Friday, 23 November 2012

Fabaceae - Senegalia tenuifolia (L.) Britton & Rose

Panícula de glomérulos, flores brancas (f. 1) 
Folhas compostas, bipinadas (f. 2)
Ramos cilíndricos, estriados, cilíndricos (f. 3)
Caule cilíndrico, cinzento (f. 4)
Folha composta multijuga, panícula de glomérulos (f. 5)
Inflorescência terminal (f. 6)
Pluma foliar (f. 7)
Ramo com legumes (f. 8)
Legume com valva castanha, cartácea (f. 9)
Ramo armado (f. 10)
Valva internamente glabra, semente ovada, testa lisa, dura, hilo central (f. 11)
Valva larga, semente com testa lisa, dura (f. 12)
Valva longa, rafe longa (f. 13)
Leguminosae, Mimosoideae, Acacieae, Senegalia Raf.

No Brasil ocorrem 60 espécies das quais 35 são endêmicas (Morim e Barros, 2015).

Árvores ou lianas, ramos cilíndricos ou costados, armados. Estípula caduca ou persistente, basifixa. Folhas alternas, bipinadas, multijugas com nectário no pecíolo, raque ou ambos; pecíolo menor que a raque. Inflorescência axilar, glomérulo ou espiga. Flores sésseis, actinomorfas, monoclinas, hipóginas, cálice gamossépalo, lacínios 5; corola tubulosa, pétalas 5; androceu dialistêmone, polistêmone, vistosos. Fruto legume, linear, rufo. Sementes com testa lisa.

Planta arbórea. Ramos aculados, caule angulado. Folhas compostas; glândula na base do pecíolo. Inflorescência do tipo glomérulo. 

Determinadora: Lulu Rico 

Nome popular: unha de gato

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, EMBRAPA CENARGEN, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Referências

-Morim, M.P.; Barros, M.J.F. Senegalia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 26 Mai. 2015

Exsicatas

http://www.tropicos.org/Name/13024614
http://sweetgum.nybg.org/vh/specimen_list.php?QueryName=BasicQuery&QueryPage=http%3A%2F%2Fsciweb.nybg.org%2Fscience2%2Fvii2.asp&Restriction=NybRecordType+%3D+%27Specimen%27&StartAt=1&any=SummaryData|AdmWebMetadata&QueryOption=any&Submit=Search&QueryTerms=Acacia+tenuifolia
http://sweetgum.nybg.org/vh/specimen_list.php?QueryName=BasicQuery&QueryPage=http%3A%2F%2Fsciweb.nybg.org%2Fscience2%2Fvii2.asp&Restriction=NybRecordType+%3D+%27Specimen%27&StartAt=1&any=SummaryData|AdmWebMetadata&QueryOption=any&Submit=Search&QueryTerms=Senegalia+tenuifolia

Wednesday, 21 November 2012

Fabaceae - Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan

 Glomérulo, cálice e corola e filetes brancos, anteras amarelas (f. 1)
 Folhas alternas, bipinadas (f. 2)
 Inflorescência axilar (f. 3)
 Anteras amarelas (f. 4)
 Lenticelas, caule marrom (f. 5)
 Nectário (f. 6)
Nectário séssil, concavo (f. 7)
Ramo estriado (f. 8)
folhas bipinadas e frutos planos (f. 9)
folículo com valvas glabras (f. 10)
caule cinzentos (f. 11)
Semente orbicular (f. 12)

Leguminosae, Mimosoideae, Mimoseae, Anadenanthera Spreg 2 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem duas espécies (Morim 2015).


Anadenanthera Spreg

Árvores, tronco cilíndrico, liso, inerme ou apresentando projeções cônico-espinescente, ramos cilíndricos, lenticelados, inermes. Estípula ausente. Filotaxia alterna-espiralada. Folhas bipinadas, multijuga, nectário oblongo, côncavo presente no pecíolo, raque menor que o pecíolo; folíolos oblongos, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica, odor presente. Inflorescência axilar, glomérulo. Flor monoclina, actinomorfa, hipógina, diplostêmone; cálice gamossépalo, corola gamopétala, tubulosa, alva, lobos 5, androceu dialistêmone, estames 10, filetes alvos, anteras amarelas, rimosas; gineceu simples, ovário menor que o estilete. Fruto folículo, linear, plano, liso ou verrucoso, constrito entre as sementes. Sementes orbiculares ou oblongas, testa lisa.


Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan Kew Bulletin 10(2): 182. 1955.

