Saturday, 27 January 2018

Fabaceae - Cenostigma bracteosum x C. nordestinum x C. pyramidale - "Catingueira"





Locais: Serrinha dos Pintos, RN - São José dos Cordeiros, PB - Petrolina, PE

Cenostigma é um gênero que se carateriza pelo hábito arbóreo. Estípulas laterais, caducas. Folhas bipinadas, alternas, dística ou espiralada. Inflorescência terminal, racemo ou panícula. Flor com pedicelo articulado, zigomorfa, monoclina,  diclamídea, heteroclamídea, hipógina; hipanto presente; cálice dialisépalo, sépalas 5, corola dialipétala, pétalas unguiculadas, amarelas; androceu dialistêmone,  diplostêmone, estames 10, homodínamosos, antera rimosa; gineceu simples, pistilo com ovário, estilete e estigma puntiforme. Fruto legume típico; linear ou oblongo, valvas lignosa.

Comentário


As espécies de Cenostigma são conhecidas popularmente na região nordeste do Brasil como "caatingueira" devido ao forte odor presente nos ramos, folhas e frutos. A muito as caatingueiras são identificadas como sendo uma única espécie "Caesalpinia pyramidales". Este nome é extremamente conhecido e usado na literatura entre os grandes trabalhos clássicos referentes ao bioma Caatinga. Entretanto, o nome popular caatingueira pode ser atribuído a três espécies atualmente circunscritas no gênero Cenostigma, sendo elas Cenostigma bracteosum, C. nordestinum e C. pyramidale
Os caracteres usados para delimitar estas espécies são reprodutivos, de forma que se torna difícil delimitação das mesmas quando em estágio vegetativo. 
Queiroz (2009) em sua excelente obra Leguminosas da caatinga delimita estas a partir da articulação do pedicelo e o comprimento do hipanto.
Cenostigma pyramidale apresenta pedicelo articulado próximo a base do pedicelo ou seja abaixo da metade do comprimento enquanto as demais tem articulação próximo ao ápice do pedicelo ver figura 1. 
Quanto a bráctea é bem desenvolvida em Cenostigma bracteosum e C. nordestinum, tendo a primeira bráctea ovada enquanto a segunda brácteas estreito-ovadas. Enquanto em Cenostigma pyramidale esta estrutura é inconspícua.

QUEIROZ, L. P. Leguminosas da Caatinga. Feirade Santana: UEFS, 2009. 467 p.


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