filotaxia alterna-espiralada. Folha bipinada, multijuga, raque menor que o pecíolo; nectário presente. Inflorescência espiga, axilar. Flor séssil, actinomorfa, pentâmera, monoclina, hipógina, cálice gamossépalo, corola gamopétala, androceu dialistêmone, estames 10, gineceu simples, ovário súpero, pluriovulado. Fruto legume.



Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville, Century Dict. (Suppl.) 11: 111. 1910.


Basiônimo: Acacia adstringens Mart., Reise Bras. 1: 548. 1928. 


Arvoreta com ate 5 m. Ramos cilíndricos, parte jovem ferrugínea. Folhas compostas, bipinadas; folíolos coriáceos. Inflorescência espiga. Frutos sésseis, ferrugíneos.



Planta amplamente distribuída nos Cerrados.

Uso medicinal.

Nome popular: Barbatimão

Etimologia: Stryphno: gr.= adstingente; dendron: gr. = árvore.


Fotos: 1. Ernane Martins, Minas Gerais.
Demais fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Parque Olhos d'água, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Referências

-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: 10.1590/2175-7860201566411)

-Durigan, G.; Baitello, J.B.; Franco, G.A.D.C.; Siqueira, M.F. Plantas do cerrado paulista: imagens deuma paisagem ameaçada. São Paulo: Instituto Florestal. 2004. 475 p.

-Felfili, J.M., Silva Junior, M.C., Dias, B.J., & Rezende, A.V. 1999. Estudo fenológico de Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville no cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa no Distrito Federal, Brasil. Brazilian Journal of Botany, 22(1), 83-90. https://doi.org/10.1590/S0100-84041999000100011.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Lewis, G. P. 1987. Legumes of Bahia. 1–369. Royal Botanic Gardens, Kew.

-Lima, A.G.; Souza, V.C.; Paula-Souza, J.; Scalon, V.R. 2020. Stryphnodendron in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB19133>. Accessed on: 09 May 2021  

-Scalon, V.R. Stryphnodendron in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 04 Jun. 2015

-Scalon, V.R.; Paula-Souza, J.; Lima, A.G; Souza, V.C. 2022. A synopsis of the genus Stryphnodendron (Fabaceae, Caesalpinioideae, mimosoid clade). Phytotaxa 544 (3): 227–279. DOI: https://doi.org/10.11646/phytotaxa.544.3.2


-Silva Junior, M. C. da. 2012. 100 árvores do cerrado: sentido restrito: guia de campo Brasília, DF: Rede de Sementes do Cerrado. 304 p. il.

-Simon, M., Pastore, J., Souza, A.F., Borges, L., Scalon, V.R., Ribeiro, P.G., Santos-Silva, J., Souza, V.C., & Queiroz, L.P. 2016. Molecular Phylogeny of Stryphnodendron (Mimosoideae, Leguminosae) and Generic Delimitations in the Piptadenia Group. International Journal of Plant Sciences, 177, 44 - 59. https://doi.org/10.1086/684077


Exsicatas 

Herbários Reflora

Legume phylogeny and classification in the 21st century: Progress, prospects and lessons for other species-rich clades


Fabaceae - Legume phylogeny and classification in the 21st century:  Progress, prospects and lessons for other species-rich clades


-Bruneau, A., Doyle, J.J., Herendeen, P., Hughes, C., Kenicer, G., Lewis, G., Mackinder, B., Pennington, R.T., Sanderson, M.J., Wojciechowski, M.F., Boatwright, S., Brown, G., Cardoso, D., Crisp, M., Egan, A., Fortunato, R.H., Hawkins, J., Kajita, T., Klitgaard, B., Koenen, E., Lavin, M., Luckow, M., Marazzi, B., McMahon, M.M., Miller, J.T., Murphy, D.J., Ohashi, H., de Queiroz, L.P., Rico, L., Särkinen, T., Schrire, B., Simon, M.F., Souza, E.R., Steele, K., Torke, B.M., Wieringa, J.J. and van Wyk, B. (2013), Legume phylogeny and classification in the 21st century: Progress, prospects and lessons for other species–rich clades. Taxon, 62: 217-248. https://doi.org/10.12705/622.8

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Fabaceae - Inga capitata Desv. - inga-fava -

Inflorescência tipo glomérulo, estames com filetes longos (f. 1)
Fruto baga, plano, oblongo, imaturo (f. 3)
Botões em estágio inicial (f. 3)
Ramo cilíndrico, inflorescências axilares e flores polinizadas (f. 4) 
Folhas jovens em desenvolvimento (f. 5)
Flor séssil, polistêmone (f. 6)
Tubo da corola maior que o tubo estaminal (f. 7)
Inflorescência glomeruliforme (f. 8)
Ramo florido com inflorescências axilares (f. 9)
Flores alvas (f. 10)
Fruto baga (f. 11)
Semente com sarcotesta (f. 12)
Funículo longo (f. 13)
Semente sem a sarcotesta mostrando os cotilêdones (f. 14)
Folíolo elíptico com nervação broquidódroma (f. 15)
Raque maior que o pecíolo (f. 16)
Pecíolo lenticelado (f. 17)

Leguminosae, Mimosoideae, Ingeae, Inga Mill., seção Pseudoinga, 300 espécies. (Lewis et al. 2005, Pennington 1997).