Árvore com 10-15 metros de altura, caule armado ou inerme na base, rufos; copa ampla, aberta; ramos cilíndricos, lenticelado. Folhas bipinadas, pecíolo com uma glândula oblonga, concava, séssil, presente, 8-20 pares de juga; folíolos opostos; foliólulos, opostos, oblongos, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica, glabro. Inflorescências axilares ou terminais, panículas de glomérulos; flor séssil, pequena, monoica; cálice campanulado, lacínios 5, curtos, triangulares, brancos; corola 5, simpétalas, branca; estames 10, livres, excetos, filetes longos, brancos; anteras dorsifixas, com glândulas caducas, amarelas gineceu 1, ovário súpero, estipitado.  Fruto folículo, longo estipitado, plano, reto ou arqueado, margem crenada, valvas lenhosas, lisas, brilhosas. Sementes orbiculares, planas, testa dura, glabra e escura.

Comentário

Anadenanthera colubrina se distingue de A. peregrina por apresentar valvas lisas e brilhantes x valvas rugosas e foscas.

Planta com alto potencial econômico. Sua madeira é muito tensa e pode ser usada na construção civil ou como fonte de combustível. As cascas são usadas para curtir pele animal.
As folhas quando murchas produzem ácido cianídrico que pode provocar morte em animais por intoxicação.

Muito comum em matas secas.


Na Paraíba ocorrem em Cabaceiras, São José dos Cordeiros e nos diversos municípios com caatinga.

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, Corumbá, Mato Grosso do Sul (f. 9-11), João Pessoa, Paraíba - Brasil.

Nome popular: Angico

Referências 


-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.
-Morim, M.P. 2015. Anadenanthera in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Exsicatas


Tuesday, 20 November 2012

Fabaceae - Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub.

Inflorescência panícula, axilar, multiflora (f. 1)
Cálice campanulado, corola papilionácea, pétalas alvas, folhas longipeciolada (f. 2)
Ramo cilíndrico, lenticelado, panícula com comprimento menor que o pecíolo (f. 3) 
 Sâmara estipitada, oblongo-elíptica (f. 4)
 Sâmara monosperma (f. 5)
 Semente elíptica, testa da semente lisa, rufa (f. 6) 
Cotiledone verde (f. 7)
 Ramo curto, fractiflexo, filotaxia alterna dística, folha unifoliolada, oblonga (f. 8) 
 Ramo jovem estriado, estípula lanceolada (f. 9)
 Estípula maior ou igual ao comprimento do pecíolo (f. 10)
Face abaxial do folíolo (f. 11)

Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae, Dalbergia L.f. 250 espécies (Lewis et al. 2005).

No Brasil ocorrem 39 espécies, das quais 21 são endêmicas (Lima 2015).

Arbusto, árvore ou liana. Estípula lateral, basifixa. Folha, alterna, imparipinada; uni-plurifoliolada; folíolos alternos, estipelas ausentes. Inflorescência panícula axilar ou terminal. Flor brevi-pedicelada, zigomorfa, monoclina, hipógina, cálice campanulado, 5 dentado, corola papilionácea, pétalas unguiculadas, alva, alaranjada, roxa; androceu monadelfo; antera homomórfica; ovário estipitado. Fruto tipo sâmara, núcleo seminífero central, estipitado, plano, inerme. Semente reniforme, plana.


Dalbergia ecastaphylla (L.) Taub., Die Natürlichen Pflanzenfamilien 3(3): 335. 1894.
BasiônimoHedysarum ecastaphyllum L., Systema Naturae, Editio Decima 2: 1169. 1759.

       
 Planta arbustiva, ca 60 cm, agrupam-se formando grandes moitas; ramo curto, cilíndrico, com lenticelas, ou não, às vezes fraxiniflexo, inerme. Estípulas 2, peltada, lanceolada, caduca. Filotaxia alterna, dística. Folha  composta, unifoliolada, ovada-elíptica, ápice aguda, margem inteira, base obtusa, arredondada, face adaxial e abaxial glabra, coriácea, peciolada. Inflorescência axilar, panícula de racemo; botão ovoide. Flor pequena, monoica, subséssil; cálice campanulado, esverdeado, lacínios 5; corola papilionácea, pétala 5, unguiculada, alva; estandarte orbicular, retuso; alas livres, obovadas, quilha falciforme; androceu monadelfo, gineceu monocarpelar, ovário súpero, estipitado, oligovulado. Fruto estipitado, sâmara, elíptico, plano, valva coriácea.    

Comentário
Facilmente reconhecida por apresentar folha unifoliolada. Planta muito comum nas restingas brasileira.
Na Paraíba é abundante sobre as falésias das praias de Tambaba e Carapibus.
Nome popular: rabo de bugio, marmelo do mangue

Fotos: Polliana Zocche de Souza (f. 1-3), Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.
Rubens Teixeira de Queiroz (f. 4-11), Carapibus, Conde, Paraíba, Brasil.


Referências


-Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

-Lima, H.C. de Dalbergia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 01 Jun. 2015

Exsicatas



REVISÃO TAXONÔMICA DE MACHAERIUM SECT. OBLONGA (BENTH.) TAUB. (LEGUMINOSAE, PAPILIONOIDEAE, DALBERGIEAE)

Carlos Victor Mendonça Filho, Ana Maria Goulart de Azevedo Tozzi & Eliana R. Forni Martins



Monday, 19 November 2012

Fabaceae - Zornia confusa Vanni

Flor com estrias vináceas no estandarte (f. 1)
Estípula e bráctea peltada, folíolo lanceolado, bractéola elíptica (f. 2)
Espiga axilar (f. 3)
Folha palmada (f. 5)
Ramo prostrado, lignoso, glabro (f. 6)
Flores sésseis (f. 7)
Face abaxial do folíolo (f. 8)
Leguminosae, Papilionoideae, DalbergieaeZornia  J.F.Gmel 75 spp. (Lewis 2005).

No Brasil ocorrem 36 espécies, das quais 15 são endêmicas. (Perez 2015).

Zornia J.F.Gmel

Subarbusto, prostrado ou ereto; ramos difusos, cilíndricos, inermes, glabro ou com indumento. Estípulas medifixas, glândulas presentes. Filotaxia alterna-dística ou espiralada. Folha palmada, bi-tetrafoliolada, folíolos simétricos ou assimétricos, lineares, oblanceolados, oblongos, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica ou aguda, face adaxial glabra ou glabrescente, face abaxial glabra ou pilosa, glândulas presentes. Inflorescência terminal ou flores isoladas; bractéolas medifixas; flor séssil, zigomorfa, monoclina, hipógina, pentâmera; cálice campanulado, breve-lobado, 5 lobos; corola papilionácea, dialipétala, pétalas unguiculadas, amarelas; estandarte com estria vinho, alas livres, quilhas fundidas, falcadas; androceu monadelfo, anteras dimórficas; gineceu simples, ovário pluriovulados, estilete glabro, estigma puntiforme. Fruto lomento, séssil, linear, articulado, valvas inerme ou espinescentes.

Zornia confusa Vanni, Brittonia 48(4): 495–497, f. 1A–D. 1996[1997].

Planta subarbustiva, ramos eretos, cilíndricos, glabra. Estípulas 2, peltadas, lanceoladas. Folhas 1 par de jugas; folíolos glabros, lanceolados, elíticas, oblongas, com pontuações negras, ápice acuminado, margem inteira, base assimétrica glabros, pecíolo longos. Inflorescências axilares, espiciformes, congestas; bracteolas 2, peltadas, ovadas, com 3-5 nervações evidentes; Flores monoicas, pequenas; cálice bilabiado, corola alaranjada com guias de néctar vináceo; androceu monadelfo, estames heteromórficos; gineceu monocarpelar. Fruto lomento, margem superior plana e inferior crenada, 3-5 segmentos.

Comentário

Esta espécie foi colocada na chave por Perez (2009) tendo como contra-ponto Zornia curvata e um dos caracteres que aquela autora usou para separá-las foi a posição dos ramos, a forma da bractéola e o comprimento da aurícula. Em Z. confusa os ramos são eretos, a bracteola é oval ou elíptica e a aurícula tem 1-2 mm compr., enquanto em Z. curvata os ramos são prostrados, bractéolas eliptico-lanceoladas, oval-lanceoladas e aurículas de 2-3 mm compr.


Ambiente cerrado. 

Determinadora: Ana Paula Fortuna Perez 

Fotos: Rubens Teixeira de Queiroz, fotografada no Cenargen - DF

Referencias

-Fortuna-Perez, A.P. 2009. O gênero Zornia J.F.Gmel (Leguminosae, Papilionoideae, Dalbergieae): Revisão taxonômica das espécies ocorrentes no Brasil e filogenia. Tese de Doutorado, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.
-Perez, A.P.F. 2015. Zornia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

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Saturday, 17 November 2012

Fabaceae - Parkia platycephala Benth.
















Leguminosae, Mimosoideae,  Mimoseae, Parkia R.Br. 1826. 34 espécies. (Lewis et al. 2005).

Árvore com 5m de altura. Folhas compostas, bipinadas. Flor reunidas em glomérulos. Flores vermelhas.

Polinizadas por morcego.

Etimologia: Nome dado em homenagem a Mungo Park. 

Especialista: Mike Hopkins

Fotos: Henrique Moreira

Referências

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

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