No Brasil são encontradas 131 espécies das quais 51 são endêmicas (Garcia e Fernandes 2015).

Inga Mill.

Árvore, ramo inerme, estípula presente. Folha paripinada, raque alada ou não, glândulas presentes. Inflorescência espiga ou racemo. Flor séssil ou pedicelada, pentâmeras, actinomorfa, monoclina, hipógina, polistêmone, cálice gamossépalo, corola gamopétala, androceu monadelfo, gineceu simples, ovário séssil, pluriovulado. Fruto baga; semente com arilo.



Árvore com 8 metros de altura, tronco claro, cilíndrico; ramos cinzentos, lenticelados, inermes, pouco difuso. Folhas compostas, paripinadas, pecíolo muito curto, raque não alada, com o dobro do comprimento do pecíolo, glândulas sésseis dois pares de juga; folíolos 4, elíptico-oblongos, ápice levemente cuspidado, margem inteira, base cuneada, ambas faces adaxial e abaxial glabras, coriáceo, viridescente (verde brilhoso. Inflorescência axilares, glomérulos, pedúnculo longo, verde. Flores sésseis, monoicas, vistosas, brancas, cálice 5, sinsépalo, curto, glabro; corola 5, glabra, pequena, esverdeada. Frutos bagas achatadas, linear, glabro, esverdeado.

Comentário

Esta espécie é facilmente reconhecida, pertence ao grupo das espécies com 2 pares de juga, no entanto é facilmente reconhecida pela ausência de ala na raque e pelo comprimento da raque que chega a ter 4 vezes o comprimento do pecíolo que é muito curto.

Esta espécie era bem distribuída na floresta que ocupava João Pessoa, atualmente é encontrado nos diversos fragmentos, no entanto com um número bastante reduzido de indivíduos.

Inga capitata Desv. é extremamente importante para a Mata Atlântica por ser forte de alimento para pequenos roedores e pássaros, pois seus frutos apresentam sementes com arilo dulcíssimo rico em carboidrato importante na dieta daqueles animais.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Mata do Campus I da UFPB, João Pessoa, Paraíba, Brasil.


Referências

-Chagas, A.P., Garcia, F.C.P. and Dutra, V.F. Flora of Espírito Santo: Inga (Fabaceae, Mimosoid clade). Rodriguésia [online]. 2022, v. 73 [Accessed 13 May 2022] , e00442021. Available from: <https://doi.org/10.1590/2175-7860202273017>. Epub 07 Mar 2022. ISSN 2175-7860. https://doi.org/10.1590/2175-7860202273017.

-Garcia, F.C.P.; Fernandes, J.M. Inga in Lista de espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 23 fev. 2015.

-Garcia, F.C.P., Bonadeu, F. 2020. Inga in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (https://floradobrasil2020.jbrj.gov.br/FB22990).

-Garcia F.C.P. 2016. Tribo Ingeae Benth. In: Wanderley MGL, Shepherd GJ, Melhem TSA, Giulietti AM & Martins SE (orgs.) Leguminosae. Flora fanerogâmica do estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo. Vol. 8, pp. 89-119.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Mata, M.F. O gênero Inga (Leguminosoe, Mimosoideae) no Nordeste do Brasil: citogenética, taxonomia e tecnologia de sementes. 2009. 183 f. Tese (Doutorado em Agronomia) - Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2009.

-Pennington, T.D. 1997. The Genus Inga. Botany. Royal Botanical Garden. p. 844.

-Vasconcelos, G.C.L. A Tribo Ingeae Benth. (Mimosoideae, Leguminosae) no Estado da Paraíba - Brasil. 2014. 87f. Dissertação (Mestrado em Botânica) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2014.
 

Exsicatas

Herbário  P e Reflora


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Fabaceae - Mimosa ophthalmocentra Mart. ex Benth. - Jurema-vermelha-

Inflorescência axilares, espiga, estames brancos (f. 1)
Flores isostêmones (f. 2)
Espigas axilares (f. 3)
Estames dialistêmones (f. 4)
Ramo florido (f. 5)
Espiga (f. 6)
Flores sésseis (f. 7)
Corola gamopétala (f. 8)
Estames excertos (f. 9)
 Inflorescência em botão (f. 10)
 Frutos craspédio (f. 11)
 Fruto séssil (f. 12)
 Craspêdio glabro (f. 13)
 Folha composta bipinada (f. 14)
 4 pares de juga (f. 15)
 Caule lenhoso, cinza, estrias vermelhas, lenticelas longitudinais (f. 16) 
 Flores sésseis (f. 17)
 Estames longos, brancos (f. 18) 
 Caule jovem estrias vermelhas amplas (f. 19)
Ramos e acúleos vermelhos (f. 20)

Leguminosae, Mimosoideae, Mimoseae,  sect. Batocaulon, ser. Leiocarpae (Barneby 1991).490-510 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 358 espécies das quais 265 são endêmicas (Dutra e Morim 2015).

Mimosa L.

Erva, arbusto, árvore ou trepadeira, armadas ou inermes. Estípula caduca ou persistente. Folhas alternas, bipinadas. Inflorescência axilar, espiga ou glomérulo. Flores sésseis, hipóginas, actinomorfas, tubulosas; cálice gamossépalo; corola gamopétalas, androceu dialistêmone, diplo ou isostêmones, estames com filetes vistosos; gineceu 1 pistilo. Fruto tipo craspédio.



Planta arbustiva, ca 5 m alt.; caule ramificado da base, cilíndrico, cinza, estria vermelha; ramo difuso, cilíndrico, glabrescente, esparso-armado; acúleo reto. Estípula 2, estreitamente-triangular, caduca. Filotaxia alterna, espiralada. Folha bipinada, 2-4 par de folíolo, oblongo, multijogo; foliólulo oblongo, ápice mucronado, margem inteira, base assimétrica, face adaxial e abaxial glabros, séssil; pecíolo 2 vezes menor que o comprimento da raque. Inflorescência axilar, espiga, pedúnculo curto. Flor pequena, séssil, monoica; cálice breve-campanulado, verde; corola campanulada, 4-lobada, alva; androceu apostemone; estame 8, filete longo, antera amarela, dorsefixa, rimosa; gineceu unicarpelar, unilocular, pluriovulado. Fruto craspédio, linear, plano, glabro.

Comentário

Esta espécie tem como caracteres diagnósticos o caule cinza com estrias vermelhas, ramo difuso, laxo, acúleo reto, fruto glabro.

Santos e Sales (200) caracterizam esta espécie pela ausência de glândulas translúcidas nas folhas, nervação eucamptodroma e corola tubular.

Na Paraíba na mesoregião da Borborema, principalmente no Cariri Oriental ocorrem grandes populações.

Esta espécie é endêmica da caatinga (Araújo et al. 2005).

Nome popular: jurema vermelha.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Fazenda Bacia escola, São João do Cariri; Cabaceiras e Congo, Paraíba, Brasil.

Referências

-Amorim, L.D.M. de et al. Fabaceae na Floresta Nacional (FLONA) de Assú, semiárido potiguar,
nordeste do Brasil. Rodriguésia [online]. 2016, vol.67, n.1 [cited 2021-04-22], pp.105-124.
 
-Barneby, R.C. 1991. Sensitivae censitae: a description of the genus Mimosa Linnaeus (Mimosaceae) in the New World. Memoirs of the New York Botanical Garden 65:1-835.    

-BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4,p.1085-1113. 2015https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411.

-Dutra, V.F.; Morim, M.P. Mimosa in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 09 Mai. 2015

-Córdula, E., Morim, M.P., & Alves, M. 2014. Morfologia de frutos e sementes de Fabaceae ocorrentes em uma área prioritária para a conservação da Caatinga em Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, 65(2), 505-516. https://doi.org/10.1590/S2175-78602014000200012

-Dutra, V.F.; Morales, M.; Jordão, L.S.B.; Borges, L.M.; Silveira, F.S.; Simon, M.F.; Santos-Silva, J.; Nascimento, J.G.A.; Ribas, O.D.S. 2020. Mimosa in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB18835>. Accessed on: 26 Apr. 2021

-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005. Legumes of the world. Royal Botanic Gardens, Kew, 577p.

-Lewis GP (1987) Legumes of Bahia. Royal Botanic Gardens, Kew. 369p.

-Lima, J.R. & Mansano, V.F. (2011) A família Leguminosae na Serra de Baturité, Ceará, uma área de Floresta Atlântica no semiárido brasileiro. Rodriguésia 62: 563–613.

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-Poiret, J.L.M. 1810. Encyclopédie Méthodique. Botanique ... Supplément 1(1): 82. 

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Coleção histórica

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Herbário MOP e Reflora